quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Clip VI Sulamericano

No youtube: http://www.youtube.com/watch?v=NLxZeHDuYdM

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Fotos do Sulamericano 2010

Saíram as fotos oficiais do VI Sulamericano, tiradas pelo fotógrafo Sidney Oliveira, aluno do sensei Paulo Afonso (PA). Contatos através

do email: sidneyoliveiraimagem@hotmail.com











* Outras fotos nas páginas "Seleção Brasileira" e "Cenas de Luta".
OSS!



terça-feira, 21 de setembro de 2010

VI Sulamericano JKA 2010

As equipes masculina e feminina de kumitê, com os técnicos Kazuo Nagamine (SP), Enobaldo Athaíde e Ugo Arrigoni.

Fernando, Rousimar e Bernardo, a equipe de kata do Brasil desde 2007

O cumprimento inicial entes da grande final de kumitê por equipes.


A equipe de kumitê: Paulo Afonso, César Cabral, Jayme Sandall, Wagner Pereira e Diego Andrade (de pé); o técnico Enobaldo Athaíde, Vladimir Zanca e Fábio Simões (agachados)



Nos dias 18 e 19 de setembro de 2010, aconteceu na belíssima capital paraense o VI Campeonato Sulamericano JKA.
O campeonato em si foi um dos melhores que já vi, apesar do calor intenso e abafado que assolou Belém nesses dias. Take Machida provou mais uma vez todo seu poder de organização e administração e conseguiu arquitetar um evento grandioso.
Além de um público impressionante que lotava as arquibancadas e torcia intensamente pelo Brasil, havia mídia local e até a SPORTV cobrindo o sulamericano, além de contar com a presença do campeão Lyoto Machida, que junto com seus irmãos – Chinzô e o próprio Take – fez uma apresentação primeiro do kata So Chin, e depois uma luta combinada onde Lyoto demonstrava o Shotokan aplicável no MMA. Show!
A única coisa triste foram as ausências de Rafael Moreira (RS) e Marina Brito (PA), ambos com o joelho operado, e em recuperação, e do fotógrafo oficial da JKA Wagner Silveira, que dessa vez, para tristeza geral, não pôde ir.

No feminino, mais uma vez, as mulheres deram espetáculo. No kata por equipes, Manuela Spessatto (RS), Aline Dotta (SP) e Maysa Luz (PA) conquistaram o título, deixando as uruguaias em segundo lugar. No individual, Aline Dotta ficou com a prata e Manuela com o bronze.
No kumitê por equipes feminino, Sônia Coutinho (PA), Maysa Luz (PA), Manuela Spessatto (RS, Daniela Baldini (BA) e Juliana Filgueiras (MG) venceram as fortíssimas argentinas na grande final. Manuela abriu a série, empatando uma luta difícil. Maysa entrou e não perdeu tempo: cravou 2 x 0 em menos de um minuto. Sônia então apenas administrou o empate contra a mais forte das argentinas, a alta Janete com seu kizami matador. No individual, final brasileira, com Manuela e Sônia. A primeira passou por uma uruguaia que batia muito no rosto, muito forte, enquanto Sônia - atual campeã brasileira – vencia por 2 x 1, de virada, a praticamente imbatível Janete. Na final, Sônia venceu Manuela, e o ouro e a prata ficaram em casa.

No kata masculino, Marcelo Monzòn (ARG) foi campeão, deixando Luís Fernando (PA) com a prata, por muito pouco. O aluno de Paulo Afonso fez um Unsu que quase levou o título na final. Rousimar Neves (MG) ficou em quarto lugar.
Mas Rousimar estava focado em conquistar outro título...
Comandando seus alunos – Fernando Macedo e Bernardo Marinho -, ele queria trazer o título inédito para o Brasil. E, com um So Chin de arrepiar eles conseguiram. Pela primeira vez o Brasil foi campeão sulamericano de kata por equipes! Parabéns para a equipe tetracampeã brasileira (2007, 2008, 2009, 2010).
No kumitê individual masculino os argentinos fizeram a festa, conquistando o título com Jorge Rivas (campeão em 2007 e 2009), deixando Gastón Gomes novamente com a prata, numa reedição da final do ano passado, e repetindo também a final do campeonato argentino de 2010. Três brasileiros ficaram entre os oito melhores: Wagner Pereira (SP), Fernando Macedo (MG), que venceu um chileno que era um dos atletas mais perigosos de toda competição, e Paulo Afonso, o ídolo paraense que a cada vez que pisava no koto levava o público ao delírio.
Mas a cabeça dos atletas estava no kumitê por equipes...

