terça-feira, 14 de maio de 2013

Fotos Campeonato Brasileiro JKA 2013

Abaixo, fotos tiradas por Sidney Oliveira, profissional de mão cheia que vem fazendo um trabalho excepcional tirando fotos na JKA.
Seu filho, Sávio Oliveira, é campeão brasileiro de kata e kumite na JKA.
Quem se interessar em comprar fotos em alta definição desse e de outros eventos JKA, basta entrar em contato: Sidney Oliveira (sidneyoliveiraimagem@hotmail.com)
(91) 80321823 ( tim )
(91) 99060189 ( oi )

 Nas duas fotos acima, semi-final contra Alison Batista (SP)


Kata individual: perdi na primeira rodada


Segunda rodada, contra um excelente atleta do RS, com um go no sen afiadíssimo



Quartas de final contra André Azevedo (SP): minha luta mais difícil, decidida no hantei (bandeirada)


Grande final contra Fábio Simões (SP)

 Respeito
Ainda sem acreditar que tinha vencido

Comissão técnica JKA do Brasil

 Os árbitros

 Sensei Sasaki
 Juramento do atleta
Sensei Machida cantando
 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Resultados Campeonato Brasileiro JKA 2013



Feminino

-          Kata equipe feminino: 1) JKA – RS (Hannah Aires, Manuela Spessatto e Cristiane Babinski)  /  2) AKK dojô (RJ)  /  3) Nikkei (PR)

-          Kumite equipe feminino: 1) JKA – RS (Hannah Aires, Manuela Spessatto e Cristiane Babinski)  /  2) AKK dojô (RJ) / 3) MA Fight (SP)


-          Kata individual feminino: 1) Manuela Spessatto (RS) / 2) Juliana Vitral (MG) / 3) Aline Dota (SP)

-          Kumite individual feminino: 1) Hannah Aires (RS)  /  2) Bruna Lee Cadena (RJ)  /  3) Natacha Marques (RJ)  -  3) Aline Dotta (SP)


Masculino

-          Kata equipe: 1) GRB (Andrew Marques, Marcel Apolônio, Leonardo)  /  2) Sekaikan (SP)  /  3) JKA - RS

-          Kumite equipe: 1) JKA – RS (Rafael Moreira, Sidnei )  /  2) Shobukan (Fábio Simões, César Cabral e Leandro Calhado)  /  3) Zanchin (SP)  -  3) Sekai (BA)


-          Kata individual: 1) Andrew Marques (SP) / 2) Rogério Higashizima (SP) / 3) William Tavares (SP)

-          Kumite individual: 1) Jayme Sandall (RJ)  /  2) Fábio Simões (SP)  /  3) Alison Batista (SP)  -  3) Roberto Mendes (RJ)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

XIV Campeonato Brasileiro JKA 2013



Foi realizado, de 02 a 05 de maio, o XIV Campeonato Brasileiro JKA. Mais uma vez, a competição foi sediada pelo clube Nipon, na cidade de Arujá, SP, e contou com a presença de mais de 250 atletas.
O CURSO
Nos dias 02 e 03 foi realizado o tradicional curso pré-competição. A novidade nesse ano foi que, além dos mestres Sasaki e Machida ministrarem treinamentos de altíssimo nível, alguns atletas com mais de dez anos de Seleção Brasileira foram escolhidos para darem treinamento, focando, cada um, em suas especialidades.


Rousimar Neves (MG) foi o primeiro. Com 5 títulos brasileiros de kata individual na bagagem, esse mineiro mostrou que além de um atleta excepcional que prova que a técnica correta supera qualquer barreira física (foi pentacampeão brasileiro aos 49 anos de idade), é um professor de mão cheia. Seu curso foi sobre o Sochin, e em todos a opinião foi unânime: saímos do curso com vontade de treinar o Sochin. Sensei Alfredo Aires (RS) e Gérson Almeida (SP) o supervisionaram.


Em seguida, Wagner Pereira (SP). O capitão da Seleção Brasileira demonstrou sua técnica de gyako-gyako, de forma pedagógica e com macetes valiosos para todos. Do alto de seus 42 anos, o atual bicampeão paulista JKA de kumite individual mostrou o passo a passo de seu golpe favorito, e deu a todos os presentes a oportunidade de aperfeiçoarem seu kumite. Sensei Yasuiuki Sasaki o supervisionou.


