quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Desafio Brasil vs Argentina






Nos dias 23 e 24 de agosto de 2013, na cidade do Rio de Janeiro, será realizado o 1º Torneio Amistoso Internacional JKA.

No dia 23, será realizado um curso internacional, com a presença dos mestres Tanaka, Machida, e o convidado especial, sensei Mitsuo Inoue (ARG)
O curso é aberto a todos os praticantes de karate.

No dia 24, além do curso, será realizado o torneio.
O formato será semelhante à Copa Columbus, realizada na Itália, quando foi realizado um torneio amistoso entre a Itália e a América do Sul.
Dessa vez, Brasil e Argentina se enfrentarão num sistema de rodízio: seis homens e quatro mulheres de cada país se enfrentarão em uma rodada dupla (total de 20 confrontos). O país que contabilizar mais vitórias, sairá vencedor do torneio.
Haverá ainda apresentação de kata por equipes masculino e feminino.
 
Os atletas e árbitros foram escolhidos pela JKA do Brasil. Segue abaixo a ficha técnica do evento:

Organizador: Ugo Arrigoni (RJ)

Local: Clube Oásis (Barra da Tijuca)

Responsáveis técnicos: Alfredo Aires (RS) e Eduardo Santos (RJ)

Arbitragem: Celso Kolesnikovas (SC), Ruy Koike (SP), Marcelo Miorelli (RS), Jociglei Cadena (RJ),
Andre Reis (RJ) e Mario Cadena (RJ).

Comissão técnica: Flavio Costa (RJ) - Técnico Masculino;  Juarez da Silva (RS) - Técnico Feminino.

CATEGORIA MASCULINO KUMITE
Jayme Sandall (Arrigoni Dojo) RJ
Fabio Simões (Shobukan) SP
Chinzo Machida (Academia Machida) PA
Rafael Moreira (Jka Rs) RS
Diego Andrade Andrade (Sekai) BA
Roberto Mendes Jr (Akk Dojo) RJ
Sidinei Zucchi (Jka Rs) RS
Fernando Macedo MG

KATA EQUIPE MASCULINO
Equipe do Akk Dojo RJ

CATEGORIA FEMININO KUMITE
Hannah Aires (Jka Rs) RS
Bruna Lee Cadena (Akk Dojo) RJ
Juliana Vitral (Dojo Rousimar Neves) MG
Natacha Costa (Arrigoni Dojo) RJ

KATA EQUIPE FEMININO
Equipe da Jka Rs – Manuela, Hannah e Cristiane RS

* Mais informações pelo email: jka-rio2013@outlook.com


sábado, 3 de agosto de 2013

Lyoto é derrotado

Lyoto Machida foi derrotado nessa madrugada pelo americano Phil Davis.

A luta foi morna, e desde o começo ficou clara a estratégia de Davis: se movimentar muito, evitando que o brasileiro conseguisse encontrar sua distância, e derrubar no final do round, conseguindo assim apenas o suficiente para vencer.
E foi exatamente isso, ele conseguiu apenas o suficiente. E por muito pouco.

Mas se de um lado a estratégia de Davis era burocrática e previsível, do outro vimos um Lyoto que aceitou esse jogo, e não foi capaz de se impor.
Lyoto manteve-se sempre da mesma forma, o que ao meu ver foi um erro. Percebendo que tinha perdido o primeiro round, e que o oponente estava se movimentando para evitar as entradas dele, ele deveria ter sido mais agressivo, deveria ter encurralado o wrestler para que ele saísse da zona de conforto, e então entrar com golpes duros.
Infelizmente, ele insistiu em chutes baixos - mae geri e mawashi geri - que não causaram nenhum efeito. Chegou a encaixar boas sequências de socos, mas nada que levasse perigo de nocaute ao americano.

Já Davis, apesar da vitória, não fez nada de mais, e também em nenhum momento levou perigo de nocaute ou finalização ao karateca.

O futuro de Lyoto agora é um tanto incerto. Se Dana não quis dar o title shot contra Jon Jones antes desse combate, quando ele era o número um no ranking, imagine agora, depois dessa derrota em uma luta sem grandes emoções.

Só resta aguardar e torcer para que ele volte logo aos treinamentos e encare o próximo desafio da melhor forma possível.

