quarta-feira, 24 de abril de 2019

Nota de pesar


Faleceu, no dia 18 de abril de 2019, mais um integrante da Geração de Ouro do karate brasileiro.
Verdadeira lenda do karate, sensei Dorival Caribé foi o primeiro campeão brasileiro de kumite individual da história.
A família Caribé - grande responsável pela difusão do karate na Bahia - perde um de seus principais membros.

Fica aqui registrada va nota de pesar de toda a comunidade do karate brasileiro.

OSS

terça-feira, 26 de março de 2019

Seguir ideias ou seguir exemplos?

Vou lançar uma pergunta, e dar a minha opinião sobre um assunto polêmico.
Deve-se seguir uma ideia ou um exemplo?

Observo muitas pessoas no meio do karate que adotam uma postura de mestres, postam textos longos com opiniões muito fortes e às vezes intolerantes.

"Tem que seguir o Dojokun!"
"Lutador tem que ter coragem! Não pode virar o rosto!"
"Gente, vocês tem que se esforçar. Karate é isso!"

Essas foram frases reais, que ouvi em seminários ou escritas nas redes sociais.
E percebi diversas pessoas concordando, elogiando o autor das frases.
Certa vez um amigo meu, atleta e praticante há muitos anos, assistiu a uma palestra comigo. O palestrante falava com veemência e enfatizava a importância do esforço, do treino, de nunca parar de treinar. Falava quase gritando. E a maioria dos presentes ficou impressionada com ele.
Meu amigo, ao final, me disse: "Gostei muito da palestra, e você?"
Vi a surpresa no rosto dele quando respondi: "detestei. Esse palestrante ficou mais de dez anos sem treinar. Voltou há poucos meses. Como pode querer ensinar sobre o Dojokun, se ele não pratica?"

O fato é que sempre que escuto ou leio algo, muito antes de concordar e pensar em usar aquilo para a minha vida, eu procuro saber QUEM é a pessoa que está dizendo aquilo.
Quem está falando que lutador tem que ter coragem, ou que karate é esforço? Essa pessoa treina? Sempre treinou? Nunca abandonou o karate? Já competiu? Em resumo: essa pessoa tem história?

Na minha opinião qualquer comentário ou conselho dado por uma pessoa sem história tem que ser olhado com desconfiança.

Eu sigo exemplos, e não ideias.

Se um ex-atleta me dá uma dica de kumite, não me importo se ele foi campeão ou não. Mas eu escuto com atenção, porque ele teve experiência naquele assunto. Então eu posso aprender algo.

Se alguém que nunca competiu, mas treina há décadas e jamais parou de treinar, vem me dizer alguma coisa sobre o esforço, ou sobre o Dojokun, eu vou escutar com atenção. Posso aprender com essa pessoa.

Mas se alguém escreve algo na rede, ou vem me dizer algo, e eu sei que essa pessoa não tem história, não tem décadas de treino initerrupto e pesado, não faz cursos e nem viaja atrás de conhecimento como milhares fazem, então por que devo dar atenção?

Acho isso um desrespeito com quem se esforça de verdade. Conheço muitos árbitros que sempre estão viajando, investindo tempo e dinheiro, treinando com grandes mestres. São pessoas que já arbitraram e assistiram a centenas de competições. Esses têm história.

Confesso que me assusta ver pessoas sem história, que jamais se esforçaram para evoluir ou adquirir conhecimento ou fazer cursos de karate, de repente começarem a postar textos ou dar dicas e conselhos - e muitos dão atenção. E com o passar do tempo essas pessoas vão ganhando força, e são chamadas... de sensei.

Na minha opinião isso é triste para o karate.

Sensei é, antes de mais nada um exemplo.
É alguém que pesquisa, treina, pode ter competido ou não, mas está sempre se reciclando e buscando evoluir.

Eu, particularmente, sigo exemplos.

OSS!

sexta-feira, 22 de março de 2019

Mais uma luta de Rafael Coxinha

Dia 29 de março, o aluno de Fábio Simões  (SP), e integrante da seleção brasileira JKA em 2018, Rafael "Coxinha" Barbosa vai fazer sua décima segunda luta de mma.

