quinta-feira, 18 de julho de 2013

Campeonatos Japonês e Europeu JKA 2013






 No link abaixo, vídeo completo das finais do Campeonato Europeu JKA 2013. O campeão de kumite individual é o mesmo belga que me venceu no kumite individual na em 2011, na Tailândia, e que acabou ficando entre os oito melhores do mundo no mundial.

https://www.youtube.com/watch?v=YHxxAfbW_0s


No link abaixo, luta final do kumite individual masculino no 56 All Japan, entre Nemoto (que lutou com Rafael Moreira no mundial da Tailândia) e Inokoshi (que lutou contra Alison Batista no mesmo mundial)
 Nemoto ficou com o título.

https://www.youtube.com/watch?v=SIbx8MLVax8






sábado, 6 de julho de 2013

Faixas pretas demais



A popularização do karate foi uma faca de dois gumes ao longo das últimas décadas. Se de um lado foi bom, porque todo mundo queria praticar a luta mais popular do mundo, do outro isso gerou um comércio que encheu os olhos de gente que só queria ganhar dinheiro.
Os exames de faixa passaram a ser um negócio lucrativo, e muitos alunos ganhavam suas faixas não pelas habilidades desenvolvidas, mas sim para engordarem o bolo de dinheiro que o professor cobrava pelo exame.
Claro que existem inúmeros profissionais sérios, professores cujo único objetivo é o karate, pessoas que têm a responsabilidade de formar não só lutadores, mas pessoas melhores.
Mas a quantidade de maus profissionais cresceu vertiginosamente nas últimas décadas, e o resultado disso foi a formação de centenas, milhares de faixas pretas que não têm a mínima condição de carregarem tamanha responsabilidade.
Um faixa preta é uma vitrine da luta. Deveria ser um lutador excelente, dono de uma técnica diferenciada, que causasse admiração por parte de outros karatecas, e mesmo de leigos que o observassem treinar.
Infelizmente, o que vem acontecendo é exatamente o contrário...

Treinei com um atleta com mais de dez anos de muay thay nas costas. Lutamos, fizemos treinos de uchi komi (entradas combinadas), e chutamos aparadores. Ele é um cara sério, que aprendeu um muay thay de primeira linha, e que gosta muito de treinar e se colocar à prova competindo, tanto na sua arte marcial de origem quanto no mma.
Depois do treino ele me disse: "Jayme, vou ser sincero com você. Eu achava karate uma luta muito fraca. Depois de treinar com você que eu vi que é uma luta muito maneira!"

Será que é porque eu sou diferenciado? Ou muito melhor do que a maioria dos karatecas?
Nada disso.
É apenas porque a vida inteira treinei com professores sérios, com bagagem, história, anos e anos de treino e estudo do karate. Se esse lutador de muay thay tivesse treinado com qualquer aluno de professores como Machida, Sasaki, Watanabe, Tanaka, Inoki, Flávio Costa, Ugo Arrigoni, Enobaldo, Sergio Bastos, José Humberto, Zanca, Gilberto Gaertner, Alfredo Aires e tantos e tantos outros, com certeza ele teria a mesma impressão.

Voltando ao tema inicial: infelizmente a proliferação de faixas pretas que não têm a menor condição de portarem essa faixa é tão grande que hoje eles são maioria.
E agora, décadas depois dessas primeiras gerações de fracos faixas pretas serem formados, temos um fenômeno ainda pior: os grandes mestres (geralmente auto-intitulados) que de grandes mestres só têm o nome...
São os shihans, os mestres supremos, com muitos dans, que na verdade não conhecem nada de karate.

Isso serviu para denegrir demais a nossa arte marcial, que passou de ser considerada uma das mais fortes, para ser considerada uma das mais fracas.
Afinal, como um leigo poderá saber que com o professor Nilton Aurimar, por exemplo, ele terá um karate de altíssima qualidade, mas com um fulano logo ao lado ele não aprenderá nada?

Esse me parece ser um caminho sem volta. Por mais que as federações séria tentem controlar essa enxurrada de faixas pretas, hoje em dia fica impossível. Muita gente não tem um pingo de vergonha de arrumar suas faixas e seus dans sabe-se lá onde, e de quicar de federação em federação até arrumar uma que lhe confira os dans que deseja, mesmo sem merecer.

