Mais um ano que se vai, passa voando, tão rápido que às vezes a gente nem sente.
2011 foi um ano excelente para o karate Tradicional / JKA brasileiro.
Em maio, tivemos o XXII Brasileiro JKA, na cidade de Arujá, SP. O curso pré-competição contou com a presença ilustre do sensei Imura (JKA - Japão), e foi um dos mais lotados desde 1999. A competição, também com um número recorde de atletas, consagrou Fábio Simões como um dos maiores lutadores de karate do Brasil. Fabinho (SP) conquistou o tricampeonato no kumite individual na final contra Jayme Sandall (RJ). No feminino, domínio da gaúcha manuela Spessatto, campeã do kata e do kumite individual.
A competição marcou o retorno de Rafael Moreira (RS), e Marina Brito (PA), ambos recuperados de cirurgias no joelho.
Em junho foi realizado depois de 18 anos o campeonato Sul-Sudeste, no Rio de Janeiro. Esse evento, que homenageou o saudoso Victor hugo Blanco Bittencourt, marcou o renascimento do karate carioca e foi o primeiro passo para a realização, em 2012, do Brasileiro JKA na Cidade Maravilhosa.
a grande final trouxe Jayme Sandall (RJ) e Ricardo Buzzi (PR) em um duelo emocionante, vencido no detalhe pelo carioca. No feminino, Manuela Spessatto venceu kata e fuku-go, deixando o título do kumite nas mãos da paranaense Walkyria Fernandes.
No mês seguinte, o XX Norte-Nordeste agitou Fortaleza, consagrando a excelente fase de Take Machida, que conquistou o título de kumite individual.
Agosto foi o mês do Mundial da JKA, realizado em Pattaya, Tailândia. O Brasil chegou à grande final do kumite por equipes pela primeira vez na história da JKA, tendo passado pelo caminho por pedreiras como África do Sul, Nova Zelândia, Estados Unidos e Canadá. Jayme Sandall, Take Machida (PA), Alison Batista (SP), Diego Andrade (BA), Rafael Moreira (RS) e Wagner Pereira perderam na final, mas saíram da Tailândia com a honrosa prata no peito.
Setembro trouxe o Brasileirão Tradicional, pela primeira vez em solo catarinense, na cidade de Joinvile. O veterano Elias Carvalho (BA), venceu a categoria Especial, na final contra Ronaldier Nascimento (AL), enquanto Jayme Sandall venceu o kumite individual do Absoluto, na final contra o companheiro da Seleção Brasileira JKA Alison Batista. Rodrigo Lúcio (MT), foi o grande destaque, vencendo kata individual e por equipes, enbu masculino e misto, e fuku-go, saindo de Joinvile com cinco títulos brasileiros na bagagem.
No feminino Especial, Walkyria Fernandes repetiu a atuação no sul-sudeste e venceu a categoria ko-go kumite, na final com a compatriota e companheira de seleção Suellen de Souza. Na categoria Absoluto, domínio total de Daniela Baldini (BA), que levou os títulos de kata, kumite e fuku-go.
Para fechar o calendário das competições nacionais/internacionais, o Panamericano Tradicional, realizado em Santiago, Chile.
O Brasil foi o grande campeão do evento, com destaque para as mulheres, que levaram os títulos nas três categorias individuais: Lelia Batista (BA) no fuku-go, Jamilly (BA) no kumite e Adairce Castanhetti (MT) no kata, além de terem levado o ouro também no kata por equipes (Adairce, Wildslayne e Arlene) e no enbu misto (Martinna e Arlen).
No kumite por equipes masculino, mais um ouro para o Brasil, com Jayme Sandall, Vinícius Sant'Ana (PR), Jean Edoardo (PR) e Vinícius Moreno (MT) - este último o grande campeão também do kumite individual.
No MMA, tivemos bons e maus momentos, com Vitor Belfort (derrotado por Anderson Silva e vencendo Akiyama) e Lyoto Machida (vencendo Randy Couture e perdendo para Jon Jones).
Enfim, foi um ano especial para o karate brasileiro, com grande destaque no cenário internacional.
A espectativa para 2012 é de um ano de grandes eventos e muito sucesso para o karate brasileiro no sulamericano JKA do Peru e no Mundial Tradicional da Polônia. Teremos também as lutas de Vitor e Lyoto, que representam o karate nos palcos do MMA mundial.
Agora é só esperar 2012.
OSS!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Homenagem da prefeitura de Juiz de Fora aos atletas do karate
Há alguns anos o karate Tradicional / JKA de Minas Gerais tem como grande incentivador o professor e atleta Rousimar Neves.