Fixa aqui mais uma vez a torcida da comunidade do Karate Tradicional e JKA para que traga mais uma vitória!
Oss!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Os 5 maiores atletas de kumite da história da JKA do Brasil

* Antes de mais nada, cabe ressaltar que essa lista é sobre a JKA do Brasil, entidade criada em 1997. Antes disso, o karate era dividido em Tradicional (criado em 1987) e WUKO (atual WKF). Antes de 1987, o karate era um só. Os atletas que competiram nessa época pertencem à Geração de Ouro, e seus feitos foram os mais importantes, por abrirem as portas para todos os atletas que vieram depois.
Fiz uma lista específica dos maiores atletas da Geração de Ouro aqui neste blog.
Também fiz uma lista dos maiores atletas de kumite do karate Tradicional.
Só não fiz e nem farei uma lista sobre os maiores da WKF porque não tenho as informações necessárias para isso.
OSS

A JKA do Brasil foi criada em 1997.
Em 1999, foi realizado o primeiro campeonato brasileiro, na cidade de São José do Rio Preto (SP). No ano seguinte, foi formada a primeira Seleção Brasileira, para participarem do campeonato mundial da JKA, realizado em Tóquio, Japão.

A Seleção foi extremamente bem representada, com atletas de muita experiência e imensa qualidade técnica, como Lyoto Machida, Chinzô Machida, Jaime Fares (SP), João Camilo (SP) e Richard Monassa (RJ). Chegaram às quartas de final no kumite por equipes, e no "best eight" do kumite individual (Camilo). Mas esse grupo foi reunido apenas nessa competição. Depois disso, jamais competiram juntos.

Em 2002, foi realizado o III Campeonato Brasileiro da JKA, em Arujá, SP. A competição, pela primeira vez, serviu se seletiva para a formação de uma Seleção Brasileira que disputaria o I campeonato Sulamericano da JKA. Era o início da JKA na América do Sul, de forma organizada e conjunta. E também o início de uma Seleção com rosto, identidade, um grupo grande que foi a semente de algo muito maior e mais importante.

Nesse primeiro grupo, estavam pessoas cuja história acabou se confundindo com a própria história da Seleção ao longo desses quinze anos: no infantil, já competiam Letícia Aragão (BA) e Manuela Spessatto (RS), que atualmente integram a Seleção adulta. No adulto, Jayme Sandall (RJ), Rafael Moreira (RS) e Wagner Pereira (SP) começavam a formar o que seria a base de uma equipe que conquistaria diversos títulos.

Farei uma lista dos cinco maiores atletas de kumite da JKA do Brasil. Todos tiveram participações marcantes e ajudaram a construir a história da Seleção Brasileira JKA, no masculino e no feminino. Para ficar o mais justo possível, e menos subjetivo possível, faremos a contagem de pontos, baseados no ranking oficial da JKA. Não haverá bônus por participação nas competições, mas acrescentaremos o bônus por número de lutas pela Seleção, seguindo o seguinte critério: Lutadores com mais lutas - 5 pontos. Segundo lugar - 4 pontos. Terceiro lugar - 3 pontos. Quarto lugar - 2 pontos. Quinto lugar - 1 ponto.

CAMPEONATO BRASILEIRO - Individual: ouro - 12 pontos / prata - 6 pontos / bronze - 3 pontos
Equipes: ouro - 5 pontos / prata - 3 pontos / bronze - 1 ponto

CAMPEONATO PAN OU SULAMERICANO - Individual: ouro - 24 pontos / prata - 12 pontos / bronze - 6 pontos
Equipes: ouro - 10 pontos / prata - 6 pontos / bronze - 2 pontos

CAMPEONATO MUNDIAL - Individual: ouro - 48 pontos / prata - 24 pontos / bronze - 12 pontos /  Best eight - 6 pontos
Equipes: ouro - 20 pontos / prata - 12 pontos / bronze - 4 pontos /  Best eight - 3 pontos


FEMININO

1) Sônia Coutinho (PA) - 145 pontos

Tricampeã brasileira de kumite individual, Sônia é a única brasileira a ser duas vezes campeã Sulamericana de kumite individual (2005 e 2010).
Tem 22 lutas pela Seleção Brasileira

2) Manuela Spessatto (RS) - 124 pontos

Uma das maiores atletas de todos os tempos, a gaúcha foi tricampeã brasileira de kumite individual e vice-campeã sulamericana individual (2010)
É a recordista de lutas pela Seleção, com 35


3) Hannah Aires (RS) - 115 pontos

Filha do sensei Alfredo Aires, Hannah foi bicampeã brasileira individual e campeã sulamericana individual (2013)
Tem 19 lutas pela Seleção.

