sábado, 18 de junho de 2011

Campeonato Sul-Sudeste 2011


Nos dias 24 e 25 de junho, acontecerá o III Campeonato Sul-Sudeste.
Essa tradicional competição está sendo reavivada depois de muitos anos, graças ao esforço da FERJKT, que está fazendo de tudo para que o evento seja um grande sucesso.
A Confederação Brasileira de Karate-dô Tradicional (CBKT) chancela a competição, trazendo grandes nomes do karate Tradicional brasileiro, como Serginho (BA), Alfredo Aires (RS), Ugo Arrigoni (RJ), Flávio Costa (RJ), o presidente da CBKT, Gilberto Gaertner (PR) e os mestres Tanaka,Watanabe e Inoki.
Atletas dos sete Estados das regiões disputarão as modalidades de kata e kumite individual e por equipes, e fuko-gô.
Este ano, o campeonato leva o nome do saudoso mestre Victor Hugo Blanco Bittencourt (in memorian), o Vitinho. Vitinho foi um grande atleta da geração de ouro do karate brasileiro, e o um dos responsáveis pela criação da FERJKT em seus primeiros anos.
Após o evento, postarei aqui fotos e vídeos.
OSS!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Treinar karate nunca é demais

Quando Paulo Afonso foi chamado para integrar a equipe de Lyoto Machida, sendo inclusive convidado para ficar no corner do brasileiro, muita gente se perguntou o motivo.
Claro, alegavam essas pessoas, para que Lyoto precisa de mais um cara do karate para os seus treinos? Ele já tem a família, então o que ele deveria era arrumar um
treinador de outra modalidade.
O sucesso do carateca nessa sua última luta contra Randy Couture, pode ser creditado à presença de Paulo Afonso?
Pode. E muito.
Lyoto realmente tem dentro de casa praticamente tudo o que precisa para o seu karate. Tem seu pai, um dos maiores mestres do Brasil e do mundo; tem seus irmãos Chinzô e Take, dois grandes atletas de Shotokan; tem muitos companheiros de treino que podem ajudá-lo na modalidade que aprendeu ainda no berço.
Mas Paulo Afonso trouxe a confiança. Confiança em treinar mais karate. Confiança na sua arte, para sempre puxar a luta para o seu jogo, e ter a consciência plena de que o seu jogo é o karate. Treinar outras modalidades é obrigatório, lógico, mas deixar de lado o karate, nem que seja só um pouco, seria um erro.
E às vezes, é aquela história: o Chinzô ou o Take ou mesmo o Yoshizo falando isso, talvez o Lyoto não ouvisse tanto quanto quando alguém de fora da família, nesse caso Paulo Afonso, fala.
Paulo puxou os treinos de karate puro, forçando o lutador de MMA a afinar seus golpes, lapidar sua técnica dentro do Shotokan, treinar karate, karate e mais karate.
Junte-se a isso um excelente preparador físico, uma família com olhar clínico para lutas, e um atleta com gana de vencer. O resultado? Todo mundo viu no dia 30 de abril.
Que Paulo Afonso tenha vindo para ficar, e que muitas outras vitórias venham para o carateca.
Até o grande desafio de pegar o considerado invencível Jon Jones. Quem sabe?
OSS!

http://karatepauloafonso.blogspot.com/

terça-feira, 7 de junho de 2011

Saiu na Tatame de junho


Na imagem acima, a matéria de capa da revista Tatame do mês de junho, onde Steven Segal fala sobre os golpes fulminantes de Lyoto e Anderson, que acabaram dando todos os méritos ao ator/mestre de artes marciais.
Na matéria, Gulherme Cruz me entrevistou, e eu dei minha opinião, dizendo que para mim era apenas jogada de marketing.
Pelo Anderson não posso opinar, mas pelo Lyoto eu afirmo categoricamente: ele não aprendeu esse chute com Segal, e quem faz o nosso karate sabe disso.
Alguns amigos meus acharam que fui muito incisivo em minhas afirmações, mas eu tive toda tranquilidade do mundo ao falar sobre o mae tobi geri que tanto conhecemos (tem no kata Gankaku, por exemplo) e eu mesmo cansava de aplicar, na linha de cintura (tchudan).
E, para corroborar minhas palavras, na mesma edição da Tatame, sensei Yoshizo Machida, pai de Lyoto, dá uma entrevista e diz que aquilo que o filho fez no UFC não foi ensinado por Steven Segal, mas sim por ele mesmo e outros mestres de karate.
"Aquilo é karate", diz o técnico da Seleção Brasileira JKA.
Só para ficar claro, eu não desmereço em momento nenhum o ator americano, até porque acho que de todos os que levam as artes marciais às telas, ele é, talvez, o melhor. Sei da história dele, que realmente é um lutador casca-grossa, e que é um grande mestre de aiki-dô, além de ter praticado karate. Morou no Japão, onde inclusive foi um dos primeiros ocidentais a ensinar artes marciais.
Também acho que ele pode ter muito a ensinar a qualquer lutador de MMA, pela sua experiência, inteligência e sabedoria dentro das artes marciais.
Mas daí a dizer que o mae tobi geri foi ensinado ao Lyoto - um cara que cresceu dentro do karate Shotokan JKA - já é demais...
OSS!