Logo depois, eu dei um curso sobre o meu golpe favorito. Sem surpresa para ninguém, falei sobre o kizami zuki. Na verdade, não há grande segredo sobre essa técnica, ou sobre a forma como eu a aplico. Apenas mostrei a minha forma de treinamento desse golpe, desde a base, forma de pisar no chão e avanço das pernas, até a parte do braço, sem mostrar o golpe, mover os cotovelos ou ombros, e passando até pela expressão facial, que deve ficar neutra durante todo o movimento. Sensei Ugo Arrigoni me supervisionou.


Chinzô Machida (PA), veio em seguida, falando sobre o go no sem. O maior campeão da história da JKA do Brasil demonstrou técnicas de postura, tempo e distância com o intuito de recuar sem perder jamais a chance do contra-ataque. Sensei Machida o supervisionou.


Depois, veio Fábio Simões (SP), o mais carismático de todos os atletas da Seleção Brasileira. Único lutador a jamais perder uma luta pela equipe do Brasil, Fabinho deu um show com um curso sobre o deai. Começou com o kihon básico, passando por um kihon ipon, e terminando com um treinamento de deai em grupo, que foi fantástico. Sensei Kazuo Nagamine o supervisionou.


Por fim, Rafael Moreira (RS). Supervisionado pelo sensei Alfredo Aires, o gaúcho fez um treinamento de ashi barai que com certeza fez com que todos que fizemos o curso passássemos a enxergar o ashi barai com outros olhos. Deixou de ser apenas um passa-pé para se mostrar uma técnica apurada, que demanda um kihon específico. Excelente.
Para nós, foi uma oportunidade fantástica, e uma prova de que a JKA tem como objetivo a renovação, tanto de atletas quanto de mestres, mostrando que o importante não são as pessoas, mas a entidade como um todo. 


A COMPETIÇÃO (aqui, como sempre, escreverei em terceira pessoa)