4) Juliana Vitral (MG) - 71 pontos

Aluna de Rousimar Neves, a mineira foi campeã brasileira individual e campeã sulamericana individual (2012)
Tem 18 lutas pela Seleção

5) Marina Brito (PA) - 68 pontos
Marina é a terceira da esquerda para a direita

Aluna do sensei Machida, Marina foi campeã brasileira e sulamericana individual em 2008
Tem 10 lutas pela Seleção

* MENÇÕES HONROSAS
Vale mencionar as atletas: Audrey Fais (SP), bicampeã brasileira individual (1999 e 2002) e campeã sulamericana individual e por equipes (2002)
Fernanda Monturil (DF), campeã brasileira (2003), vice-campeã sulamericana individual (2005) e bicampeã sulamericana por equipes (2002 e 2005)
Leila Suaiden (DF), bicampeã brasileira individual.



Muitos nomes passaram pela equipe de kumite masculina da Seleção. Grandes atletas e lutadores que contribuíram muito com a história da equipe. Dentre esses tantos, cinco nomes se destacaram ao longo de muitos anos, e foram presença constante nas conquistas do Brasil. Além disso, são os maiores vitoriosos de kumite individual em campeonatos brasileiros.

1) Jayme Sandall (RJ) - 214 pontos


Aluno de Ugo Arrigoni, Jayme é o atleta com mais atuações pela Seleção Brasileira JKA, tendo participado de todos os eventos internacionais da Seleção desde 2002. Tem 82 lutas pela Seleção

2) Rafael Moreira (RS) - 174 pontos


Aluno de Alfredo Aires, Rafael se tornou uma lenda da JKA ao se consagrar no Mundial de 2006 (Austrália), quando ficou entre os oito melhores lutadores do mundo. Tem 71 lutas pela Seleção.

3) Fábio Simões (SP) - 173 pontos



Aluno de Kazuo Nagamine, Fabinho é o único atleta brasileiro a ter mais de 100 lutas em três diferentes organizações de expressão mundial: JKA, ITKF e WKF. Tem 49 lutas pela Seleção

4) Chinzô Machida (PA) - 150 pontos



Considerado por muitos como o maior atleta de kumite da história (Tradicional e JKA), tem a incrível marca de 11 títulos brasileiros de kumite individual (6 na JKA e 5 no Tradicional). Único brasileiro da história a conquistar uma medalha de kumite individual (prata no mundial da Austrália, 2006). Tem 26 lutas pela Seleção.

5) Wagner Pereira (SP) - 103 pontos



Integrante da primeira geração da Seleção, Wagner conquistou 6 medalhas de kumite individual em campeonatos brasileiros. Tem 24 lutas pela Seleção.


* MENÇÕES HONROSAS

João Carlos Camilo (SP), vice-campeão brasileiro individual, campeão brasileiro por equipes e Best Eight no Mundial de 2000 (Japão);
Lyoto Machida (PA), Campeão brasileiro individual
Diego Andrade (BA), Campeão brasileiro individual e por equipes, tricampeão sulamericano por equipes e vice-campeão mundial por equipes (2011)


OSS!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Karate fora das Olimpíadas de 2024


Não é novidade para ninguém que o karate foi uma das modalidades selecionada para participar das Olimpíadas de Tóquio, em 2020.
Essa foi uma grande vitória da WKF (World Karate Federation), atualmente a maior organização de karate do mundo. Foi a coroação de décadas de dedicação e tentativas para entrar nos Jogos Olímpicos.

