
Nesse Sulamericano da Argentina, conquistei algo muito importante para mim. Na luta por equipes entre Brasil e Paraguai, fiz minha luta de número 150 em competições oficiais do Tradicional e da JKA.
Muito tempo se passou desde minha primeira luta, num campeonato estadual de faixa marrom, onde perdi por 2 jogai (regra do Tradicional) simplesmente porque não sabia o que era jogai.
Foram muitas competições estaduais, copas regionais e interestaduais, 7 campeonatos brasileiros Tradicional, mais 7 da JKA, 5 sulamericanos, 2 mundiais...
Foram vitórias, empates e derrotas que me ajudaram a crescer como pessoa e como carateca. Aprendi a lidar com o medo, a insegurança das primeiras competições, quando chegava a ficar sem dormir e sem comer, tamanho era o nervosismo.
Conheci muitos lugares, muitos mestres e lutadores; fiz muitos amigos por todo o Brasil.
Tive o prazer e a honra de treinar com mestres do quilate de Arrigoni, Tanaka, Machida, Sasaki, Yamamoto, Kawawada, Imura, Masahiko Tanaka, Yokomichi, Taniyama, Watanabe, Inoki, Kazuo, Enobaldo, Sant'anna, Gerson, Flávio Costa, Ricardo Arrigoni, Newton Costa... tantos que fica difícil listar todos aqui.
Tive o orgulho de ter como adversários de competições nomes como Chinzô, Lyoto e Takê Machida (PA); Vinicio Antony, Eduardo Santos, Marcus Vinícius, Ruy Cartier, Miguel, Jumbo (RJ); Ricardo Buzzi, Vinícius Sant'anna, Nelson Santi (PR), Vladimir Zanca, Thiago (MT); Helton Atagão, Diogo, Alfredo Gama, Ronaldier Nascimento (BA); Fábio Simões, Wagner Pereira, César Cabral (SP); Rafael Moreira (RS); Takuma Yokoyama (JPN), Cristian Salvemini, Gastón Gomes, Marcelo Monzón, Pablo Parasuco (ARG); atletas da Dinamarca, Venezuela, Suécia, Chile, Paraguai, Uruguai, Bélgica, Tailândia...
Para mim, muito mais importante do que títulos e medalhas foram as amizades que conquistei ao longo desses 15 anos de competições initerruptas, as batalhas que travei dentro dos kotos de cimento, madeira ou tatame, lutando sem luvas, com as luvas finas do tradicional, com as acolchoadas da JKA, enfrentando atletas do Tradicional, da JKA, do Interestilos, da WKF...
Essas experiências não têm preço.
Agora é respirar fundo e tentar bater as 200 lutas.
Até lá.
OSS!