domingo, 18 de setembro de 2016

XXVIII Campeonato Brasileiro de karate-dô Tradicional 2016


Kumite por equipes

Kata por equipes

Andrew Marques, campeão do kata individual

Kata individual

Kumite individual


Foi realizado nos dias 16, 17 e 18 de setembro de 2016 o XXVIII Campeonato Brasileiro de karate-dô Tradicional, em Curitiba, PR
Seguem abaixo os resultados.
OSS!

RESULTADOS

Masculino

- Kata individual: 1) Andrew Marques (SP)  / 2) Wender Amarante (MT)  / 3) Jean Laure (PR)

- Kata por equipes: 1) SP (Andrew Marques, Rodrigo Alves e Marcel Apolônio)  /   / 3) PR

- Fuku-go: 1) Maycon Bertolli (PR) / 2) Assad Adad (MT)  / 3) Jean Laure (PR) - 3) Danilo (RS)

- Kumite individual: 1) Matheus Cirillo (SP) / 2) Cristiano Conceição (BA) / 3) Fábio Simões (SP)

- Kumite por equipes: 1) PR  / 2) MT / 3) SP 


Feminino

Kata individual: 1) Martinna Rey (BA) / 2) Letícia Aragão (BA) / 3) Manuela Spessatto (RS)

Kata por equipes: 1) RS (Manuela Spessatto, Hannah Aires e Cristiane Babinski)  / 2) (BA)  / 3) MT

Fuku-go: 1) Martinna Rey (BA) / 2) Letícia Aragão (BA) / 3) Cristiane Babinski (RS)

Kumite individual: 1) Manuela Spessatto (RS) / 2) Auridéia Patrícia (SP) / 3) Walkyria Villas Boas (PR)

Kumite por equipes: 1) RS (Manuela Spessatto, Hannah Aires e Cristiane Babinski) / 2) PR / 3) BA

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

X Sulamericano JKA 2016


Manuela Spessatto (RS); Kata por equipes; Kumite por equipes

O ginásio aos pés da cordilheira dos Andes

Jayme Sandall (Brasil vs EUA)

A equipe campeã
Pódio kumite por equipes
Kumite por equipes 17-18 anos


Kata por equipes

Os atletas do kumite masculino adulto: Fábio Simões (SP), Jayme Sandall (RJ), Diego Andrade (BA), Rafael Moreira (RS), Sidiney Zucci (RS), Carlos Rodrigo (GO), Jaime Junior (SP) e Matheus Cirillo (SP)

Treino entre Diego Andrade e Jayme Sandall

Campeões!

Wagner Pereira

Foi realizado, nos dias 04 e 05 de setembro de 2016, o X Campeonato Sulamericano JKA, na cidade de Santiago, Chile.

Na verdade, apesar do nome ser mantido, a competição se transformou em um campeonato panamericano.
Delegações completas de Estados Unidos, Canadá, Panamá e México se uniram a Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Chile nessa que foi a maior competição sulamericana de todas na JKA.

Nas categorias de base, ficou evidente a evolução do Brasil. Nossos atletas impressionaram tanto, que escutei pessoalmente da boca do técnico argentino, sensei Prina: "as crianças do Brasil evoluíram muito! Muito mais do que as de todos os países, inclusive a Argentina. "

Com isso, conquistamos resultados fantástios. Mais do que isso, os menores competiram tão bem, com uma postura tão impressionante, que serviram de inspiração para os adultos.

Destaco aqui duas conquistas em particular: os títulos de kumite por equipes das categorias 15 - 16 anos, e 17 - 18 anos.
Na primeira, Enzo Silva (PA), Lucas Venito (RJ), Bernardo Barreto (SP) e Thomaz Frassá (RS) venceram a forte equipe paraguaia na final.
Na categoria 17-18 anos, João Lima (PA), Rafael Gameiro (SP), Piasky Simões (SP) e Petterson Lozinski (SP), venceram a disputa final contra os argentinos.