Como muitos dizem, essa categoria é o filé mignon das competições internacionais. Todo mundo quer vencer.
E a equipe chilena veio disposta a isso. Trazendo uma turma jovem com um jogo típico da WKF, com muita movimentação e uma velocidade incrível, eles atropelaram a equipe argentina, atual bicampeã, na semifinal. Enquanto isso o Brasil vencia o Uruguai na outra semi.
Seria muito difícil anular o jogo dos chilenos, que estavam muito fortes e concentrados em vencer o título mais cobiçado.
Mas a equipe do Brasil estava praticamente imbatível.

Desde o anúncio dos integrantes da equipe, no treino de sexta-feira, quando sensei Enobaldo Athaíde (BA) chamou pelo microfone, diante de toda a delegação, um nome de cada vez: “Vladimir Zanca, Wagner Pereira, Fábio Simões, Paulo Afonso, Jayme Sandall, Diego Andrade e César Cabral”. Um arrepio percorreu todos os sete, que depois juntaram as mãos e fizeram o grito de guerra: “um, dois, três... BRASIL!”
Os técnicos Ugo Arrigoni (RJ) e Enobaldo Athaíde, além de armarem uma estratégia perfeita, tinham a equipe nas mãos, com a confiança incondicional de todos os integrantes. Ninguém tinha vaidade ou desconforto de lutar em qualquer posição que fosse, ou mesmo ficar na reserva. Eles conseguiram unir ainda mais a equipe.
Finalmente chegou a hora. O ginásio lotado estava em silêncio quando os juízes mandaram perfilar para o cumprimento das duas equipes finalistas. Era a última categoria em disputa.

Entrei primeiro, na posição em que me sinto mais confortável, abrindo a equipe. Consegui dominar a distância e impor meu jogo, e cravei 2 x 0, entregando para o Wagner a responsabilidade de manter o Brasil na frente. O paulista de Pederneiras, integrante da equipe titular desde 2002, não deu chances para o rápido chileno, e venceu também. Era a vez de Fábio Simões, único brasileiro a jamais ter perdido uma luta no kumitê por equipes, na Seleção Brasileira. E não seria dessa vez ainda que ele iria perder. Venceu, e o Brasil sagrou-se campeão.
Mas ainda faltavam Paulo Afonso e Zanca. O paraense entrou focado, sem pensar que já estávamos com o título nas mãos. Para delírio da torcida, ele venceu o mais rápido dos chilenos, cravando 4 x 0 no placar. Era a vez de Zanca pegar o melhor dos chilenos, o mesmo que ano passado ficou em terceiro lugar no kumitê individual vencendo pelo caminho o poderoso argentino Cristian Salvemini. O rapaz entrou disposto a vencer uma luta ao menos para a sua equipe, mas o veterano brasileiro frustrou seu plano com um ashi barai logo de cara, fechando o tricampeonato brasileiro com chave de ouro: ipon!

Brasil tricampeão sulamericano de kumitê por equipes (2005, 2007, 2010).
Acredito que qualquer país que pisasse no koto contra nós naquele momento seria derrotado. O espírito de luta, a união, a técnica dos lutadores, e a presença marcante dos técnicos, mais o público empurrando, tudo isso fez com que nos tornássemos, naquele momento, imbatíveis.
OSS!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Fuko-gô e En-Bu

Rodrigo Lúcio (MT), o rei do En-bu no Brasil

Ricardo Buzzi (PR), atual campeão brasileiro de fuko-gô.


