domingo, 14 de março de 2010

Sensei Yamamoto: bicampeão japonês, bicampeão asiático e bicampeão mundial de kumitê


Era a minha primeira competição pela JKA.
Antes da competição, o curso de três dias com um dos maiores caratecas de todos os tempos: Yamamoto (bicampeão japonês, asiático e mundial de kumitê).
O curso foi espetacular, com técnicas próprias dele, e focado exclusivamente para kumite. O ginásio em Belém estava lotado, com lutadores de diferentes federações do Shotokan.
A competição foi muito boa – fiquei entre os oito melhores no kumite individual, perdendo para Lyoto Machida, que acabou sendo campeão, vencendo seu irmão Chinzô na final.
Mas foi no dia seguinte que tive uma experiência única, que não tem preço.
Tive a oportunidade de participar de um treino fechado, na APAM, puxado por sensei Yamamoto, e supervisionado por Machida, tendo como companheiros de treino Chinzô, Lyoto e Eduardo Santos (RJ). Éramos só nós quatro treinando duro, fazendo inúmeras repetições sob o olhar severo do japonês. Yamamoto falava muito pouco, e sua cara ficava permanentemente fechada.
Lá pelas tantas, porém, depois de eu ter feito sei lá quantas vezes o movimento que ele tinha pedido, suando feito um louco no calor abafado de Belém, Yamamoto deu um tapinha nas minhas costas e disse: “good”.
Good. E ponto final.
Em 2008, no Brasileiro JKA de Arujá, tive a chance de fazer novamente um curso com Yamamoto. Muito bom, como o outro. Mas aquele treino fechado na APAM foi único. Um dos melhores treinos que fiz em minha vida.
OSS.

domingo, 7 de março de 2010

MATÉRIA NO SITE "TATAME"


Treinador confiante em recuperação de Vitor
sexta-feira, 05 de março de 2010 - 17:50:01
Por Erik Engelhart
Foto Marcelo Alonso

Escalado para tentar tirar o cinturão das mãos de Anderson Silva, Vitor Belfort sentiu uma antiga lesão no ombro e teve que adiar seus planos. Fora do UFC 112, o casca-grossa está confiante no tratamento e vem seguindo à risca as recomendações de seu médico. Treinador de caratê de Vitor, Jayme Sandall falou sobre a lesão no ombro do atleta e se mostrou otimista com relação à volta de Belfort ao octagon mais famoso do mundo.

“Ele já vinha reclamando bastante dessa lesão no ombro, sentindo um formigamento desde antes da luta contra o Rich Franklin, mas sabe como é o atleta, enquanto dá para levar vai levando, à base de gelo e antiinflamatórios. Depois da luta, começamos um treinamento intenso, a lesão se agravou e ele começou a reclamar diariamente, até que começou a prejudicar nosso treinamento, devido à limitação de certos movimentos. O importante é que esse fato não fez com que ele desanimasse, muito pelo contrário, ele está extremamente focado e bem otimista em relação a sua volta. Acredito que o Vitor vá surpreender os médicos”, comentou Sandall