Em ambas as disputas, as equipes demonstraram união, garra, e técnica. Mas, acima de tudo, demonstraram espírito, e foram elogiados pelos mestres: "isso é o verdadeiro karate JKA"

Entre os adutos, no feminino, destaque para Manuela Spessatto (RS), que, ao conquistar os títulos de kata individual e por equipes confirmou a condição de maior campeã de todos os tempos em sulamericanos, entre homens e mulheres. A brasileira coleciona nada menos do que 15 títulos sulamericanos, distribuídos em três categorias (kata individual, kata por equipes e kumite por equipes)

A equipe de kata, formada ainda por Hannah Aires (RS) e Cristiane Babinski (RS), mostrou muito entrosamento e confirmou o favoritismo. No individual, Manuela mostrou um Gojushiho Sho fantástico, e mostrou que pode chegar ainda mais longe no mundial de 2017 do que o histórico quinto lugar de 2014.

No kumite, a campeã sulamericana de 2012, Juliana Vitral (MG), atropelou as adversárias com mae geri e gyako tsuki indefensáveis, até parar na semi-final, perdendo para a argentina Jeanette Castañeda, que acabou sagrando-se campeã da categoria.

Por equipes, Manuela Spessatto, Hannah Aires, Juliana Vitral e Bruna Lee (RJ), perderam na semi final para as chilenas. Ficaram com o bronze após a disputa da medalha contra as colombianas.

No masculino, Andrew Marques (SP), levou o bronze na disputadíssima categoria de kata individual, levando o Brasil ao pódio.
A equipe de kata, com Andrew, Marcel Raimo (SP) e Rodrigo Alves (SP), também ficou com o bronze. Infelizmente, esse ano eles não conseguiram repetir o título conquistado ano passado, no sulamericano do Brasil. Mas representaram nosso país de forma espetacular, e deixarama a certeza de que é possível conquistarmos um pódio nessa modalidade no mundial de 2017, na Irlanda.

No kumite individual, mais uma vez Rafael Moreira (RS) foi o melhor brasileiro, chegando pela segunda vez consecutiva à semi-final, depois de aplicar um ipon fantástico no argentino-brasileiro Roberto Mendes.
Infelizmente, o capitão da Seleção Brasileira perdeu a semi para Julio Silva (Chile), que na final, perdeu para Rodrigo Rojas (Chile).
Rodrigo sagrou-se tricampeão (2013, 2015 e 2016), igualando o feito de Jorge Rivas (Argentina), que levou o título em 2007, 2009 e 2010.

No kumite por equipes, a emoção de sempre. Disputas eletrizantes levaram as torcidas dos países ao delírio.

O Brasil venceu os Estados Unidos na primeira rodada por 3x2. Na semi-final, vencemos os mexicanos por 5x0.

Do outro lado da chave, a Argentina tirou os chilenos (medalha de bronze no mundial de 2014) por 5x0.
A grande final estava definida. Pela quarta vez consecutiva, o título mais importante do sulamericano seria decidido pelos maiores rivais das Américas.
Após perderem as finais de 2013 (Paraguai) e 2015 (Brasil), os brasileiros estavam com os argentinos entalados na garganta.

Na grande final, Jayme Sandall (RJ), Diego Andrade (BA) - maior destaque de kumite do Brasil na competição -, Fábio Simões (SP), Carlos Rodrigo (SP) e Rafael Moreira (RS) conseguiram garantir o título de forma dramática.
Jayme empatou a primeira luta contra Marcelo Monzón em 0 a 0, em uma luta onde os dois tinham seus golpes engatilhados, O primeiro que tentasse alguma coisa, seria pego pelo outro. Sem encontrarem brechas para atacar, empataram. 
Na segunda, Diego Andrade enfrentou o mesmo atleta que acabara de tirá-lo da disputa individual: o brasileiro radicado na Argentina, Roberto Mendes. Depois de levar um wazari, o baiano teve calma, coragem e técnica para virar a luta.
Fábio Simões, em seu último campeonato sulamericano, também começou perdendo para Ismael Schneider. Mas, lutando com o coração na ponta das luvas, conseguiu virar faltando menos de trinta segundos para o final da luta.

