domingo, 15 de março de 2020
domingo, 9 de fevereiro de 2020
sábado, 8 de fevereiro de 2020
Continue faminto
Quando a gente ainda não venceu nenhum título importante, sente uma "fome", uma vontade gigante de chegar lá. Os treinos nunca são cansativos, a dor é sempre pequena, e qualquer coisa vale a pena para tentar conquistar o tão sonhado título.
As dúvidas são mínimas. Você só enxerga o seu objetivo, claro como o dia, bem à frente.
É como subir uma montanha: você olha para cima, e só se concentra em dar mais um passo, mais um passo, mais um passo...
Mas e quando se chega lá? E quando a montanha acaba, e você se vê lá em cima, lá no topo? De uma hora para outra, não tem mais montanha para subir.
Algo semelhante pode acontecer com atletas super campeões, que conquistam os títulos importantes, que chegam a um nível altíssimo de qualidade e eficiência técnica. E, algumas vezes, eles simplesmente não sabem mais para onde ir.
Citando exemplos extremos, a lenda Michael Jordan se aposentou das quadras de basquete, precocemente, quando já era considerado o maior jogador de todos os tempos. Tentou então uma carreira no beisebol - que não decolou. Ele citou perda de motivação. Logo depois, voltou às quadras e cimentou de vez a posição de melhor de todos.
Outro Michael, dessa vez o nadador Phelps, também se aposentou precocemente logo após os Jogos Olímpicos de Londres (2012). Ele se disse estafado, exausto e sem vontade de nadar nunca mais. Mais tarde, decidiu retornar ao esporte (ainda bem!) e competiu nos Jogos Olímpicos do Rio (2016) onde ganhou 5 medalhas de ouro e uma de prata, finalizando sua carreira como maior atleta olímpico de todos os tempos.
No karate, já pude presenciar alguns grandes campeões que, ou se aposentaram muito cedo logo após grandes conquistas, ou caíram muito de rendimento.
Mas por que será que isso acontece? Por que um atleta pode querer parar, ou perder o interesse se passou tantos anos batalhando para chegar no topo?
É a história da montanha.
Cheguei lá no topo. E agora?
Muitas vezes bate insegurança: "será que vou conseguir vencer de novo?"; "as pessoas estão esperando muito de mim agora"; "não vou conseguir repetir o que fiz no passado".
E onde entram dúvidas, sai o foco. É como se fosse um copo onde só um líquido cabe, só tem espaço para uma bebida: foco ou dúvidas.
Um atleta deve ter em sua cabeça apenas o foco do que precisa fazer para vencer. E nada mais.
Outras vezes, pode ser simplesmente a perda da tal fome, que citei lá no começo.
A fome, a vontade inabalável, o desejo quase obsessivo de vencer. Quando se perde isso, nem que seja só um pouco, a queda de rendimento é inevitável.
Em uma disputa onde os dois atletas se equivalem física e tecnicamente, geralmente vence aquele que quer mais. Aquele que tem mais fome.
Por isso é imprescindível aos atletas campeões que continuem famintos. Continuem querendo, sempre. Um dia a aposentadoria será inevitável, e então, se você por algum motivo tiver perdido seu foco, seu desejo, sua foma, você se arrependerá.
Continue faminto.
OSS!
As dúvidas são mínimas. Você só enxerga o seu objetivo, claro como o dia, bem à frente.
É como subir uma montanha: você olha para cima, e só se concentra em dar mais um passo, mais um passo, mais um passo...
Mas e quando se chega lá? E quando a montanha acaba, e você se vê lá em cima, lá no topo? De uma hora para outra, não tem mais montanha para subir.
Algo semelhante pode acontecer com atletas super campeões, que conquistam os títulos importantes, que chegam a um nível altíssimo de qualidade e eficiência técnica. E, algumas vezes, eles simplesmente não sabem mais para onde ir.