http://www.tatame.com.br/2010/03/05/Treinador-confiante-em-recuperacao-de-Vitor

quinta-feira, 4 de março de 2010

A QUALIDADE DO SHOTOKAN BRASILEIRO


A qualidade do Shotokan brasileiro é conhecida em todo o mundo. Mas nunca é demais ressaltar as conquistas do nosso karate internacionalmente.
Atualmente, dentro do karate Shotokan Tradicional, temos atletas campeões mundiais como Ronaldier Nascimento (BA), Vinícius Sant’anna (PR), Clóvis (GO), Giordana (PR), e dois tri campeões mundiais: Vladimir Zanca (MT), que também integrou duas vezes a seleção brasileira JKA, e Ricardo Buzzi (PR). Além disso, o Brasil domina o Tradicional nas competições panamericanas há mais de uma década, sendo, inclusive, o atual campeão panamericano de kumitê individual o atleta potiguar Alecssandro Jobson.
Na JKA, o Brasil é bicampeão sulamericano de kumitê por equipes, e divide a hegemonia do continente com os argentinos.
E nos mundiais da JKA, tivemos três atletas que conseguiram chegar às finais de kumitê individual – uma categoria extremamente disputada, onde os quatro melhores lutadores de cada país se enfrentam em dois dias de lutas duras. No último mundial, havia 125 atletas nessa categoria. João Carlos Camilo (SP) foi “Best Eight” em 2000, no Japão, enquanto Rafael Moreira (RS) conseguiu o feito na Austrália, em 2006. E só não foi mais longe porque a arbitragem não deixou, já que ele claramente venceu o japonês Okuma. Nesse mesmo mundial da Oceania, Chinzô Machida (PA) chegou à final, depois de seis vitórias consecutivas, despachando nas quartas de final e na semi dois dos favoritos ao título, os japoneses Shimizu e Nemoto (respectivamente). O brasileiro perdeu a final para Ogata por muito pouco, e o ginásio lotado gritou “Brasil”, torcendo pelo nosso atleta.
Os atletas brasileiros, apesar de todas as dificuldades do nosso país, impõe respeito em qualquer competição internacional.
OSS.

terça-feira, 2 de março de 2010

CALENDÁRIO JKA 2010

Kunio Kobayashi


Será realizado nos dias 13 a 16 de Maio de 2010 o CURSO TÉCNICO E TREINAMENTOS com a
participação dos professores: Yoshizo Machida (PA), Yasuyuki Sasaki (SP), Ugo Arrigoni (RJ), Alfredo Aires (RS), Kazuo Nagamine (SP), e como Convidado Especial Prof. Kunio Kobayashi – 6º DAN JKA.
O curso é aberto a todos os praticantes independentemente de graduação, idade ou estilo.
O local escolhido foi o Nipon Country Club, em Arujá, SP.
No dia 13, haverá treinamento exclusivo para atletas da seleção brasileira.
Nos dias 14 e 15, o curso com sensei Kobayashi, ex-atleta da seleção japonesa por muitos anos. Ainda no dia 15, haverá exame da grau até quarto dan e clínica de arbitragem.
No dia 15, o XI Campeonato Brasileiro JKA, que servirá como seletiva para o VI Sulamericano JKA, que será realizado em Belém, PA de 16 a 19 de setembro.
Informações detalhadas no site www.nkkbrasil.com.br
OSS

domingo, 21 de fevereiro de 2010

KATA POR EQUIPES

Jayme, Paulinho e Pestana fazendo Wan Kan na final do Mundial

Dentre as modalidades de competição dentro do Shotokan, acho que a mais difícil de todas é o kata por equipes.
Participei de várias equipes em diversas competições. Mas a que durou mais tempo foi a que formei junto com os irmãos Pestana (Roberto e Paulo). Juntos, competimos estaduais, brasileiros, um sulamericano (Brasil 2005) e um mundial (Japão 2004). Fomos campeões estaduais e brasileiros, vice sulamericanos e “Best Eight” no mundial do Japão.
A dificuldade começa pelos treinos: além das repetições exaustivas para aprimorar a técnica do kata – coisa que também se faz no individual – há o problema da sincronia. Por mais que os três atletas estejam tecnicamente muito bem, se não estiverem perfeitamente sincronizados, não vão conseguir bons resultados nas competições. Os treinos são cansativos tanto física quanto psicologicamente, porque geralmente cada um tem seu estilo, seu tempo de execução do kata, e isso tem que ser abandonado em prol da sincronia. Se cada um quiser manter seu ritmo individual, e quiser que os outros acompanhem, a coisa fica difícil. O ritmo do kata por equipes geralmente é diferente do individual. É um ritmo novo que os três terão que se adaptar.
Na hora da competição, é complicado também. No individual, você pode começar e terminar a hora que quiser. Pode entrar no kotô, cumprimentar, se concentrar por alguns segundos. No meio do kata, pode fazer determinado movimento mais lento, ou se houver qualquer equilíbrio, pode segurar a velocidade naquele determinado trecho do kata. Mas por equipes nada disso se aplica.
Há o atleta que comanda. E quando ele decide que é hora de começar o kata, os outros dois têm que seguir. Não há tempo para pensar, respirar fundo, esperar. É agora, sem desculpa. E se houver qualquer desequilíbrio por parte de um dos atletas, isso vai afetar toda a equipe. Imagine a pressão.
Por essas e outras devemos admirar esses atletas. Além do que é bonito de se ver uma boa equipe, bem treinada, fazendo um kata em perfeita sincronia.
OSS.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