Entretanto, notícias recentes dizem que o karate não estará entre as modalidades olímpicas nos jogos de 2024, a serem realizados em Paris.
Esse foi um balde de água gelada nos milhares de praticantes filiados à WKF, espalhados ao redor do mundo. Segundo as informações do presidente da WKF, senhor António Espinós, depois dos jogos de Tóquio, o karate sai novamente do rol de esportes olímpicos.

Fica aqui uma pergunta: por quê?

O karate é um esporte muito difundido ao redor do mundo. Tem milhares de praticantes espalhados por praticamente todos os países do mundo. É mais popular do que o tae kwon do, a esgrima ou o tiro com arco, por exemplo.
Então, por que a demora em entrar nos jogos? E por que, após tantos anos de tentativas, o karate não fica em definitivo nas Olimpíadas?

Eu não sei a resposta. Mas posso tentar imaginar algumas razões e fazer algumas perguntas.

Será que, de alguma forma, isso tem a ver com a desunião histórica na nossa arte marcial?
Será que se fossemos todos unidos, sob uma mesma bandeira, já não estaríamos dentro dos Jogos Olímpicos?

O fato é que são organizações demais! Muitas mesmo, ao ponto de ter virado uma piada de mau gosto.
As siglas se confundem, se sobrepõem, se mesclam em uma salada de letras que nem os próprios praticantes sabem traduzir.
Fica difícil de explicar a um aluno que existem diversos estilos de karate, que dentro de cada estilo existem diferentes federações e organizações, e a qual você pertence.

Fica aqui a dúvida: será que se conseguíssemos, de alguma forma, nos unir, o COI não teria que finalmente admitir nossa arte marcial nos jogos?

Mas como unir algo que está cada vez mais desunido?

Com conversa, reuniões. Basicamente, com vontade política.

Se prestarmos bem atenção, dentro dessa infinidade de organizações, há um padrão básico: umas seguem a linha mais tradicional (regras de shobu ipon, proteção apenas de luvas e protetores de boca, maior rigor na marcação dos pontos, sem divisão de peso...); outras seguem uma linha mais esportiva (pontos múltiplos, uso de protetores de boca, luvas, protetor de tórax, caneleiras, com divisão de peso...)

Então, na verdade, não seria tão difífil unificar o karate em duas linhas principais: karate esportivo, e karate tradicional (* quando escrevo "tradicional" não estou me referindo a nenhuma federação. Apenas ao karate de regras mais próximas à forma como foi concebido)

Mas como unir essas duas formas em uma única competição?
Simples: mantenham-se as categorias de peso, na regra multi-ponto, com uso de protetores de tórax, caneleiras, luvas azuis e vermelhas, etc...
E incluiria-se a categoria absoluto, com regras Shobu Ipon, uso de luvas brancas, sem divisão de peso, etc...

Dessa forma, basicamente, estaria coberta a maior parte dos atletas de karate da atualidade.
E dessa forma, o karate ganharia mjuito mais força, porque seu número de atletas daria um salto, e não haveria mais brigas para atrasar o processo.

Será uma ideia impossível?

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Seminário de kumite em Salvador


Vem aí, dias 30 e 31 de março, seminário de kumite com alguns dos maiores atletas da Seleção Brasileira JKA.
Jayme Sandall  (RJ)
Diego Andrade  (BA)
Fábio Simões  (SP)
Wagner Pereira  (SP)
Rafael Moreira  (RS)

Cnovidado especial : sensei Kazuo Nagamine

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

O futuro do karate

Qual será o futuro do karate?

No princípio, o karate vitou uma febre entre os militares americanos que estavam baseados em Tóquio após o término da Segunda Guerra Mundial.
Eles trouxeram a arte marcial japonesa para os Estados Unidos, e, sem nenhum tipo de controle, começaram a dar aulas e organizar campeonatos. Começou ali a semente de uma confusão sem fim...

 Mesmo sem jamais lutar contra lutadores de outros países, nomes como Chuck Norris se tornaram campeões "mundiais". Pessoas se auto-graduavam faixas pretas e criavam legiões de alunos de técnica duvidosa.

A JKA - primeira entidade de karate do mundo - ainda era exclusivamente japonesa, e isso limitava seu controle e seu poder de divulgação.