Citando exemplos extremos, a lenda Michael Jordan se aposentou das quadras de basquete, precocemente, quando já era considerado o maior jogador de todos os tempos. Tentou então uma carreira no beisebol - que não decolou. Ele citou perda de motivação. Logo depois, voltou às quadras e cimentou de vez a posição de melhor de todos.
Outro Michael, dessa vez o nadador Phelps, também se aposentou precocemente logo após os Jogos Olímpicos de Londres (2012). Ele se disse estafado, exausto e sem vontade de nadar nunca mais. Mais tarde, decidiu retornar ao esporte (ainda bem!) e competiu nos Jogos Olímpicos do Rio (2016) onde ganhou 5 medalhas de ouro e uma de prata, finalizando sua carreira como maior atleta olímpico de todos os tempos.
No karate, já pude presenciar alguns grandes campeões que, ou se aposentaram muito cedo logo após grandes conquistas, ou caíram muito de rendimento.
Mas por que será que isso acontece? Por que um atleta pode querer parar, ou perder o interesse se passou tantos anos batalhando para chegar no topo?
É a história da montanha.
Cheguei lá no topo. E agora?
Muitas vezes bate insegurança: "será que vou conseguir vencer de novo?"; "as pessoas estão esperando muito de mim agora"; "não vou conseguir repetir o que fiz no passado".
E onde entram dúvidas, sai o foco. É como se fosse um copo onde só um líquido cabe, só tem espaço para uma bebida: foco ou dúvidas.
Um atleta deve ter em sua cabeça apenas o foco do que precisa fazer para vencer. E nada mais.
Outras vezes, pode ser simplesmente a perda da tal fome, que citei lá no começo.
A fome, a vontade inabalável, o desejo quase obsessivo de vencer. Quando se perde isso, nem que seja só um pouco, a queda de rendimento é inevitável.
Em uma disputa onde os dois atletas se equivalem física e tecnicamente, geralmente vence aquele que quer mais. Aquele que tem mais fome.
Por isso é imprescindível aos atletas campeões que continuem famintos. Continuem querendo, sempre. Um dia a aposentadoria será inevitável, e então, se você por algum motivo tiver perdido seu foco, seu desejo, sua foma, você se arrependerá.
Continue faminto.
OSS!
sábado, 1 de fevereiro de 2020
Erick Silva treinando karate Shotokan
O lutador de MMA Erick Silva, ex-ufc e atualmente lutando no Bellator, iniciou os treinos de karate com Jayme Sandall.
Muito experiente, Erick mostrou interesse em incorporar o karate Shotokan ao seu jogo de trocação - que já é excelente.
Dessa forma, o inteligente lutador ganhará novas armas para se somarem ao seu já vasto arsenal.
Fica a torcida para que esse fantástico atleta consiga inserir o Shotokan em seu jogo de MMA e volte às vitórias que marcaram a sua carreira.
Oss!
Muito experiente, Erick mostrou interesse em incorporar o karate Shotokan ao seu jogo de trocação - que já é excelente.
Dessa forma, o inteligente lutador ganhará novas armas para se somarem ao seu já vasto arsenal.
Fica a torcida para que esse fantástico atleta consiga inserir o Shotokan em seu jogo de MMA e volte às vitórias que marcaram a sua carreira.
Oss!
quinta-feira, 30 de janeiro de 2020
Campeonato mundial 1976
O pódio do mundial de 1976 com Yahara em primeiro e Ugo Arrigoni em segundo.
Em 1976 foi realizado aquele que foi considerado o segundo campeonato mundial de karate, organizado pela então WUKO (World Union Karate Organizations) - atual WKF.
O evento aconteceu no Cairo, Egito.
Representando as Américas, apenas o campeão e vice panamericanos: o brasileiro Ugo Arrigoni e o americano James Fields.
Nessa competição, o Brasil fez história. Ugo Arrigoni chegou à final depois de vencer 5 lutas. Seu adversário era ninguém menos do que a lenda japonesa: sensei Yahara.