OSS!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Lyoto Machida vs Phil Davis



Amanhã (03/08/13), Lyoto Machida entrará em ação mais uma vez, no UFC 163, no Rio de Janeiro.
Dessa vez, o karateca enfrentará o norte-americano Phil Davis.
O wrestler tem um cartel impressionante: em suas 13 lutas de MMA, tem apenas uma derrota, por decisão, para o casca-grossa e ex-campeão dos pesos meio-pesados Rashad Evans.
Sem jamais ter sido finalizado ou nocauteado, Davis vem para essa luta credenciado como um adversário muito perigoso para Machida. Lyoto, por sua vez, costuma lutar muito bem contra wrestlers, encaixando sua distância.

Para essa luta, acredito que se Lyoto conseguir bloquear as tentativas de queda de Davis - o que é um dos pontos fortes do brasileiro -, e mantiver a luta em pé, suas chances serão muito grandes. Por outro lado, o adversário jamais foi nocauteado, e de bobo não tem nada. Vai ser um jogo de estratégias onde aquele que tiver mais paciência será o vencedor.
Lyoto tem que tomar muito cuidado também com os socos de Phil Davis, que pode fintar uma queda e emendar um golpe visando um nocaute que poderia surpreendê-lo.

Nessa luta, Lyoto mais uma vez contou com a ajuda do técnico da Seleção Brasileira de karate Tradicional, sensei Watanabe.
Sensei Watanabe, considerado por muitos como um treinador genial, acrescenta mais uma vez detalhes que podem fazer a diferença no combate.

Fica aqui a torcida para que o representante do karate Tradicional/JKA saia vencedor em mais esse confronto. Depois, caso passe por Davis, muito provavelmente seu próximo desafio será a disputa do cinturão, contra o vencedor da luta entre Jon Jones e o sueco Alexander Gustafsson.

Na luta principal da noite, José Aldo defenderá seu cinturão mais uma vez, contra o Korean Zombie, que substituiu o desafiante original, Anthony Pettis, que machucou o joelho. Nossa torcida também será grande pelo brasileiro, que apesar de ter como luta-base o jiu-jitsu, é um ás na trocação, com um muay thay refinadíssimo.


OSS!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Campeonatos Japonês e Europeu JKA 2013






 No link abaixo, vídeo completo das finais do Campeonato Europeu JKA 2013. O campeão de kumite individual é o mesmo belga que me venceu no kumite individual na em 2011, na Tailândia, e que acabou ficando entre os oito melhores do mundo no mundial.

https://www.youtube.com/watch?v=YHxxAfbW_0s


No link abaixo, luta final do kumite individual masculino no 56 All Japan, entre Nemoto (que lutou com Rafael Moreira no mundial da Tailândia) e Inokoshi (que lutou contra Alison Batista no mesmo mundial)
 Nemoto ficou com o título.

https://www.youtube.com/watch?v=SIbx8MLVax8






sábado, 6 de julho de 2013

Faixas pretas demais



A popularização do karate foi uma faca de dois gumes ao longo das últimas décadas. Se de um lado foi bom, porque todo mundo queria praticar a luta mais popular do mundo, do outro isso gerou um comércio que encheu os olhos de gente que só queria ganhar dinheiro.
Os exames de faixa passaram a ser um negócio lucrativo, e muitos alunos ganhavam suas faixas não pelas habilidades desenvolvidas, mas sim para engordarem o bolo de dinheiro que o professor cobrava pelo exame.
Claro que existem inúmeros profissionais sérios, professores cujo único objetivo é o karate, pessoas que têm a responsabilidade de formar não só lutadores, mas pessoas melhores.
Mas a quantidade de maus profissionais cresceu vertiginosamente nas últimas décadas, e o resultado disso foi a formação de centenas, milhares de faixas pretas que não têm a mínima condição de carregarem tamanha responsabilidade.
Um faixa preta é uma vitrine da luta. Deveria ser um lutador excelente, dono de uma técnica diferenciada, que causasse admiração por parte de outros karatecas, e mesmo de leigos que o observassem treinar.
Infelizmente, o que vem acontecendo é exatamente o contrário...

Treinei com um atleta com mais de dez anos de muay thay nas costas. Lutamos, fizemos treinos de uchi komi (entradas combinadas), e chutamos aparadores. Ele é um cara sério, que aprendeu um muay thay de primeira linha, e que gosta muito de treinar e se colocar à prova competindo, tanto na sua arte marcial de origem quanto no mma.
Depois do treino ele me disse: "Jayme, vou ser sincero com você. Eu achava karate uma luta muito fraca. Depois de treinar com você que eu vi que é uma luta muito maneira!"