domingo, 5 de junho de 2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Entrevista com Marcelo Alonso






Ele é um dos pioneiros do jornalismo de lutas, começou em uma época onde todo mundo achava que essa profissão não daria em nada, e apostou no MMA quando o esporte ainda era mau visto pela sociedade.
Hoje, Marcelo Alonso é um dos responsáveis pelo site número 1 do Brasil, e terceiro mais visitado no mundo, o Portal do Vale-Tudo
Acompanhem a entrevista com esse grande nome do MMA:


- Marcelo, conte um pouco da sua experiência como lutador.

Muita gente me confunde com o Marcelo Alonso, um dos melhores faixas pretas do mestre Carlson... Até porque temos uma certa semelhança física, mas na realidade sou só faixa roxa do mestre Otávio Ratinho


- Por que escolheu o jiu-jitsu?

Comecei a trabalhar com lutas porque treinava na academia Clube Barra, no Riviera, com o professsor Claudio França que organizava a Copa Atlântico Sul (junto com Marcus Vinícius e Joe Moreira), que era uma espécie de brasileiro de JJ... Na época (1992) o dono da revista Kiai sempre precisava de fotos e eu cedia para ajudar o mestre. Um dia ele decidiu me pedir um relatório do evento, gostou do meu texto e eu passei a ser correspondente da Kiai no Rio, mandando textos, fotos e até vendendo anuncios. Resultado: em menos de um ano eu passei a ganhar muito mais como “representante da Kiai no Rio” do que como biólogo (na época eu era responsável por um laboratório de Microbiologia da Fundação Bio Rio)... Em 1995 larguei meu emprego como biólogo com carteira assinada e tudo para apostar numa profissão que ainda não existia: Jornalista de lutas.


- Fale um pouco sobre o grande Carlson. Lembra de alguma história engraçada ou curiosa?

O Carlson era uma figura única. Assim que passei a trabalhar com lutas me aproximei muito dele, graças ao Paquetá, seu melhor amigo, que até hoje é meu melhor amigo... Tive o privilégio de fazer dezenas de viagens com o Carlson nos primórdios do MMA. Fomos juntos ao Japão pela primeira vez, estávamos juntos em diversas edições do Pride e UFC. Em todas estas viagens vivi momentos inesquecíveis ao lado dele. Posso te dizer que conhecer o Carlson de perto foi o meu maior privilégio nestes 19 anos que venho trabalhando como jornalista de lutas. Nunca conheci ninguém com tanta humildade e carisma...


- Como você começou na Tatame ?

Em 1994 eu trabalhava na Kiai e como era o único jornalista especializado o Roberto Risada me pediu para ceder algumas fotos para um projeto que vinha fazendo ao lado de dois amigos da praia (Alexandre Esteves e Yan Bonder). Fiquei super feliz em poder ajudar um projeto de um jornal só sobre Jiu-Jitsu, O Tatame. Eles fizeram a boneca com fotos minhas conseguiram um anuncio do Bibi e botaram a primeira edição na rua. A capa é uma foto minha do Bruno Severiano com o joelho na barriga do Paulo da Alliance. Infelizmente os três sócios brigaram logo na 4º edição eu fiquei do lado do Alexandre Esteves (até hoje a frente da editora)... De colaborador passei a ser o jornalista mais presente na revista. Nos 15 anos que trabalhei na Tatame me orgulho em ter feito 80% das matérias de capa. Passei a ser conhecido e respeitado no meio graças as reportagens que tive oportunidade de fazer nesta revista.

- Durante estes 15 anos a Tatame era sua única fonte de renda ?

Muito pelo contrário. Durante todo este tempo também trabalhava como correspondente de revistas estrangeiras como Kakutougi Tsushin (Japão), Cinturon Negro (Espanha), Kampfkunst (Alemanha) e Full Contact Fighter (EUA). Posso te dizer que durante boa parte deste tempo eu reinvestia o que ganhava lá de fora na revista Tatame. Infelizmente a crise no mercado editorial brasileiro não permitia que o dono da revista nos pagasse em dia. Para você ter uma idéia cheguei a ficar quase 2 anos sem receber um tostão da Tatame, até porque se parasse de trabalhar a revista fecharia, então, mas como eu era um cara extremamente apaixonado pelo que fazia, não só continuava trabalhando sem receber, como usava o dinheiro que ganhava das revistas no exterior para manter a equipe da Tatame motivada. Além das minhas fotos e reportagens fazia questão de mandar material do Levy Ribeiro e Fernando Azevedo (fotógrafos da Tatame na época) para poder pagá-los e mantê-los motivados. É importante frisar, no entanto, que tudo que fiz na Tatame foi pago. Quando as crises terminavam o Alexandre sempre foi muito correto e pagou tudo que estava acumulado, tanto que sai da Tatame tendo uma excelente relação não só com ele, mas com toda a equipe, que aliás hoje tem um sistema extremamente profissional de trabalho. Eu costumo dizer para o Dudu e pra rapaziada da nova geração que eles são felizes e não sabem. Verdade seja dita, fazer revista de lutas nos anos 90 era coisa pra maluco.