No dia 04 foram realizadas as categorias até 17 anos. O que se viu foram disputas acirradas entre os futuros astros da JKA do Brasil. A postura dos jovens atletas não deixou nada a desejar em relação aos adultos, e foi empolgante assistir aos meninos e meninas em ação. A renovação parece estar garantida...
No dia 05, as disputas de 18 e 19 anos, máster (somente kata) e adulto.
No 18 e 19 anos, ficou a impressão de que os jovens estão preparados para subir para a categoria adulto. Essa categoria é de transição, para que os atletas que vêm desde o infantil possam se adaptar antes de se verem entre os adultos.
No máster, pela primeira vez houve a divisão em duas subcategorias – de 40 a 50 anos, e 51 acima. Em ambas, a academia AKK (RJ) reinou absoluta. Na primeira, vitória de José Antônio, e na segunda, ouro para o seu professor, o sensei Mário Cadena.
No feminino, domínio absoluto da JKA – RS. Pela primeira vez em 14 edições, uma única instituição levou todos os títulos em disputa. Mérito total do sensei Alfredo Aires, responsável pelo crescimento vertiginoso e consistente do karate JKA gaúcho.
A JKA-RS é uma instituição que aglomera diversas academias filiadas do Rio Grande do Sul.
Manuela Spessatto (RS) mais uma vez levou o ouro no kata individual, deixando a mineira Juliana Vitral em segundo. A atleta, nove vezes campeã sulamericana, mostra que fica cada vez mais difícil ser derrotada na categoria.
Tanto no kata quanto no kumite por equipes, vitória das gaúchas, deixando as cariocas da AKK Dojô em segundo lugar. Mérito das atletas do Rio de janeiro, que vieram com força total e deixaram as disputas muito acirradas.
No kumite feminino, surpresa com a derrota precoce de algumas favoritas, como a atual campeã sulamericana Juliana Vitral (MG), e de Manuela Spessatto. Na finalíssima, Bruna Lee Cadena (RJ), travou uma verdadeira batalha contra Hannah Aires (RS). As duas empataram no tempo normal, e também no sai shiai (desempate). A gaúcha conseguiu a vitória no hantei (bandeirada) de forma justa – teve mais iniciativa durante todo o combate. Uma final de prender a respiração, arbitrada de forma excepcional pelo sensei Marcelo Miorelli (RS).
No masculino, várias academias de diferentes partes do Brasil se alternaram no lugar mais alto do pódio.
No kata por equipes, deu GRB (SP) mais uma vez. Os pupilos do sensei Ruy Koike conseguiram manter a qualidade de sua equipe, mesmo com a ausência de Rodrigo Alves, que, vindo de cirurgia no joelho, ajudava do lado de fora do koto. Destaque ainda para a equipe vice-campeã, da Sekai Kan (SP). Os alunos do sensei Gérson Almeida honraram o nome do mestre, mostrando técnica, espírito de luta e postura.
No individual, mais um ouro para o GRB, com Andrew Marques (SP), que deixou seu conterrâneo, Rogério Higashizima (atual campeão Sul-Sudeste Tradicional de kata individual) com a prata, em uma disputa decidida por décimos.
No kumite individual, lutas de alto nível entre atletas conhecidos e novas caras que apareceram e impressionaram.
Para o público foi um espetáculo ver lutas empolgantes entre alguns dos melhores lutadores de Shotokan JKA do Brasil.
No final de tantas batalhas, os quatro semifinalistas: Fábio Simões (SP), que veio de vitória sobre Adalberto Sanchez (PA); Roberto Mendes (RJ), que passou no hantei (bandeirada) por Wagner Pereira (SP); Alison Batista, que venceu César Cabral (SP); e Jayme Sandall (RJ), que passou no hantei (bandeirada) por André Luiz (SP) em luta duríssima.
Jayme e Alison se enfrentaram em duas oportunidades (semifinal do brasileiro JKA de 2011, e final do brasileiro Tradicional de 2011), e começaram a luta se estudando muito. Alison tentou um ashi barai, mas Jayme conseguiu encaixar um gyako de deai: wazari. Em seguida, entraram com kizami zuki praticamente simultâneos: 2 x 0 para Jayme, que foi para sua terceira final em 4 anos.
Fabinho usou de toda a sua experiência para vencer a maior velocidade de Roberto. De cara, o carioca entrou com um gyako tchudan, e Fabinho contra-atacou de ashi barai e gyako zuki: wazari. Em seguida, Roberto entrou novamente. Dessa vez o contra-ataque foi de haitô, que pegou em cheio no olho do carioca: 2 x 0 para Fabinho, que, assim como Jayme, chegava à sua terceira final em 4 anos.
Os dois atletas, além de velhos conhecidos dentro do kotô (essa foi a terceira final JKA entre os dois, quinta luta no total), são muito amigos. A disputa, apesar de tensa e repleta de golpes muito fortes, foi caracterizada pelo respeito intenso entre os dois.
Jayme conseguiu um melhor domínio do koto, e saiu da final com a vitória, sagrando-se bicampeão de kumite individual da JKA. Fabinho tentava o tetra.
No final, num gesto que deixou a torcida aplaudindo de pé, Fábio Simões tirou suas luvas de competição – as mesmas que vinha usando há anos -  e entregou-as ao adversário. Belíssima demonstração de espírito de samurai de um lutador acostumado a ser campeão.
Por fim, a categoria mais importante: o kumite por equipes.
Na grande final, não se ouvia um único som vindo das arquibancadas enquanto a Shobukan (SP) enfrentava a JKA – RS.
Para aumentar ainda mais a emoção, ao final das três lutas, tudo empatado.
César Cabral pediu a Fábio Simões – o capitão da Shobukan:
- Deixa eu lutar o desempate. Deixa que eu luto.
Dava para ver a vontade nos olhos de Cabral, que atravessa excelente fase, tendo sido convocado em 2012 para a Seleção Brasileira Tradicional.
Do outro lado, o capitão da equipe gaúcha, Rafael Moreira.
Cabral vinha focado, e era um adversário temível. Mas o problema é que do outro lado estava um Rafael Moreira motivado. E quando ele está assim, ainda mais fazendo a luta desempate de uma equipe, fica muito difícil, para qualquer lutador do mundo...
Rafael conseguiu um deai de gyako zuki tchudan que pegou Cabral no tempo exato, conseguindo derrubar o oponente. Ipon para o gaúcho, o que deu a vitória à JKA-RS. No final, o choro merecido dos campeões por equipe, que sabiam que tinham acabado de passar por uma das equipes mais fortes do Brasil em uma final de tirar o fôlego.
Agora resta aos atletas que se destacaram aguardarem pela convocação para o sulamericano JKA do Paraguai, que acontece no dia 7 de setembro.
OSS!