Será que é porque eu sou diferenciado? Ou muito melhor do que a maioria dos karatecas?
Nada disso.
É apenas porque a vida inteira treinei com professores sérios, com bagagem, história, anos e anos de treino e estudo do karate. Se esse lutador de muay thay tivesse treinado com qualquer aluno de professores como Machida, Sasaki, Watanabe, Tanaka, Inoki, Flávio Costa, Ugo Arrigoni, Enobaldo, Sergio Bastos, José Humberto, Zanca, Gilberto Gaertner, Alfredo Aires e tantos e tantos outros, com certeza ele teria a mesma impressão.

Voltando ao tema inicial: infelizmente a proliferação de faixas pretas que não têm a menor condição de portarem essa faixa é tão grande que hoje eles são maioria.
E agora, décadas depois dessas primeiras gerações de fracos faixas pretas serem formados, temos um fenômeno ainda pior: os grandes mestres (geralmente auto-intitulados) que de grandes mestres só têm o nome...
São os shihans, os mestres supremos, com muitos dans, que na verdade não conhecem nada de karate.

Isso serviu para denegrir demais a nossa arte marcial, que passou de ser considerada uma das mais fortes, para ser considerada uma das mais fracas.
Afinal, como um leigo poderá saber que com o professor Nilton Aurimar, por exemplo, ele terá um karate de altíssima qualidade, mas com um fulano logo ao lado ele não aprenderá nada?

Esse me parece ser um caminho sem volta. Por mais que as federações séria tentem controlar essa enxurrada de faixas pretas, hoje em dia fica impossível. Muita gente não tem um pingo de vergonha de arrumar suas faixas e seus dans sabe-se lá onde, e de quicar de federação em federação até arrumar uma que lhe confira os dans que deseja, mesmo sem merecer.

Fica aqui o recado, para os que desejam ingressar em uma academia de karate: tente pesquisar a história do professor que você escolheu. Hoje em dia a internet ajuda muito nesse ponto. Pesquise quem é o professor, a que federação ele está filiado, e qual a história dessa federação.
Dessa forma, lá na frente, você poderá verdadeiramente se orgulhar da faixa que usa na cintura.

OSS.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

O sucesso da equipe brasileira de kumite

O crescimento da JKA do Brasil tem sido constante e consistente ao longo dos últimos anos.
Como reflexo disso, a Seleção Brasileira, tanto masculina quanto feminina, tem conquistado resultados muito expressivos nas competições internacionais.
Tivemos diversos títulos internacionais, em especial com as mulheres, que no último sulamericano, realizado no Peru, trouxeram para casa os títulos de kata individual e por equipes, e de kumite individual.

A equipe masculina de kumite - que normalmente representa o karate de um país nas competições internacionais, servindo como vitrine e sendo considerada a categoria mais importante - acumula um histórico de títulos e vitórias que conferiu o status de potência continental e força mundial nos últimos anos.
Isso é fruto de uma competição muito grande pelas vagas, com atletas de alto nível disputando um lugar na equipe de kumite.

Desde 2010, a equipe brasileira participou de dois sulamericanos e um mundial: foi campeã nos dois sulamericanos, e vice no mundial.
No total foram 9 confrontos, com 8 vitórias e apenas uma derrota.
O histórico nessas três competições:

- Vitória sobre o Uruguai por 4 x1
- Vitória sobre o Chile por 5 x 0
- Vitória sobre a África do Sul por 4 x 0
- Vitória sobre a Nova Zelândia por 5 x 0
- Vitória sobre os Estados Unidos por 2 x 2 (vitória no número de wazari)
- Vitória sobre o Canadá por 3 x 1
- Derrota para o Japão por 1 x 3
- Vitória sobre o Equador por 4 x 0
- Vitória sobre a Argentina por 2 x1

Os lutadores que participaram desses confrontos:
- Chinzô Machida (PA), Jayme Sandall (RJ), Fábio Simões (SP), Diego Andrade (BA), Paulo Afonso (PA), Vladimir Zanca (MT), César Cabral (SP), Take Machida (PA), Alison Batista (SP), Fernando Macêdo (MG), Wagner Pereira (SP) e Rafael Moreira (RS)

OSS!