Arrigoni e Yahara empataram. A luta seguia tensa, qualquer um poderia vencer. No final, Yahara fez um wazari e foi campeão mundial.
Ugo trouxe a medalha de prata para o Brasil.
Sempre é bom lembrarmos de quem fez história e encheu nosso país de glória.
Vale mencionar que no ano seguinte, 1977, no campeonato mundial da JKA, realizado no Japão, Arrigoni e Yahara se enfrentaram novamente, em confronto válido pelo kumite por equipes. Dessa vez, o brasileiro saiu vencedor, escrevendo de vez seu nome entre os grandes do karate mundial.
Oss!
domingo, 19 de janeiro de 2020
XXI CAMPEONATO BRASILEIRO DE KARATE JKA
Acontecerá, entre os dias 06 e 10 de maio de 2020, o curso internacional JKA e o XXI campeonato brasileiro JKA.
O campeonato servirá de seletiva para o Campeonato Mundial JKA, que será realizado no Japão, em outubro.
Nesse ano, além do grande mestre Yoshizo Machida, o convidado para ministrar o curso é o ícone mundial, sensei Naka Tatsuya.
Sensei Naka, atualmente é mundialmente conhecido por ter atuado em dois filmes de luta: Kuro Obi e High Kick Girl.
Após o grande sucesso de suas atuações, sensei Naka iniciou uma série de vídeos onde percorre o Japão em busca de outros estilos de karate.
A divulgação que faz da JKA é inestimável.
Dono de uma téncica ímpar - atualmente possui a graduação de sétimo dan pela JKA - , Naka foi campeão japonês de kumite individual, e terceiro lugar no campeonato mundial em kumite individual (ambos em 1992)
Essa será uma oportunidade imperdível aos amantes do karate: ter a oportunidade de aprender de dois dos maiores nomes do karate mundial em um mesmo evento - Yoshizo Machida e Naka Tatsuya.
As inscrições já estão abertas.
Maiores infomações: adm@nkkbrasil.com.br - (11) 2951-2332 - (11) 99612-3644
OSS!
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
XX Campeonato Mundial de Karate Tradicional 2019
kumite equipes feminino
Jaime Jr. (SP) - campeão de kumite individual
A temida sala de treinos
Kata equipes
Suellen Souza (PR)
Enbu misto - Gilberto Amorim e Wildlayne Amarante
Bunkai do kata por equipes masculino. O bunkai (aplicação) foi uma criação da ITKF. Atualmente também é utilizada em outras organizações
O campeão de fukugo, Allan Araújo (BA)
Wildlayne Amarante (MT)
Final de kogo kumite masculino - Jayme Sandall (RJ) vs César Cabral (SP)
Aconteceu, entre os dias 06 e 08 de dezembro de 2019, em Curitiba, o XX campeonato mundial de karate Tradicional.
TREINOS
Na Seleção Brasileira de karate Tradicional, diferente de outras organizações, os atletas são convocados sem saberem exatamente em que categoria disputarão. Não se tem certeza nem se vai se disputar. As vagas são definidas durante os treinamentos. É assim desde 1991, quando sensei Watanabe reuniu um grupo de lutadores no Tocantins para uma concentração que, dizem, foi a mais dura da história.
Dessa vez não foi diferente, e os técnicos Nelson Santi e Vladimir Zanca, sob a supervisão do shihan Watanabe, e com o auxílio inestimável da técnica Elaine Golubics (SP) e dos auxiliares técnicos Vinícius Sant'Ana (PR) e Ricardo Buzzi (PR), definiu as vagas durante os treinos.
A Seleção ficou confinada na escola superior da polícia civil do Paraná por uma semana antes do mundial.
Graças ao esforço e dedicação do faixa preta Roney, policial civil e karateca de primeira, a Seleção foi recebida muito bem nas instalações da Polícia civil do Paraná.
