quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011

Mais um ano que se vai, passa voando, tão rápido que às vezes a gente nem sente.
2011 foi um ano excelente para o karate Tradicional / JKA brasileiro.
Em maio, tivemos o XXII Brasileiro JKA, na cidade de Arujá, SP. O curso pré-competição contou com a presença ilustre do sensei Imura (JKA - Japão), e foi um dos mais lotados desde 1999. A competição, também com um número recorde de atletas, consagrou Fábio Simões como um dos maiores lutadores de karate do Brasil. Fabinho (SP) conquistou o tricampeonato no kumite individual na final contra Jayme Sandall (RJ). No feminino, domínio da gaúcha manuela Spessatto, campeã do kata e do kumite individual.
A competição marcou o retorno de Rafael Moreira (RS), e Marina Brito (PA), ambos recuperados de cirurgias no joelho.

Em junho foi realizado depois de 18 anos o campeonato Sul-Sudeste, no Rio de Janeiro. Esse evento, que homenageou o saudoso Victor hugo Blanco Bittencourt, marcou o renascimento do karate carioca e foi o primeiro passo para a realização, em 2012, do Brasileiro JKA na Cidade Maravilhosa.
a grande final trouxe Jayme Sandall (RJ) e Ricardo Buzzi (PR) em um duelo emocionante, vencido no detalhe pelo carioca. No feminino, Manuela Spessatto venceu kata e fuku-go, deixando o título do kumite nas mãos da paranaense Walkyria Fernandes.
No mês seguinte, o XX Norte-Nordeste agitou Fortaleza, consagrando a excelente fase de Take Machida, que conquistou o título de kumite individual.

Agosto foi o mês do Mundial da JKA, realizado em Pattaya, Tailândia. O Brasil chegou à grande final do kumite por equipes pela primeira vez na história da JKA, tendo passado pelo caminho por pedreiras como África do Sul, Nova Zelândia, Estados Unidos e Canadá. Jayme Sandall, Take Machida (PA), Alison Batista (SP), Diego Andrade (BA), Rafael Moreira (RS) e Wagner Pereira perderam na final, mas saíram da Tailândia com a honrosa prata no peito.

Setembro trouxe o Brasileirão Tradicional, pela primeira vez em solo catarinense, na cidade de Joinvile. O veterano Elias Carvalho (BA), venceu a categoria Especial, na final contra Ronaldier Nascimento (AL), enquanto Jayme Sandall venceu o kumite individual do Absoluto, na final contra o companheiro da Seleção Brasileira JKA Alison Batista. Rodrigo Lúcio (MT), foi o grande destaque, vencendo kata individual e por equipes, enbu masculino e misto, e fuku-go, saindo de Joinvile com cinco títulos brasileiros na bagagem.
No feminino Especial, Walkyria Fernandes repetiu a atuação no sul-sudeste e venceu a categoria ko-go kumite, na final com a compatriota e companheira de seleção Suellen de Souza. Na categoria Absoluto, domínio total de Daniela Baldini (BA), que levou os títulos de kata, kumite e fuku-go.

Para fechar o calendário das competições nacionais/internacionais, o Panamericano Tradicional, realizado em Santiago, Chile.
O Brasil foi o grande campeão do evento, com destaque para as mulheres, que levaram os títulos nas três categorias individuais: Lelia Batista (BA) no fuku-go, Jamilly (BA) no kumite e Adairce Castanhetti (MT) no kata, além de terem levado o ouro também no kata por equipes (Adairce, Wildslayne e Arlene) e no enbu misto (Martinna e Arlen).
No kumite por equipes masculino, mais um ouro para o Brasil, com Jayme Sandall, Vinícius Sant'Ana (PR), Jean Edoardo (PR) e Vinícius Moreno (MT) - este último o grande campeão também do kumite individual.

No MMA, tivemos bons e maus momentos, com Vitor Belfort (derrotado por Anderson Silva e vencendo Akiyama) e Lyoto Machida (vencendo Randy Couture e perdendo para Jon Jones).