Rousimar é, hoje, o maior atleta de kata do Brasil na JKA, sendo tricampeã brasileiro por equipes e tetra individual. Pela Seleção Brasileia JKA, conquistou o título sulamericano pela primeira vez na história do karate JKA brasileiro em 2010, em Belém, PA.
Juntamente com seus alunos (destaque para os companheiros de kata por equipes Fernando Macêdo e Bernardo Braga), ele tem representado o Estado de Minas Gerais de forma brilhante, trabalhando para o engrandecimento do karate.
Fica aqui o agradecimento ao governo de Juiz de Fora pela belíssima iniciativa de homenagear os atletas que representam o Estado e o país em competições ao redor do mundo.
OSS!
domingo, 18 de dezembro de 2011
Matérias Históricas
Recentemente, coloquei as mãos em um verdadeiro tesouro da história do karate brasileiro. São vários recortes de jornal originais das décadas de sessenta e setenta - época em que o karate tinha grande destaque na mídia - onde uma parte da história do karate é contada, através de fotos, entrevistas e matérias sobre as grandes competições da época.
Alguns jornais são tão antigos que quase se desfazem quando manuseados.
Abaixo, segue uma delas, quando a Bahia sagrou-se campeã brasileira de kumite por equipes, em cima do todo-poderoso Estado da Guanabara (que mais tarde se tornaria Rio de Janeiro), e Dorival Caribé venceu o kumite individual na grande final contra Paulo Góes (RJ), então bicampeão.
Na primeira foto, a matéria completa, e nas outras, a mesma matéria fragmentada, o que facilitará a leitura.
OSS!
Alguns jornais são tão antigos que quase se desfazem quando manuseados.
Abaixo, segue uma delas, quando a Bahia sagrou-se campeã brasileira de kumite por equipes, em cima do todo-poderoso Estado da Guanabara (que mais tarde se tornaria Rio de Janeiro), e Dorival Caribé venceu o kumite individual na grande final contra Paulo Góes (RJ), então bicampeão.
Na primeira foto, a matéria completa, e nas outras, a mesma matéria fragmentada, o que facilitará a leitura.
OSS!
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Vitor Belfort vs Anthony Johnson
Vitor Belfort, Vinicio Antony e Jayme Sandall, na Barra Gracie
Vitor Belfort tem treinado duro, preparando-se para seu próximo desafio: o UFC 142, que será realizado dia 14 de janeiro, no Rio de Janeiro.
Seu adversário será o duríssimo norte-americano Anthony Johnson, especialista em kung fu Sanshou e Wrestling.
Com 27 anos, Johnson virá para cima com tudo, tentando trazer o combate para a trocação de curta distância, onde soltará cruzados perigosos e um chute de perna esquerda demolidor. Do outro lado, Belfort pretende fazer o jogo de entra e sai do karate, aliado às sequências do boxe, que lhe são características.
Caso leve a luta para o chão, o wrestler terá que tomar muito cuidado, pois o chão de Vitor é superior, e seu poder de finalização é muito grande. Aluno do mestre Carlson Gracie, Vitor tem treinado na academia Barra Gracie, com alguns dos maiores lutadores de chão do mundo.
Os treinos de karate também seguem firme, com Vinicio Antony e Jayme Sandall.
Hoje Vitor retorna para Las Vegas, onde continuará sua preparação, retornando ao Brasil 12 dias antes da luta, para terminar de afiar as armas e lapidar a técnica.
OSS.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Jon Jones derrota Lyoto Machida
Apesar de estar melhor no primeiro round...Na luta principal do UFC 140, realizado em Toronto, Canadá, na noite desse sábado (20/12), Lyoto Machida foi derrotado pelo campeão, Jon Jones.
No primeiro round, Jon Jones chegou com sua marca registrada: a postura discutível frente aos adversários, fazendo brincadeiras e chegando mesmo a ficar agachado, com as mãos no chão, diante do oponente. Mas, para surpresa do campeão, Lyoto demonstrou domínio do octagon, escapando de todos os ataques do americano, e conseguindo encaixar alguns golpes. Em um deai, Lyoto acertou com força o rosto de Jones, que chegou a cambalear para trás, enquanto o carateca tentava uma sequência de socos, sem sucesso.
No primeiro round, Lyoto venceu por uma ligeira vantagem, deixando seus fãs animados e esperançosos.
Mas no segundo round, Jon Jones mostrou porque, além de ser o atual campeão, é considerado um fenômeno, um lutador praticamente imbatível.