Carlos Rodrigo pegou o perigosíssimo Ramon, que acabou conseguindo vencer.

Rafael Moreira entrou para a última luta contra Jorge Rivas com o placar em 2x1 para o Brasil.
A luta foi tensa, e Rafael conseguiu o primeiro wazari. Valente, o argentino partiu para cima e empatou.
Mas o brasileiro não se deixou provocar, e com muita frieza e competência segurou o empate, e o Brasil ficou com o título.

Pentacampeõs de kumite por equipes!

Únicos remanescentes da primeira geração dessa Seleção Brasileira JKA, que participou do I Sulamericano (2002), Manuela Spessatto, Jayme Sandall, Rafael Moreira e Letícia Aragão (BA), fizeram história ao participarem dessa décima edição da maior competição da JKA nas Américas.

Além deles, apenas mais dois atletas, entre todos os países, participaram tanto do primeiro, quando do décimo sulamericano: Jorge Rivas e Jeannette Castañeda, ambos argentinos.

Esse ano, sensei Machida nomeou técnicos da Seleção Brasileira os mestres Ugo Arrigoni (RJ) e Kazuo Nagamine (SP)
Os dois, profundos conhecedores do karate-dô JKA, foram inteligentíssimos na condução dos treinamentos e da competição. Eles delegaram a função de sub-técnicos aos atletas mais experientes, e com isso nenhum brasileiro ficou sozinho em suas disputas. Os mais novos sentiram-se seguros e competiram melhor. Além disso, qualquer problema maior que surgisse, os dois mestres estavam sempre por perto, e resolviam na hora. os dois pareciam onipresentes, atentos a tudo e dispostos a fazer qualquer coisa para auxiliar os atletas. Grandes mestres que foram fundamentais em cada conquista da nossa Seleção nesse sulamericano.

Contaram ainda com a ajuda de Wagner Pereira (SP), que trabalhou muito, sempre com o intuito de ajudar. Tendo uma relação muito próxima aos atletas do kumite adulto, ele se desdobrou para estar presente em todas as áreas de luta sempre que um brasileiro estava lutando.

Fica aqui registrado o profundo agradecimento da Seleção Brasileira a todos que se esforçaram para que a nossa delegação pudesse competir da melhor forma possível. Um especial agradecimento a Roberto Tanaka e Renato Kurihara, que trabalharam de forma incansável na solução de qualquer problema, sempre preocupados com o bem estar dos atletas; aos árbitros e professores que viajaram com a delegação; ao sensei Alfredo Aires pelo excelente trabalho junto à comissão técnica da sulamérica.

Nenhum atleta se faz sozinho, e nenhuma seleção conquista nada sem o trabalho de muitas pessoas. Se, na hora das competições, que brilha são os atletas, isso só é possível devido ao trabalho de base de incontáveis pessoas.

OSS!



segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Chinzô Machida vence no MMA


Nessa sexta feira, 26 de agosto de 2016, o maior campeão da história do karate Tradicional - JKA do Brasil, Chinzô Machida, venceu em sua volta aos ringues depois de mais de dois anos sem lutar (sua última luta de mma foi a vitória sobre Dmitry Garasimov, em junho de 2014).

Dessa vez, lutando pelo Bellator 160, na Califórnia, EUA, o irmão mais velho de Lyoto venceu Mario Navarro, com um impressionante ura zuki (soco em gancho), com direito a kiai (grito característico dos golpes de karate Shotokan).

Chinzô mostrou que está totalmente recuperados das lesões que o perseguiram nesses últimos anos.

12 vezes campeão brasileiro de kumite individual (5 pelo Tradicional e 7 pela JKA), além de ter sido vice-campeão mundial JKA de kumite individual (Austrália, 2006), Chinzô é considerado o maior lutador brasileiro de karate Shotokan de todos os tempos. Integrante da Seleção Brasileira JKA de 1998 a 2012, ele migrou para o mma definitivamente em 2012, e já acumula três vitórias seguidas.

Fica a torcida para que ele continue seu caminho de vitórias, representando o karate JKA.