Em breve resultados completos e fotos dos confrontos

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Jogar os outros para baixo adianta?

Me entristece ver como há pessoas que parecem se alimentar do fracasso alheio. Mais do que isso, depreciam o sucesso de outros, como se isso fosse aumentar seu sucesso. Ou pensam que o fato de diminuir o sucesso de outras pessoas vai fazer com que seus próprios fracassos sejam amenizados.
Não sei.
Só sei que é deprimente.
Isso fica muito mais evidente na guerra entre as organizações de karate.
Tudo o que um atleta conquista em outra entidade é imediatamente rechaçado e depreciado pelos praticantes de outra. Todo o esforço, sangue e suor que ele derramou para conquistar um título é jogado no lixo por aqueles que, pelo simples fato de discordarem da organização de karate alheia (muitas vezes sem nem conhecer), acham que tudo o que acontece lá não presta.
Se o atleta é da wkf, dizem que é um karate pula-pula, que não é luta, que se pegarem um lutador "de verdade", não vão aguentar um minuto.
Se é do Tradicional, dizem que são lutadores duros, sem mobilidade, amadores, e que nem veriam os golpes se lutassem com outro supostamente muito mais rápido.
Se o atleta é da JKA, acaba sendo atacado por todos os lados.
Na verdade todo mundo se desentende, e ninguém consegue admirar um lutador de outra entidade.
Que tristeza...
Se você não gosta de determinado esporte, simplesmente não o pratique, ou não assista. Caso não goste de tênis, em vez de assistir a uma partida e depois falar mal, dizer que é ridículo duas pessoas rebatendo uma bolinha, simplesmente não assista. Você tem esse direito.
O mesmo vale para as diferentes organizações de karate.
Caso você se identifique mais com uma do que com outra, ótimo! Filie-se a ela, participe de competições como atleta ou espectador, ou apenas treine dentro da academia.
Falar mal de um lutador de outra entidade sem jamais ter lutado com ele, ou na entidade dele, fica com cara de dor de cotovelo...

OSS!

domingo, 21 de abril de 2013

Fotos dos treinamentos na Florida

 Junior Girafinha, Jayme Sandall e Gilbert Durinho na Blackzillians

 Treinos na American Boxing Club
 Pedro Diaz (treinador cubano de boxe que formou 21 medalhistas olímpicos e diversos campeões mundiais), Vitor Belfort e Jayme Sandall
 Treinos com borracha na Blaczillians
 Gilbert Durinho, Jayme Sandall, Kenny Monday (campeão olímpico de wrestling), Vitor Belfort, Jr. Girafinha e Andrews nakahara (campeão mundial de karate Kyokushin)
 Andrews Nakahara, Luiz Buscapé, Jorge Santiago, Thiago Silva, Yuri Villefort, Roberto, Kenny Monday, Davi Belfort, Vitor Belfort e Jayme Sandall. Agachados: Diego, Jr. Girafinha e Gilbert Durinho
Treinos de manopla na Blackzillians


Abaixo segue link da entrevista que concedi ao Portal do Vale-Tudo:

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Qua, 17 de Abril de 2013 13:00

Treinador de caratê de Belfort promete surpresas e aponta ponto fraco de Luke

  Alan Oliveira
Foto: arquivo pessoal
Treinador de caratê de Belfort promete surpresas e aponta ponto fraco de Luke
Jayme Sandall está há um mês na Blackzilians, nos EUA, auxiliando Vitor Belfort para o duelo contra Luke Rockhold no UFC no Combate 2, em Jaraguá do Sul, dia 18 de maio. O treinador de caratê e lutador, que disputa o Brasileiro da modalidade no dia 20, conversou com o PVT e se disse satisfeito com o camp que Belfort faz para a luta.