Ele voltou muito melhor do que no primeiro assalto. Desde os primeiros segundos teve o controle do octagon, e literalmente caçou o brasileiro. Com um swing (soco semi-circular de cima para baixo) que pegou com força, ele balançou Machida, e conseguiu clinchar, levando o brasileiro para o chão com uma bela queda. Aí, Jones estava em seu melhor elemento.
Com uma única cotovelada, o americano abriu um corte feio na testa do carateca, que mesmo ferido e sangrando muito, consegui se levantar. O árbitro interrompeu a luta para que o médico visse a gravidade do corte, e logo reiniciou o combate, partindo novamente do clinche.
Os dois se afastaram, e logo em seguida Jones entrou com um cruzado de esquerda, que pegou em cheio enquanto Lyoto entrava junto tentando o deai.
Machida caiu, e imediatamente Jones o pegou na guilhotina. Lyoto levantou-se de imediato, e tentou se livrar da pegada do adversário, em vão. Jon Jones estava firme no estrangulamento, e o guerreiro brasileiro não bateu, não desistiu.
Lyoto foi finalizado de pé, e quando o árbitro parou a luta (tarde demais), ele caiu desacordado no chão do octagon.
Para os fãs e amigos de Lyoto, fica a tristeza de vê-lo cair, ser derrotado de forma tão dura; por outro lado, fica o orgulho de tê-lo visto vencer o primeiro round, e ser guerreiro até o fim, não desistindo nem quando tudo já estava perdido.
Parabéns ao campeão Jon Jones, que com sua técnica completa e extrema calma dentro do octagon, dificilmente vai ser derrotado.
Parabéns também a Lyoto, por mais uma vez ter representado tão bem seu país, sua família e toda a comunidade do karate Tradicional / JKA.
OSS.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Jon Jones vs Lyoto Machida
Lyoto recebendo instruções de Paulo Afonso
* Todas as fotos tiradas por Sydney Oliveira
No próximo dia 10 (sábado), a partir da meia noite (horário de Brasília), será realizado o UFC 140, na cidade de Toronto, Canadá.
Na luta principal da noite, Jon "Bones" Jones colocará o cinturão dos meio-pesados em disputa contra o nosso carateca Lyoto Machida.
Esse será, sem dúvida, o maior desafio da carreira do brasileiro.
Jones é uma fenômeno, um atleta que teve ascensão meteórica em um esporte de altíssimo grau de dificuldade e competitividade. Além de ter uma trocação de primeira linha, e um domínio no chão invejável, o americano tem uma qualidade inerente aos grandes lutadores: a frieza.
A exemplo de Anderson Silva (que muitas pessoas gostam de comparar com "Bones"), Jon Jones é um lutador calmo, frio, que calcula todos os seus movimentos na luta, sem se deixar levar pelo nervosismo, ansiedade, medo ou raiva.
Digo por experiência própria que esses são os piores adversários a se enfrentar.
Quando luto em alguma competição, não temo o adversário que faz cara feia, rosna, bate nos outros. Não temo aquele que vem com tudo, que luta partindo para cima cheio de vontade. Tenho receio, isso sim, daqueles que entram sorrindo, sem um pingo de emoção aparente, e que na luta se comportam como se estivessem em qualquer lugar, menos em um koto de competição.
O fenômeno Cristian Salvemini (Argentina), é um exemplo de lutador calmo e tranquilo. Não à toa ele tem 10 títulos sulamericanos...
Voltando à luta que interessa: Jon Jones, com sua calma e sua extrema confiança, aliadas à técnica completa, é um cara quase imbatível.
Quase...
Se há alguém com totais chances de vencer o atual campeão dos meio-pesados, é Lyoto Machida.
Isso porque acredito que a maior vantagem de Jones, sua confiança, pode também ser sua maior fraqueza.
Caso ele entre muito relaxado - como faz normalmente - pode ser um prato cheio para o deai (golpe de encontro) de Machida. Basta ele dar uma daquelas entradas sem muito objetivo que de vez em quando solta nas lutas. Se Lyoto estiver com o gatilho do gyako tsuki armado, pode ser fatal...
Além disso, temos que ver que Lyoto é difícil de ser pego, seja em cima seja com quedas. Então fica a pergunta para o córner do americano: qual será a sua estratégia? Se partir para cima, vai ser difícil pegar Lyoto, e se ficar esperando, bem, Machida é bem mais rápido e seus ataques são muito perigosos.