OSS!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Nota de falecimento: Sensei Fernando Athayde


Mais um integrante da Geração de Ouro do karate brasileiro nos deixou.
O sensei Fernando Athayde faleceu aos 64 anos de idade, juntando-se aVictor Hugo Blanco Bittencourt, Ronaldo Carlos e Paulo Góes.
Foi uma perda imensa para o karate brasileiro, que perde com o falecimento de Athayde, uma parte importantíssima de sua história.

Integrante da Seleção Brasileira no Panamericano de 1978 (Canadá), fez parte da equipe de kumite que trouxe o título para o Brasil. Aluno do sensei Takeushi, Fernando Athayde tinha como tokui kata o Hangetsu, e seu kumite era caracterizado pela técnica refinada, aliada a um espírito de luta ímpar.

Fica aqui expressado o profundo pesar da comunidade do karate. Fique com Deus.

OSS!


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O karate é olímpico! E agora?


Foi decretado pelo COI que o karate será uma das modalidades que entrarão nas Olimpíadas de Tóquio, em 2020.

Mas qual karate, afinal? Há tantas federações e organizações, que fica difícil de entender.

Na verdade, não é tão difícil...
A federação que foi contemplada com a entrada nas Olimpíadas foi a mesma que já está presente nos Jogos Regionais, Jogos Abertos, Jogos Panamericanos, e Jogos Mundiais: a WKF

Para mim não causou nenhuma surpresa a escolha dessa organização, já que é aquela que, há décadas, vem se preparando e se moldando aos desejos do COI.

Com o objetivo de ser modalidade olímpica, a WKF passou a priorizar 100% as competições, e o karate virou um esporte. Deixou de ser uma luta, para virar um esporte.
Escrevo isso sem criticar. É apenas um fato.
O uso de protetores de tórax, luvas bem acolchoadas e caneleiras serve para evitar qualquer tipo de acidente. Não há mais como se nocautear batendo no corpo, e os golpes fortes no rosto são proibidos.
Com isso, os acidentes são minimizados - exatamente como pede o COI.

O karate Kyokushin, JKA e o Tradicional, são considerados muito violentos, e sempre serão, para os padrões do COI.
O uso de luvas pequenas, e a ausência de protetores de tórax e caneleiras, além da exigência do kime (força total nos golpes) e do sistema de pontuação de dois wazari ou um ipon (semelhante ao Judô), faz com que os golpes sejam mais fortes, e as consequências mais sérias...
Comumente vemos nocautes nas lutas da JKA e do Tradicional. Seja por golpes devastadores no corpo, seja por golpes válidos no rosto.

Mas isso quer dizer que a WKF é mais fraca?

Claro que não! São apenas objetivos diferentes, devido a regras diferentes.
Na WKF, o objetivo é tocar, então o que se prioriza é a velocidade. Os pontos múltiplos, fazem com que os atletas sejam mais versáteis.
Em contrapartida não se preocupam tanto com a potência das pancadas ou com a postura dos golpes.

E agora, o que muda para os praticantes de karate espalhados pelo mundo?

Para aqueles que já competem pela WKF, melhora muito, porque agora terão mais visibilidade e patrocínios, além de poderem sonhar com a participação em uma olimpíada.

Para as outras tantas organizações, creio que não haverá grandes mudanças. Aqueles que preferem um karate mais tradicional, com sistema de shobu ipon (dois wazari ou um ipon), sem proteções no corpo ou nas pernas, e possibilidade de nocaute, continuarão em suas organizações.
O Kyokushin é outro exemplo: suas regras exigem nocaute, eles não usam luvas e não podem socar no rosto. Vão continuar assim.
Já não éramos olímpicos, e continuamos na mesma situação.


Dou outro exemplo de duas lutas de chão: o jiu jitsu não é olímpico, a luta-livre é. Mesmo assim, há muitas pessoas que preferem praticar, lutar e competir na arte suave, mesmo sem poderem jamais sonhar com uma Olimpíada. Esses lutadores não abandonam o jiu jitsu pela luta-livre só para tentarem participar de uma Olimpíada.

Agora, resta a todos seguirem seus corações, escolherem a arte marcial e as regras que mais lhe agradem.