- Hoje você continua trabalhando com veículos do exterior ?

A crise no Pride virou o mercado de lutas de cabeça para baixo. A Kakutogi Tsushin que durante 12 anos foi minha principal fonte de renda, faliu no ano passado. Continuo trabalhando com a Cinturon Negro e Kampfkunts e hoje sou correspondente do Sherdog no Brasil e da Fighters Only.

- Por que você decidiu sair da Tatame para o PVT ?

Acho que a vida é feita de desafios. Depois de 15 anos na Tatame, acho que não tinha mais nada que me mantivesse motivado. Quando o Gleidson me chamou para ser seu sócio no PVT não pensei duas vezes. Sempre admirei muito o Gleidson por ter criado o site de lutas mais democrático do Brasil. Só com a força de vontade dele, o Gleidson conseguiu reunir 17 mil pessoas para debater num fórum, transformando o PVT no maior site do Brasil e 3º do mundo.
Posso te dizer que estou muito satisfeito com a decisão que tomei. Em quase 2 anos de parceria conseguimos, juntos, dar uma boa implementada no PVT. Criamos uma editora, montamos um escritório no Rio (aliás onde o Gleidson mora), implementamos mais jornalismo ao site, fizemos uma revista virtual mensal (bilíngue) e uma rádio virtual, além de uma loja. Em menos de 8 meses pulamos de 33 para 44 mil (média de visitas diárias). No mês que vem o PVT faz 10 anos e nós temos muitos motivos para comemorar.

- Como foi parar no canal Combate?

Na realidade esta ida para o Combate foi outra reviravolta na minha vida. Depois de 20 anos trabalhando como repórter por trás das lentes, te confesso que nunca imaginei mudar de lado. Mas, como disse, a vida é feita de desafios. Aceitei o convite do Nairton Abade, botei a faixa branca na cintura e com a ajuda de parceiros de trabalho como André Araújo (redator e diretor), Viviane Ribeiro (repórter) e Claudio Presuntinho (cameraman) estou aprendendo a me portar do outro lado da câmera. Estou muito feliz apresentando o Cara a Cara ao lado do meu colega Luciano Andrade.

- Na sua opinião, quem é o melhor lutador de jiu-jitsu de todos os tempos? E no MMA?

De Jiu-Jitsu Roger Gracie
De MMA Anderson Silva

- Qual foi a maior luta de MMA da história, na sua visão?

Costumo dizer que Minotauro e Bob Sapp é uma luta que todo brasileiro deveria ter na cabaceira da cama. Quando você estiver desmotivado, achando que não vai conseguir atingir algum objetivo coloque o DVD e reveja aquela aula de garra do Minotauro. Sempre que vejo esta luta, lembro do meu falecido pai emocionado com lágrimas nos olhos ao ver o Minotauro pegando o braço daquele gigante depois de apanhar daquela maneira...

- Antes do surgimento do fenômeno Lyoto Machida, você já tinha contato com o karate? Conhecia alguém, ou tinha visto alguma coisa sobre a arte das mãos vazias?

Com certeza. Como te disse, cubro eventos para a Kiai desde 1992. Já tive oportunidade de cobrir mundiais de Kyokushin e brasileiros de Shotokan, onde inclusive conheci seu treinador Vinicio Antony. Quem acompanha a preparação de atletas no Kyokushin e Shotokan sabe que mais cedo ou mais tarde apareceria algum grande representante usando esta arte adaptada ao MMA. Eu sempre levei a maior fé nisso e, te confesso, fiquei muito feliz que este “escolhido” tenha sido o Lyoto, a quem acompanho desde muito cedo. Um exemplo de postura, obstinação, humildade e caráter. Fico feliz em vê-lo de volta motivado e confiante e confesso que acredito que ele seja o home certo para, com a tática certa, derrubar Jon Jones ...

sábado, 21 de maio de 2011

Entrevista no site Tatame




Saiu a entrevista que concedi a Guilherme Cruz, da Tatame, falando sobre a preparação do Vitor, sobre o karate no MMA e muito mais. Segue abaixo o link:

OSS!


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Karate no programa Ponto Final - Canal Combate

Amanhã (21/05/2011), às 20 hs no programa Ponto Final, do canal Combate, uma análise técnica sobre o evento WFE Platinum, realizado sábado passado em Salvador, BA.
Apresentado por João Guilherme, o programa trará como convidados Guilherme Cruz (revista Tatame), Luciano Andrade (comentarista de MMA) e Jayme Sandall, este que vos escreve.
Mais uma vez o karate Shotokan Tradicional/JKA está na mídia.
OSS!