VITOR BELFORT X ANDERSON SILVA ADIADO MAIS UMA VEZ


Desde a luta contra Rich Franklin, no UFC 103, Vitor tem reclamado de dores no ombro esquerdo.

Após a vitória contra o americano, Vitor voltou a treinar karate, mas sempre com aquela dor chata incomodando.

Na virada do ano, a dor aumentou, e ele começou a não conseguir mais utilizar o braço. Começou então a treinar focando a parte de movimentação, quadril, pernas...

Em meados de janeiro, sem perceber melhora na dor, apesar de estar se poupando, e apesar da fisioterapia diária que vinha fazendo, Belfort fez um exame de ressonância magnética que revelou uma lesão mais séria no ombro. Resultado: teve que se submeter a uma cirurgia.

Quem é atleta sabe o quanto dói treinar duro durante um longo tempo, visando uma competição, e de repente se ver obrigado a parar por causa de uma lesão. Dá uma sensação de perda, de tempo jogado fora. Dá a impressão de que todos os últimos meses de treinamento escoaram ralo abaixo.

Mas fazer o quê? Melhor parar para se recuperar, ficar no "estaleiro" durante um tempo e voltar inteiro, do que forçar a barra e se arrebentar de vez, arranjar uma lesão permanente e às vezes sem cura.

O grande campeão Anderson Silva também tinha sido obrigado a postergar a luta (que inicialmente estava marcada para janeiro) quando teve que operar o cotovelo, por conta de lesões repetidas.

Agora é esperar para ver quando esse duelo vai se realizar, e torcer para que os dois e recuperem 100 % de suas lesões.

OSS.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

NOTA DE FALECIMENTO: SENSEI ROBERTO PESTANA

É com imenso pesar que comunico o falecimento do grande mestre de karate Shotokan Roberto Pestana (pai).
Pestana foi aluno do sensei Uriu (JKA). Apesar de só ter colocado um kimono de karate pela primeira vez aos trinta e três anos de idade, o casca-grossa chegou às seleções carioca e brasileira, e competiu até os 43 anos. Foi um dos maiores atletas que o Rio de Janeiro já teve.
Pestana teve dois filhos que seguiram seus passos:
Roberto Pestana Jr, o Beto, 42 anos, expoente do karate Tradicional/JKA no Brasil, sendo por 8 anos integrante da seleção carioca, e por 4 da brasileira. Pegou sua faixa-preta aos 12 anos de idade - fato até então inédito - e ao longo dos anos consagrou-se como atleta. Foi diversas vezes campeão carioca, três vezes campeão brasileiro, e campeão sulamericano. Foi o primeiro atleta brasileiro a conquistar uma medalha em kumite individual no sulamericano da JKA (bronze - Santiago 2002)
Paulo Roberto Pestana, o Paulinho, 27 anos, é também faixa-preta e atleta. Chegou às seleções carioca e brasileira, e sagrou-se campeão brasileiro e vice sulamericano (Brasil 2005).
Sensei Pestana deixa como legado seus filhos, sua história, seu clube de karate - PKC (Pestana Karate Clube). Antes do falecimento, sensei Pestana ministrava aulas no clube do condomínio Riviera dei Fiori, na Barra da Tijuca.
Fica aqui o adeus a um dos maiores nomes do karate, e os sentimentos de toda a comunidade do Shotokan para os amigos e a família.
OSS.

www.pestanakarateclube.com.br