Veio então a WUKO (World Union Karate Organizations). Como o próprio nome dizia, uma entidade cujo objetivo principal era reunir todas as organizações soltas de karate e unificar a arte marcial.
Organizaram o primeiro campeonato mundial sério, com participação de atletas do mundo inteiro, em Paris , no ano de 1972.
Descontente com a arbitragem, os japoneses boicotatram a competição individual, e retiraram-se.
um dos maiores nomes do karate , sensei Nishiyama, fundou a IAKF (International Amateur Karate Federation), posteriormente mudando seu nome para ITKF (International Traditional Karate Federation), e organizou seu primeiro campeonato mundial em 1975, em Los Angeles.

De lá pra cá, as duas entidades caminharam separadamente.

Na década de setenta, havia portanto duas entidades organizando campeonatos mundiais: A WUKO e a IAKF juntamente com a JKA.

Na década de noventa, a ITKF começou a organizar seus próprios campeonatos internacionais, separando-se permanentemente da JKA.
O primeiro campeonato mundial da ITKF foi em 1990, no Peru.

Dali para frente, foi ladeira abaixo.

As siglas começaram a se multiplicar, e mais uma vez o karate se viu mergulhado em campeonatos divididos e campeões que jamais se enfrentavam. Todos queriam ser campeões, e todos queriam ser os principais mestres.

Grande parte dos mestres saiu da JKA, mas, sem querer seguir a linha sucessória natural, fundaram suas próprias entidades onde se tornaram os intrutores-chefes e presidentes.
Assim nasceram a SKIF (sensei Kanazawa), a JKS (sensei Asai), a Karatenomichi (sensei Yahara), a ISKF (sensei Okazaki)...

Infelizmente, a cada vez que saíam da JKA para fundarem suas próprias entidades, enfraqueciam mais e mais o karate. Não julgo seus motivos, até porque não os conheço, mas o fato é que o karate foi se enfraquecendo com as seguidas divisões.

Em 1996, durante o campeonato mundial de karate Tradicional reralizado na cidade de São Paulo, houve uma tentativa de unir as duas maiores organizações federativas da época: a ITKF e a WUKO (lembrando que a JKA não era uma entidade federativa, mas uma escola de karate Shotokan).
O intuito era fundar a WKF, com regras que contemplassem os atletas de ambas as federações.
Infelizmente a união não deu certo.
A WKF foi fundada, mas sem a participação de ninguém da ITKF.

A partir de sua fundação, a WKF cresceu imensamente, e filiou-se ao COI, iniciando sua participação nos eventos olímpicos nos Jogos Panamericanos de 1999. Atualmente está contemplada com a vaga nos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, como esporte-demonstração.

O número de organizações segue crescendo...

Em 2013 a ITKF se dividiu, e deu origem à New ITKF.

Como atleta e praticante, me sinto deprimido ao ver constantes divisões, e ao ver tantos campeões.
Todos mundo consegue ser campeão. Se não em uma federação, em outra.
Qual o valor verdadeiro disso? Será que é a medalha que vale, e não o significado dela?

De forma alguma estou criticando alguma organização em particular. Todas são culpadas.
Critico, sim, a ganância e a falta de flexibilidade que fazem com que as divisões aconteçam.
Quem sofre são os praticantes e os atletas. Sempre.

Resta aos atletas tentarem escolher as organizações que atendem aos seus desejos e expectativas. Afinal, escolhas não faltam hoje em dia. Tipo de pontuação, nível dos atletas, regras, etc.

Aos atletas resta também compreender e engolir o fato de que seus títulos não valem tanto quanto no passado.
Antigamente, alguém era campeão brasileiro de karate. E ponto final.
Na época de Ugo Arrigoni, Ronaldo Carlos, Robson Maciel, Jacaré, Caribé... o campeão era O campeão. Reconhecido, valorizado, recompensado pela conquista.
Hoje em dia...
Hoje são tantos os campeões brasileiros, tantas as organizações e categorias, que o valor se dilui...

O mesmo se aplica em relação às graduações. Como se comparar um faixa preta de uma organização com o de outra? Como seguir a hierarquia quando um praticante é terceiro dan de uma entidade e outro, com bem menos tempo de prática, é quinto dan por outra organização?

Repito a pergunta: qual será o futuro do karate?