Sem querer ficar em cima do muro, e tentando não ser parcial (o que é impossível), acho que vai dar Lyoto.
De qualquer forma, vale a pena assistir a essa que, sem dúvida - e com o resultado que der - será uma grande batalha.
OSS!
No próximo dia 10 (sábado), a partir da meia noite (horário de Brasília), será realizado o UFC 140, na cidade de Toronto, Canadá.
Na luta principal da noite, Jon "Bones" Jones colocará o cinturão dos meio-pesados em disputa contra o nosso carateca Lyoto Machida.
Esse será, sem dúvida, o maior desafio da carreira do brasileiro.
Jones é uma fenômeno, um atleta que teve ascensão meteórica em um esporte de altíssimo grau de dificuldade e competitividade. Além de ter uma trocação de primeira linha, e um domínio no chão invejável, o americano tem uma qualidade inerente aos grandes lutadores: a frieza.
A exemplo de Anderson Silva (que muitas pessoas gostam de comparar com "Bones"), Jon Jones é um lutador calmo, frio, que calcula todos os seus movimentos na luta, sem se deixar levar pelo nervosismo, ansiedade, medo ou raiva.
Digo por experiência própria que esses são os piores adversários a se enfrentar.
Quando luto em alguma competição, não temo o adversário que faz cara feia, rosna, bate nos outros. Não temo aquele que vem com tudo, que luta partindo para cima cheio de vontade. Tenho receio, isso sim, daqueles que entram sorrindo, sem um pingo de emoção aparente, e que na luta se comportam como se estivessem em qualquer lugar, menos em um koto de competição.
O fenômeno Cristian Salvemini (Argentina), é um exemplo de lutador calmo e tranquilo. Não à toa ele tem 10 títulos sulamericanos...
Voltando à luta que interessa: Jon Jones, com sua calma e sua extrema confiança, aliadas à técnica completa, é um cara quase imbatível.
Quase...
Se há alguém com totais chances de vencer o atual campeão dos meio-pesados, é Lyoto Machida.
Isso porque acredito que a maior vantagem de Jones, sua confiança, pode também ser sua maior fraqueza.
Caso ele entre muito relaxado - como faz normalmente - pode ser um prato cheio para o deai (golpe de encontro) de Machida. Basta ele dar uma daquelas entradas sem muito objetivo que de vez em quando solta nas lutas. Se Lyoto estiver com o gatilho do gyako tsuki armado, pode ser fatal...
Além disso, temos que ver que Lyoto é difícil de ser pego, seja em cima seja com quedas. Então fica a pergunta para o córner do americano: qual será a sua estratégia? Se partir para cima, vai ser difícil pegar Lyoto, e se ficar esperando, bem, Machida é bem mais rápido e seus ataques são muito perigosos.
Sem querer ficar em cima do muro, e tentando não ser parcial (o que é impossível), acho que vai dar Lyoto.
De qualquer forma, vale a pena assistir a essa que, sem dúvida - e com o resultado que der - será uma grande batalha.
OSS!
** No link, o conselho de Vitor Belfort para Lyoto:
http://sportv.globo.com/site/eventos/combate/noticia/2011/12/belfort-aconselha-lyoto-machida-para-derrotar-jon-jones-usa-o-karate.html
terça-feira, 29 de novembro de 2011
XVI Campeonato Panamericano de karate Tradicional
Pódio do kumite por equipes
Seleção perfilada
Vinícius Moreno (MT), Jayme Sandall (RJ), José Renato (RJ), Jefferson Aragão (BA) e Elias Carvalho (BA)
Lelia Pires (BA)
Vinícius Moreno e Vina (PR)Aconteceu nos dias 26 e 27 de novembro o XVI Campeonato Panamericano de Karate Tradicional, na cidade de Santiago, Chile. A competição contou com a presença de dez países. Paralelamente, foi realizada a IV Copa Internacional Interclubes.
O treinamento foi todo realizado na capital chilena, e a Seleção ficou junta todo o tempo, fosse nos quatro treinos diários, comandados pelo técnico, sensei Tasuke Watanabe, fosse nas refeições ou mesmo no pouco tempo livre que nos sobrava. Isso criou um vínculo muito forte e uma sensação de unidade na Seleção, o que nos fortaleceu para a competição.
A delegação foi composta por nove homens e nove mulheres, onde todos disputaram ao menos uma categoria.
