Me entristece ver como há pessoas que parecem se alimentar do fracasso alheio. Mais do que isso, depreciam o sucesso de outros, como se isso fosse aumentar seu sucesso. Ou pensam que o fato de diminuir o sucesso de outras pessoas vai fazer com que seus próprios fracassos sejam amenizados.
Não sei.
Só sei que é deprimente.
Isso fica muito mais evidente na guerra entre as organizações de karate.
Tudo o que um atleta conquista em outra entidade é imediatamente rechaçado e depreciado pelos praticantes de outra. Todo o esforço, sangue e suor que ele derramou para conquistar um título é jogado no lixo por aqueles que, pelo simples fato de discordarem da organização de karate alheia (muitas vezes sem nem conhecer), acham que tudo o que acontece lá não presta.
Se o atleta é da wkf, dizem que é um karate pula-pula, que não é luta, que se pegarem um lutador "de verdade", não vão aguentar um minuto.
Se é do Tradicional, dizem que são lutadores duros, sem mobilidade, amadores, e que nem veriam os golpes se lutassem com outro supostamente muito mais rápido.
Se o atleta é da JKA, acaba sendo atacado por todos os lados.
Na verdade todo mundo se desentende, e ninguém consegue admirar um lutador de outra entidade.
Que tristeza...
Se você não gosta de determinado esporte, simplesmente não o pratique, ou não assista. Caso não goste de tênis, em vez de assistir a uma partida e depois falar mal, dizer que é ridículo duas pessoas rebatendo uma bolinha, simplesmente não assista. Você tem esse direito.
O mesmo vale para as diferentes organizações de karate.
Caso você se identifique mais com uma do que com outra, ótimo! Filie-se a ela, participe de competições como atleta ou espectador, ou apenas treine dentro da academia.
Falar mal de um lutador de outra entidade sem jamais ter lutado com ele, ou na entidade dele, fica com cara de dor de cotovelo...
OSS!
Jayme Sandall está há um mês na
Blackzilians, nos EUA, auxiliando Vitor Belfort para o duelo contra Luke
Rockhold no UFC no Combate 2, em Jaraguá do Sul, dia 18 de maio. O
treinador de caratê e lutador, que disputa o Brasileiro da modalidade no
dia 20, conversou com o PVT e se disse satisfeito com o camp que
Belfort faz para a luta.
“Estou impressionado com a qualidade dos
treinadores a disposição do Vitor, o Henry Hooft no muay thai, Pedro
Dias no boxe. O trabalho casa muito bem, procuro conversar bastante com
os dois. Vitor ainda evolui, a cada dia. Acho até que está na melhor
fase da carreira”, elogiou Jayme.
O carateca trabalha com Belfort desde
antes da vitória sobre Rich Franklin, e conhece bem o Fenômeno. Por
isso, é um dos poucos que não se chocaram quando Vitor nocauteou Michael
Bisping com incomum chute alto no UFC São Paulo. E prometeu mais
surpresas para o duelo contra Rockhold.
“Ele treinou bastante caratê para
enfrentar o Bisping, com Francisco Filho, Nakahara, e o resultado foi
aquele chute. Essa semana também chega o Glaube Feitosa para melhorar os
treinos. O jogo do Vitor é mais perigoso do que todos pensam, ainda
pode surpreender”, garantiu Sandall.
O treinador aproveitou para apontar um
ponto fraco de Luke, um movimento que segundo Jayme é comum do
americano, e que pode resultar em mais um nocaute para o cartel do
Fenômeno.
“O Rockhold confia muito no tamanho
dele. Ele acha que, por ser alto, pode só jogar a cabeça para trás que
foge dos golpes. Acho que aí que vai entrar o caratê, aliado ao boxe.
Vitor está melhor na hora de encontrar a distância, e acho que o Luke
não vai querer trocação. Vitor é mais forte, mais rápido, e vai caçar o
Luke, e acho que vai nocautear, e bonito”, aposta Jayme.