“Estou impressionado com a qualidade dos treinadores a disposição do Vitor, o Henry Hooft no muay thai, Pedro Dias no boxe. O trabalho casa muito bem, procuro conversar bastante com os dois. Vitor ainda evolui, a cada dia. Acho até que está na melhor fase da carreira”, elogiou Jayme.

O carateca trabalha com Belfort desde antes da vitória sobre Rich Franklin, e conhece bem o Fenômeno. Por isso, é um dos poucos que não se chocaram quando Vitor nocauteou Michael Bisping com incomum chute alto no UFC São Paulo. E prometeu mais surpresas para o duelo contra Rockhold.

“Ele treinou bastante caratê para enfrentar o Bisping, com Francisco Filho, Nakahara, e o resultado foi aquele chute. Essa semana também chega o Glaube Feitosa para melhorar os treinos. O jogo do Vitor é mais perigoso do que todos pensam, ainda pode surpreender”, garantiu Sandall.

O treinador aproveitou para apontar um ponto fraco de Luke, um movimento que segundo Jayme é comum do americano, e que pode resultar em mais um nocaute para o cartel do Fenômeno.

“O Rockhold confia muito no tamanho dele. Ele acha que, por ser alto, pode só jogar a cabeça para trás que foge dos golpes. Acho que aí que vai entrar o caratê, aliado ao boxe. Vitor está melhor na hora de encontrar a distância, e acho que o Luke não vai querer trocação. Vitor é mais forte, mais rápido, e vai caçar o Luke, e acho que vai nocautear, e bonito”, aposta Jayme.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Perder não é o fim do mundo

Todo atleta treina pensando na vitória.
Todas as horas de sacrifício durante os treinos sem fim; as muitas vezes em que a vontade de treinar é mínima, mas se vence a preguiça e o desânimo e treina-se ainda mais; as viagens cansativas e o nervosismo antes de lutar.
Tudo isso faz sentido quando se busca a vitória.
Mas a derrota vem, inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde.

Ninguém é o melhor o tempo todo. Ninguém é imbatível, invencível. Todo mundo perde um dia.

Particularmente tenho encarado as derrotas com mais naturalidade a cada dia que passa. Mesmo sendo campeão e tendo que defender um título, mesmo sabendo que a pressão quando se vence algum título de peso é grande, mesmo pisando em um koto sendo favorito naquele luta.

Então, quando se perde mesmo tendo toda essa pressão sobre os ombros, se percebe que o mundo não parou por causa disso. Se percebe que isso não faz com que você seja pior, ou menos capaz, ou tenha menos mérito. Perder não significa jogar todo o treino do passado fora. Significa apenas perder.

Para mim, o segredo é também não valorizar demais as vitórias. Vencer é ótimo, claro, ser campeão dá uma satisfação imensa. Mas nunca me fez sentir que eu era melhor do que ninguém. Sempre tive a consciência de que venci naquele dia, naquele momento, lutando naquela chave, e que qualquer mudança nisso poderia ter feito com que eu não fosse campeão. Fosse por uma diferença na chave, um árbitro diferente, ou mesmo uma outra hora.

Não me sentir "o melhor", mesmo quando sou campeão, faz com que eu não me sinta "o pior" quando perco.

OSS.

domingo, 7 de abril de 2013

Equipe completa

Com a chegada de Gilbert Durinho - que veio de vitória por finalização no primeiro round sobre Rodolfo Carneiro no último final de semana - o Team Belfort está completo. A preparação de Vitor entra na reta final, e ele está afiadíssimo.

Belfort treina muay thay com Henri Hooft - head coach da Blackzillians -, boxe com Pedro Diaz,  jiu jitsu com Durinho e karate Shotokan comigo, alem de ter uma série de pessoas que ajudam muito, como Jorge Santiago, Marcão (judô) e Paulo (preparação física), entre outros.
A partir do dia 19, o casca grossa Glaube Feitosa, karateca de primeira linha e campeão do K1 - o principal torneio de trocação do mundo -, virá integrar o time, afiando Vitor no kyokushin.

Todos sabemos que Luke Rockhold é uma pedreira, e por isso todos os treinadores montam suas estratégias em cima do jogo do americano.
Nessa reta final,  Belfort lapida suas técnicas visando chegar no dia da luta no ápice de sua forma física, técnica e mental.

Oss.