Fica aqui o recado, para os que desejam ingressar em uma academia de karate: tente pesquisar a história do professor que você escolheu. Hoje em dia a internet ajuda muito nesse ponto. Pesquise quem é o professor, a que federação ele está filiado, e qual a história dessa federação.
Dessa forma, lá na frente, você poderá verdadeiramente se orgulhar da faixa que usa na cintura.

OSS.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

O sucesso da equipe brasileira de kumite

O crescimento da JKA do Brasil tem sido constante e consistente ao longo dos últimos anos.
Como reflexo disso, a Seleção Brasileira, tanto masculina quanto feminina, tem conquistado resultados muito expressivos nas competições internacionais.
Tivemos diversos títulos internacionais, em especial com as mulheres, que no último sulamericano, realizado no Peru, trouxeram para casa os títulos de kata individual e por equipes, e de kumite individual.

A equipe masculina de kumite - que normalmente representa o karate de um país nas competições internacionais, servindo como vitrine e sendo considerada a categoria mais importante - acumula um histórico de títulos e vitórias que conferiu o status de potência continental e força mundial nos últimos anos.
Isso é fruto de uma competição muito grande pelas vagas, com atletas de alto nível disputando um lugar na equipe de kumite.

Desde 2010, a equipe brasileira participou de dois sulamericanos e um mundial: foi campeã nos dois sulamericanos, e vice no mundial.
No total foram 9 confrontos, com 8 vitórias e apenas uma derrota.
O histórico nessas três competições:

- Vitória sobre o Uruguai por 4 x1
- Vitória sobre o Chile por 5 x 0
- Vitória sobre a África do Sul por 4 x 0
- Vitória sobre a Nova Zelândia por 5 x 0
- Vitória sobre os Estados Unidos por 2 x 2 (vitória no número de wazari)
- Vitória sobre o Canadá por 3 x 1
- Derrota para o Japão por 1 x 3
- Vitória sobre o Equador por 4 x 0
- Vitória sobre a Argentina por 2 x1

Os lutadores que participaram desses confrontos:
- Chinzô Machida (PA), Jayme Sandall (RJ), Fábio Simões (SP), Diego Andrade (BA), Paulo Afonso (PA), Vladimir Zanca (MT), César Cabral (SP), Take Machida (PA), Alison Batista (SP), Fernando Macêdo (MG), Wagner Pereira (SP) e Rafael Moreira (RS)

OSS!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sul Sudeste 2013

 As gaúchas, campeãs de kumite por equipes
 Kata por equipes feminino (PR)
 Ruyter Almeida (PR)
 A delegação do Rio de Janeiro
Walkyria, Suellen e Andréia