Graças ao esforço e dedicação do faixa preta Roney, policial civil e karateca de primeira, a Seleção foi recebida muito bem nas instalações da Polícia civil do Paraná.
Foram dias muito duros, de uma rotina pesada com três treinos diários.
Houve muito sangue, suor e lágrimas dentro daquela sala.
Os técnicos tiraram tudo dos atletas, e, sem que se percebesse, foram subindo o nível de forma absurda.
O resultado foi uma diferença gritante no nível dos atletas do Brasil em relação ao resto do mundo. Os brasileiros demonstraram imensa força física, técnica e sobretudo psicológica.
Depois de aguentar os treinos, a competição foi o mais fácil...
Na sexta-feira (06 de dezembro), houve a disputa da Copa Mundial Interclubes, evento aberto que contou com a presença de atketas de todo Brasil, além de muitos de outros países.
O nível estava altíssimo e o evento foi um sucesso.
Alguns atletas da Seleção Brasileira principal participaram da Copa, e trouxeram as primeiras medalhas e títulos para a nossa Seleção.
Eles abriram o caminho.
No sábado e domingo, o XX campeonato mundial.
A ITKF passa por uma reeestruturação. Os últimos anos foram difíceis...
Sob a presidência do canadense Richard Jorgensen, a entidade presenciou um imenso racha, liderado pela forte equipe polonesa em 2013. Eles fundaram a New ITKF.
Seguiu-se um período um tanto confuso, com a realização de um mundial ITKF no Egito (2014), no qual o Brasil não participou. Vieram dois mundiais unificados (2015 e 2017), onde o Brasil obteve resultados expressivos.
Agora, sob a presidência do sensei Gilberto Gaertner (PR), a ITKF voltou a organizar um mundial que contou com o retorno de diversos países que estavam afastados. No total, havia 30 países filiados e 17 delegações presentes em Curitiba.
Mérito total do trabalho incansável de Gaertner e de toda a sua equipe.
O que se espera daqui para frente é um crescimento exponencial, capitaneado por Vinícius Sant'Ana, tricampeão mundial de kumite por equipes (2004, 2006 e 2010), sob a supervisão de sensei Gilberto.
O evento foi muito bem organizado e a estrutura estava fantástica. Havia transmissão ao vivo e os atletas se sentiam acolhidos e com um prazer imenso de competirem em um ambiente tão profissional.
Falando de resultados...
Existe uma frase no meio da luta que diz: "se o treino é duro, a luta é fácil"
Não que tenha sido fácil, mas o treino foi tão duro, que os resultados não poderiam ter sido diferentes.
Chuva de medalhas e títulos mundiais para o Brasil.
Foi o melhor resultado da história do karate Tradicional brasileiro em campeonatos internacionais.
Foi o melhor resultado da história do karate Tradicional brasileiro em campeonatos internacionais.
Foi emocionante ver os brasileiros em ação, todos - sem exceção - competindo com foco, determinação e uma garra absurda.
Melhor ainda era perceber os técnicos e auxiliares na beira dos kotos o tempo todo, ajudando, estimulando, e fazendo a diferença.
No masculino e no feminino, nas categorias 18 a 21 anos e adulto, desde enbu ao kumite. Sucesso total.
Fica aqui registrado o agradecimento profundo de todos os atletas aos técnicos: shihan Watanabe, que se fez presente apesar da doença que lhe aflige; Vladimir Zanca, que com sua força e imensa experiência impulsionou os atletas a chegarem ao limite máximo; Nelson Santi, que fez o impossível para estar presente; Elaine Golubics, que com sua classe, competência e tranquilidade era um bálsamo para toda a delegação; aos auxiliares Buzzi e Vina, que se expuseram, se machucaram, treinaram com a gente e ainda trabalharam sem parar nos dias do evento.
No pódio, sobem pouquíssimos. Mas há muita gente que ajuda em silêncio, que ajuda sem aparecer na foto, que trabalhou tanto quanto o atleta na conquista daquela medalha.
Obrigado!
OSS!
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