Há espaço para todos.

OSS!

** No link, matéria publicada no Portal do Vale Tudo
/http://portaldovaletudo.uol.com.br/hexacampeao-brasileiro-de-karate-analisa-inclusao-da-modalidade-nos-jogos-olimpicos/

segunda-feira, 4 de julho de 2016

I Campeonato Brasileiro de karate unificado

** Fotos por Daniel Ferrentini





























Aconteceu, nos dias 02 e 03 de julho, na cidade de São paulo, SP o I campeonato brasileiro de karate unificado.

Na tentativa de criar uma organização única, que abrigue competições de karate em três diferentes regras, foi realizado pela UBK o o campeonato unificado. O objetivo final é o de entrar na olimpíadas.

A organização do evento foi impecável. Ao mesmo tempo, ocorriam disputas de karate geral (pontos múltiplos e divisão por peso), karate Tradicional (dois wazari ou um ipon, sem divisão de peso) e karate de contato (vitória por nocaute ou decisão)

No karate Tradicional, aconteceu a Copa Brasil, evento-teste onde alguns dos melhores atletas do Brasil se enfrentaram.

O atleta-revelação e grande campeão do kumite individual foi Matheus Cirillo (SP), atual campeão paulista JKA e que estreará pela Seleção Brasileira JKA no sulamericano de setembro, no Chile.
Na final, Matheus venceu o destaque da competição: Jean Laure (PR).
O paranaense já tinha vencido no fuku-go (disputas alternadas de kata e kumite), e, mais tarde, liderou a equipe paranaense rumo ao título de kumite por equipes.
Mas no individual, o jovem Matheus soube impor melhor o seu jogo.

Que esse tenha sido o primeiro de muitos eventos de um karate unificado. Isso é o que o karate mais precisa no momento: união.

OSS!

** Texto com a colaboração de Ary Arsolino

Em breve , fotos do evento, tiradas por Daniel Ferrentini.
OSS!



sexta-feira, 1 de julho de 2016

Quando todo mundo é campeão...


No início, o karate era o máximo. Chegar à faixa preta, era uma missão dificílima, um feito alcançado por uns poucos, que trilhavam um caminho duríssimo durante anos.
Com a popularização da arte marcial, professores picaretas começaram a se reproduzir em escala industrial, de olho em um mercado onde podiam ganhar muito dinheiro dando aulas e, principalmente, distribuindo faixas e graduações.
Com isso, ser faixa preta de karate passou a ser comum. Com o nível técnico dos faixa preta despencando, nossa arte marcial passou a ser considerada fraca. Ser faixa preta de karate não significava mais nada.

Certa vez, ouvi de um profissional de MMA dos Estados Unidos a seguinte frase: " Aqui nos Estados Unidos, você encontra meia dúzia de faixas pretas de karate em cada esquina..."

Restavam as competições, onde separava-se o joio do trigo: os picaretas não tinham vez, porque tinham que enfrentar atletas do quilate de Ronaldo Carlos, Ugo Arrigone, Denílson Caribé, entre outros. Internacionalmente, os campeões eram Tanaka, Yahara, Kagawa, Frank Brennan...

Nesse meio, impossível alguém fraco se sobressair.
Ser campeão de karate ainda significava alguma coisa.

Mas até isso conseguiram estragar...

Atualmente, são tantas as divisões, tantas as federações e organizações, que todo mundo começou a ser campeão. Se não consegue ser campeão em uma federação, basta ir para outra e tentar lá.
Essa parece ser a filosofia de muitos atletas.
Vejo se perderem os valores reais da arte marcial e até do esporte como um todo. A vontade de ser campeão pelo título em si, pela medalha, é mais forte do que a ideologia de realmente ser o melhor naquele meio onde você considera que estão os melhores.

Claro que há exceções. São aqueles atletas que buscam o título que consideram o mais difícil; aqueles que lutam contra os adversários que consideram mais fortes.

Mas, repito: em tempos de tantas organizações, como separar os melhores lutadores?


Quando todo mundo é campeão, ninguém é campeão...
OSS.