No enbu misto, a dupla baiana Martinna Rey e Arlen brilhou, levando o ouro de forma incontestável; No kata por equipes feminino, a equipe liderada pela capitã Adairce Catanhetti (MT) também levou o título, deixando a equipe dos Estados Unidos com a prata. As mato-grossenses Arlene Amarante e Wildlayne Amarante completaram o time campeão. No kata individual feminino, nossa supercampeã Adairce (20 vezes campeã brasileira, consecutivamente), trouxe para o Brasil, mais uma vez, o título panamericano.
Na final do fuku-go feminino a brasileira Lélia Pires (BA) travou uma batalha com a argentina Augustina. As duas se alternavam no desempate do ko-go (modalidade que em 2011 substituiu o shiai kumite feminino, onde as atletas se alternam em ataques de, no máximo, quatro golpes), até que a baiana fez um wazari limpo, e levou o título. Walkyria Fernandes (PR) ficou com o bronze.
No ko-go, a novata da Seleção, Jamilly (BA), mostrou a que veio, sagrando-se campeã na final contra a norte-americana Soolmaz. Manuela Spesatto (RS), completou o pódio.
Os baianos Jefferson Aragão e Elias Carvalho ficaram com o bronze no enbu masculino. Jefferson levou a prata no kata individual, cujo título ficou com o pentacampeão mundial Marcos Morón (Peru). O multicampeão peruano fez Gojushiho dai na final, contra Gojushiho sho do brasileiro. Particularmente achei o kata do baiano bem superior, com mais velocidade e kime, além de uma técnica refinada (característica dos atletas da Bahia).
O time brasileiro do kata por equipes bateu na trave, conquistando a prata com um Sochin fortíssimo. Na aplicação, Vladimir Zanca (MT) não poupou os paranaenses Vinícius Sant’Ana e Jean Laure, batendo firme em cada golpe. Zanca e Vinícius disputaram o terceiro lugar no fuku-go, com vitória do mato-grossense por um jogai. A final foi decidida entre os norte-americanos Sasa Panic, que sagrou-se campeão, e Taichiro Daijima.
Kumite
No kumite individual, grande rivalidade entre os lutadores dos dez países participantes. No Panamericano, o contato no rosto foi muito tolerado, e não se viu nenhuma desclassificação. As lutas foram muito duras, e as pancadas firmes como devem ser no karate Tradicional.
Em minha estréia na Seleção Brasileira Tradicional, não tive moleza, e peguei o canadense Todd Parker, atual vice-campeão da Copa Mundial, evento que reúne os oito melhores lutadores do mundo. Depois de passar por essa pedreira, peguei Sasa Panic (EUA), que tinha acabado de sagrar-se campeão no fuku-go. Venci e segui adiante na chave. Do outro lado, Vinícius Moreno (MT), vinha vencendo suas lutas de forma convincente. O terceiro brasileiro na modalidade, Elias Carvalho(BA), perdeu para um canadense em uma decisão dividida dos árbitros, onde o central decidiu em favor do atleta do Canadá.
Esse mesmo canadense venceu um aluno do sensei Justo Gomes na semi-final, classificando-se para a grande final. Do outro lado, eu e Vinícius Moreno batalhamos pela outra vaga da finalíssima, com vitória do mato-grossense por um wazari.
Eu chutei mae geri, e ele defendeu e contra-atacou gyako tchudan no tempo exato. Depois disso corri atrás e chegei a encaixar um mae tobi geri que me rendeu um jogai, mas não consegui empatar. Mérito total de Vinícius, que na final não deu chances ao canadense e sagrou-se campeão panamericano, com todos os méritos. Na disputa do bronze venci o argentino e trouxe a medalha para o Brasil.
No kumite por equipes, passamos pelos fortes canadenses em uma semi-final, enquanto a Argentina vencia os Estados Unidos na outra. Mais rivalidade impossível na grande final...
Brasil VS Argentina.
O campeão individual Vinícius Moreno abriu a final, vencendo por um wazari. Vinícius Sant’Ana pegou o atleta que ficou em quarto lugar no individual, e segurou o resultado, empatando sua luta e entregando para mim com a vantagem de um wazari. Fechando a série, lutei com um argentino grandão, que tinha como maior arma o ashi barai. Mas consegui encaixar dois wazari e o título ficou com o Brasil.
Na Copa Interclubes, hegemonia brasileira, com os títulos de kumite individual masculino (Ruyter, PR), kata individual masculino (Roberto Mendes, RJ), kata feminino (Martinna Rey, BA) e Kogo feminino (Lélia Pires, BA).
Em breve, na página “Resultados Tradicional”, os resultados completos do Panamericano e da Copa Interclubes.
OSS!
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