Dentro do universo de competições do karate, além de kata e luta, individual ou por equipe, você pode ter ouvido falar de duas modalidades diferentes: fuko-gô e En-Bu.
Mas o que são afinal essas modalidades de competição?
Em primeiro lugar deve-se saber que tanto um quanto outro são encontrados exclusivamente no karate Tradicional (ITKF / CBKT).
O En-Bu é uma demonstração de dois karatecas, onde eles têm entre 55 segundos e um minuto e cinco segundos para apresentarem uma coreografia de luta. Há liberdade na escolha da coreografia, apesar de haver alguns golpes obrigatórios. No final da apresentação, os juízes dão notas. A melhor dupla, sagra-se campeã. O En-Bu pode ser masculino, misto ou feminino. O Brasil tem um título mundial de En-Bu misto, com Vladimir Zanca e Vilda Aparecida, ambos de Mato Grosso, que foram campeões em 2000, no Mundial da Itália. No âmbito nacional, o maior nome dessa modalidade é Rodrigo Lucio (MT), filho do sensei José Humberto. Rodrigo foi diversas vezes campeão brasileiro de En-Bu masculino e misto.
O fuko-gô é uma modalidade individual, que foi criada com o intuito de evitar que os atletas se especializassem só em kata, ou só em luta. Com o crescimento das competições, alguns atletas começaram a se especializar em kata de tal forma que eram grandes campeões sem jamais lutarem. Do outro lado dessa estória, lutadores que venciam competições de kumitê sem se preocupar tanto com a técnica e a forma corretas, que os treinos de kata proporcionam. Com isso, surgiu o fuko-gô.
Nessa modalidade, o atleta avança rodada após rodada, mesclando kata e luta. Em uma rodada ele faz kata contra outro atleta, ambos fazendo o mesmo kata – no caso o Ki Tei kata, criado exclusivamente para essa modalidade. Esse kata não pode ser feito na competição de kata individual ou por equipes: só no fuko-gô. O vencedor é anunciado na “bandeirada”, com os árbitros decidindo o melhor. Passando dessa rodada, ele vai para a próxima, que é luta. Se vencer, avança para a próxima fase (kata) e assim sucessivamente, até a grande final, que sempre, obrigatoriamente, é luta.
Elaine Golubics (SP), sagrou-se campeã mundial de fuko-gô em 1996, no Brasil, mesmo ano em que Ronaldier Nascimento (BA) foi medalha de prata.
No link abaixo, Ronaldier contra Roberto Pestana (RJ) na disputa semi-final do fuko-gô, apresentando o Ki Tei.
http://www.youtube.com/watch?v=0O0McvjIojs
Nesse link, a dupla que dominou o En-Bu misto por anos no Brasil, Rodrigo Lúcio e Vilda Aparecida Lúcio (MT).
http://www.youtube.com/watch?v=cBZ6VmHtgmQ
OSS.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

All Japan e Copa Itaya

Vale dar uma conferida, no youtube, alguns bons vídeos de lutas do All Japan (o campeonato japonês da JKA) e da Copa Itaya (campeonato argentino JKA, nossos rivais no próximo sulamericano).
Nessa luta, o bicampeão mundial Koji Ogata leva um ipon lindo de Kumeda:
http://www.youtube.com/watch?v=aXTC5dvHKsY&feature=channel

Essa é a final entre Shimizu e Nemoto (os dois derrotados por Chinzô Machida no mundial da Austrália)
http://www.youtube.com/watch?v=5y2aAJqTRUw

Nessa, o baixinho Nemoto mostra porque é um dos melhores lutadores do mundo, vencendo e batendo na fera Richard Heselton, um inglês que vive no Japão é tem um karate muito forte.
http://www.youtube.com/watch?v=A25bqbyDxMw&feature=related

Na Copa Itaya, repeteco da final do último sulamericano, e mesmo resultado. O grandalhão Jorge Rivas venceu o baixinho Gastón Gomez:
http://www.youtube.com/watch?v=HAWclDQHFQI

Outras lutas do Gastón que encontrei:
http://www.youtube.com/watch?v=zXecJqzHLEM

http://www.youtube.com/watch?v=RWTVbtnoU9U

É sempre bom estudar nossos principais adversários em ação. As lutas deles seguem todas o mesmo estilo: esperam muito, instigando, ciscando, fazendo o adversário atacar. Daí eles pegam no deai, ou, mais comum, no contra-ataque.
OSS.

domingo, 15 de agosto de 2010

Entrevista Sensei Flávio Costa


No início do karatê no Brasil, houve uma geração de pessoas que construíram a popularidade da nossa arte marcial com força de vontade, técnica e espírito de luta.
Um dos ícones do karatê carioca e brasileiro, um dos maiores atletas que o nosso karatê já produziu chama-se Flávio Costa, atualmente 6º Dan de karatê Tradicional.
Como atleta, sensei Flávio conquistou títulos estaduais, brasileiros e, o mais importante, o título panamericano com a Seleção Brasileira.
Como professor, o mestre formou inúmeros campeões, e cedeu vários atletas para as seleções carioca e brasileira.
Nessa entrevista o sensei abre um pouco sua história dentro do karatê, e comenta sobre uma das maiores lutas da história da arte das mãos vazias, contra o grande Enio Vezulli (SP)