Foi realizado nesse final de semana (25 e 26 de maio) o V campeonato Sul-Sudeste de karate-dô Tradicional, na cidade de São José dos Pinhais, PR.
O evento contou com a presença dos maiores atletas das regiões, e as disputas nos dois dias de competição foram muito acirradas.
No feminino, Suellen Souza confirmou a excelente fase pela qual está passando, e venceu as categorias de kumite individual e fuku-go. Na primeira categoria, teve que passar por pedreiras como Natacha Marques (RJ) e Manuela Spessatto (RS) para chegar à final, contra a gaúcha Hannah Aires, atual campeã brasileira JKA. Já no fuku-go, ela venceu a conterrânea e companheira de Seleção Brasileira Tradicional Walkyria Fernandes.
No kata, Walkyria levou o título, deixando a campeã brasileira JKA, Manuela Spessatto (RS) com a prata, em uma disputa decidida por décimos.
Nas categorias por equipe, o Rio de Janeiro fez grande confronto contra o Paraná, e as cariocas conseguiram vencer as atuais campeãs brasileiras Tradicional por um wazari. Na final, as gaúchas foram superiores, e ficaram com o título. No kata o ouro ficou com o Paraná.
No masculino, o Paraná dominou a categoria por equipes, levando o ouro no kumite (na final contra o Rio de Janeiro, que tentava o tricampeonato), e no kata, com um excelente Nijushiho com um Bunkai (aplicação) fiel ao kata.
Nas categorias individuais, Vinícius Sant’Anna (PR), atleta da Seleção Brasileira Tradicional há mais de dez anos, estava em dia inspirado: venceu o kata individual, deixando Ricardo Buzzi (PR) com a prata e kumite individual, na final contra o conterrâneo e amigo Jean Laure, e chegou à final do fuku-go (kata e luta, uma rodada de cada), mas perdeu na luta final para Jayme Sandall (RJ)
No kumite individual, os dois atletas que haviam feito as últimas finais não tiveram sorte: de um lado, Ricardo Buzzi estirou o músculo da perna ao dar um mawashi jodan, e perdeu por doctor stop (abandono por motivo de lesão). Do outro, Jayme Sandall (atual bicampeão) acertou um kizami zuki que quebrou o nariz de seu adversário, e levou hansoku (desclassificação) pela primeira vez em sua carreira.
Vinícius Sant’Anna venceu todas as suas lutas de forma consistente, e conquistou o título dentro de casa.
RESULTADOS
- Kata por equipes feminino: 1) PR / 2) RS / 3) RJ
- Kumite por equipes feminino: 1) RS  2) RJ  3) PR
- Kata individual feminino: 1) Walkyria Fernandes (PR) / 2) Manuela Spessatto (RS) / 3) Andréia Leite (PR) / 4) Cristiane Babinski (RS)
- Fuku-go feminino: 1) Suellen Souza (PR) / 2) Walkyria Fernandes (PR) / 3) Manuela Spessatto (RS) – 3) Natacha Marques (RJ)
- Kumite individual feminino: 1) Suellen Souza (PR) / 2) Hannah Aires (RS) / 3) Manuela Spessatto (RS) – 3) Andréia Leite (PR)

- Kata por equipes masculino: 1) PR / 2) RS / 3) RJ
- Kumite por equipes masculino: 1) PR / 2) RJ / 3) RS – 3) SC
- Kata individual masculino: 1) Vinícius Sant’Anna (PR) / 2) Ricardo Buzzi (PR) / 3) Celso (PR) / 4) André Michellini (PR)
- Fuku-go masculino: 1) Jayme Sandall (RJ) / 2) Vinícius Sant’Anna (PR) / 3) Ricardo Buzzi (PR) – 3) Jean Laure (PR)
- Kumite individual masculino: 1) Vinícius Sant’Anna (PR) / 2) Jean Laure (PR) / 3) Delian (PR) – 3) Cleberson Santi (PR)

domingo, 19 de maio de 2013

Belfort vence Rockhold



O mais espetacular nocaute de toda a carreira de Vitor Belfort.
Essa é a melhor maneira de definir essa luta, que foi o confronto principal do UFC on FX 8, realizado na cidade de Jaraguá do Sul, SC.
Desde o começo, Belfort parecia caçar o adversário, mesmo quando caminhava para trás. Rockhold, por sua vez, apesar de caminhar para frente, tentando encurtar a distância, parecia um tanto perdido, e soltava golpes que foram facilmente defendidos pelo brasileiro (essa foi a base de nosso treinamento de karate Shotokan na Florida: a defesa dos perigosos chutes altos do americano).
Ainda no começo do round, Vitor soltou um chute rodado, que passou longe de Luke. Parecia um golpe perdido, um chute plástico mas que não teria eficiência.
Grande engano.
Pouco depois, Vitor marcou a distância e disparou o tiro: um chute rodado que explodiu no queixo do americano, levando-o a um knockdown. Enquanto Luke ainda caía, Vitor já disparava para cima dele, soltando a usual metralhadora de socos que o consagrou.
Lindíssimo nocaute de um lutador que a cada dia prova que seu apelido, "The Phenom", é mais do que merecido.

Falando da minha experiência com Vitor, o que posso dizer é que ele realmente é um lutador diferenciado, capaz de aplicar golpes nos treinos que ninguém mais consegue. Nos sparring, vira e mexe ele tira um coelho da cartola que deixa todo mundo de boca aberta.
Agora, acredito que sua próxima luta deva ser pelo cinturão dos pesos médios, contra o vencedor de Anderson Silva e Cris Weidman, marcada para julho.

OSS!!
* abaixo, o vídeo onde ele me cita nos agradecimentos.


No link, coletiva de imprensa pós luta: https://www.youtube.com/watch?v=B-PWog__KtQ