1 - por que começou a praticar karatê? Quem foi seu mestre?
Eu fazia judô e quando a minha aula terminava sempre dava um jeito de ver as aulas da karatê. Neste mesmo ano (1970), entrei para o exército e havia começado a ter aulas de karatê ministrado pelo professor Lirton dos Reis Monassa - Foi como tudo começou.


2 - Comente sobre sua primeira competição. Como foi a primeira luta?
A primeira competição foi na Kobukan, campeonato interno por equipes. A minha equipe era composta por três faixas vermelha e dois faixas verde e conseguimos ficar em 2° lugar.
Quanto à luta eu não havia conseguido apurar qualquer tipo de técnica, era simplesmente um máquina de repetição, pois era faixa vermelha. A partir daí foi que comecei a ver a luta de forma diferente.

3 - Diga seus principais títulos como atleta.
Algumas vezes campeão brasileiro por equipe.
Bicampeão universitário, bicampeão carioca individual e acho que umas dez ou doze vezes campeão carioca por equipes.
Campeão interno da Kobukan. Cito este campeonato por só ter fera na competição.
Campeão Panamericano em Montreal - Canadá
Campeão Brasileiro Individual MASTER.
Todos títulos de kumite.

4 - Por quantos anos integrou a Seleção Carioca?
Mais de 10 anos na Seleção Carioca.

5 - Qual luta de competição que foi inesquecível? Conte como foi, e contra quem.
Foi um Campeonato brasileiro dentro de São Paulo. Fui para a final com o paulista Ênio Vezulli, sendo juiz central Machida sensei e o meu técnico Hiroyasu Inoki sensei. Foi a Luta mais longa e difícil da minha vida, ocorreram diversas coisas como 11minutos de luta,vários empates e desempates e até desentendimento entre o árbitro central e meu técnico.
Não houve campeão este ano porque depois de 11 minutos de luta meu técnico pediu que eu me retirasse.O campeonato ficou só com o terceiro lugar que era ninguém menos do que Paulo Góis (Paulão).
Chegando aqui foi feito um treinamento especial e Inoki sensei me elogiou e agradeceu pelo o que eu havia feito e me presenteou com o maior troféu que ganhei em campeonato e disse ser eu o Campeão Brasileiro daquele ano. Imaginem como me senti?

6 - Tirando seu sensei, quem foi seu ídolo no karatê?
MACHIDA SENSEI

7 - Quais os principais golpes que utilizava, e como fazia para treiná-los?
Gyaku tsuki e mae geri
Com um número incrível de repetições e um zelo cada vez maior para poder atingir uma técnica que deixasse o meu adversário sempre no chão.


8 - Quais os principais atletas que você já formou. Quem foi o maior de todos?
MARCOS FELIPE ( MARQUINHO)
MARCOS FLAVIO VANDERLEI (DELÍNQUA)
ORLANDO RIBEIRO COSTA (IRMÃO)
OSWALDO DE DEUS GONÇALVES
VENCESLAU CARDOSO (MESTRE LAU)
VICENTE DE PAULA
MARCOS BRITO (XUXU)
JOSÉ GONÇALO (JÉ)
ARI ARSOLINO
GEHARD
BRUNO MOUREN
ALEMÃO
EDUARDO CARVALHO DOS SANTOS.
Todos foram grandes SAMURAIS e se dedicaram de uma forma única com força de vontade e perseverança em nome do karatê-do e da academia Flavio Costa.
MARQUINHO com seu KATA UNSU, ganhou muitos campeonatos.
EDUARDO CARVALHO NO KUMITE, foi muito respeitado e ao mesmo tempo uma pessoa muito iluminada e um poder de socializar,ajudar ao próximo e dedicar-se ao CAMINHO DAS MÃOS VAZIAS.
Graças a Deus pude participar da vida de cada um deles. Já com o EDU tive uma convivência maior, pois foi meu cunhado, me deu a honra de poder ser padrinho de crisma do seu filho. E o presente maior: ele é o filho que não tive.
OSS...