Enfim, foi um ano especial para o karate brasileiro, com grande destaque no cenário internacional.
A espectativa para 2012 é de um ano de grandes eventos e muito sucesso para o karate brasileiro no sulamericano JKA do Peru e no Mundial Tradicional da Polônia. Teremos também as lutas de Vitor e Lyoto, que representam o karate nos palcos do MMA mundial.
Agora é só esperar 2012.
OSS!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Homenagem da prefeitura de Juiz de Fora aos atletas do karate


Há alguns anos o karate Tradicional / JKA de Minas Gerais tem como grande incentivador o professor e atleta Rousimar Neves.
Rousimar é, hoje, o maior atleta de kata do Brasil na JKA, sendo tricampeã brasileiro por equipes e tetra individual. Pela Seleção Brasileia JKA, conquistou o título sulamericano pela primeira vez na história do karate JKA brasileiro em 2010, em Belém, PA.
Juntamente com seus alunos (destaque para os companheiros de kata por equipes Fernando Macêdo e Bernardo Braga), ele tem representado o Estado de Minas Gerais de forma brilhante, trabalhando para o engrandecimento do karate.
Fica aqui o agradecimento ao governo de Juiz de Fora pela belíssima iniciativa de homenagear os atletas que representam o Estado e o país em competições ao redor do mundo.
OSS!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Matérias Históricas

Recentemente, coloquei as mãos em um verdadeiro tesouro da história do karate brasileiro. São vários recortes de jornal originais das décadas de sessenta e setenta - época em que o karate tinha grande destaque na mídia - onde uma parte da história do karate é contada, através de fotos, entrevistas e matérias sobre as grandes competições da época.
Alguns jornais são tão antigos que quase se desfazem quando manuseados.
Abaixo, segue uma delas, quando a Bahia sagrou-se campeã brasileira de kumite por equipes, em cima do todo-poderoso Estado da Guanabara (que mais tarde se tornaria Rio de Janeiro), e Dorival Caribé venceu o kumite individual na grande final contra Paulo Góes (RJ), então bicampeão.
Na primeira foto, a matéria completa, e nas outras, a mesma matéria fragmentada, o que facilitará a leitura.
OSS!




terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Vitor Belfort vs Anthony Johnson



Vitor Belfort, Vinicio Antony e Jayme Sandall, na Barra Gracie


Vitor Belfort tem treinado duro, preparando-se para seu próximo desafio: o UFC 142, que será realizado dia 14 de janeiro, no Rio de Janeiro.
Seu adversário será o duríssimo norte-americano Anthony Johnson, especialista em kung fu Sanshou e Wrestling.
Com 27 anos, Johnson virá para cima com tudo, tentando trazer o combate para a trocação de curta distância, onde soltará cruzados perigosos e um chute de perna esquerda demolidor. Do outro lado, Belfort pretende fazer o jogo de entra e sai do karate, aliado às sequências do boxe, que lhe são características.
Caso leve a luta para o chão, o wrestler terá que tomar muito cuidado, pois o chão de Vitor é  superior, e seu poder de finalização é muito grande. Aluno do mestre Carlson Gracie, Vitor tem treinado na academia Barra Gracie, com alguns dos maiores lutadores de chão do mundo.
Os treinos de karate também seguem firme, com Vinicio Antony e Jayme Sandall.
Hoje Vitor retorna para Las Vegas, onde continuará sua preparação, retornando ao Brasil 12 dias antes da luta, para terminar de afiar as armas e lapidar a técnica.
OSS.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Jon Jones derrota Lyoto Machida

Apesar de estar melhor no primeiro round...
Lyoto foi finalizado pelo campeão.



Na luta principal do UFC 140, realizado em Toronto, Canadá, na noite desse sábado (20/12), Lyoto Machida foi derrotado pelo campeão, Jon Jones.
No primeiro round, Jon Jones chegou com sua marca registrada: a postura discutível frente aos adversários, fazendo brincadeiras e chegando mesmo a ficar agachado, com as mãos no chão, diante do oponente. Mas, para surpresa do campeão, Lyoto demonstrou domínio do octagon, escapando de todos os ataques do americano, e conseguindo encaixar alguns golpes. Em um deai, Lyoto acertou com força o rosto de Jones, que chegou a cambalear para trás, enquanto o carateca tentava uma sequência de socos, sem sucesso.
No primeiro round, Lyoto venceu por uma ligeira vantagem, deixando seus fãs animados e esperançosos.
Mas no segundo round, Jon Jones mostrou porque, além de ser o atual campeão, é considerado um fenômeno, um lutador praticamente imbatível.
Ele voltou muito melhor do que no primeiro assalto. Desde os primeiros segundos teve o controle do octagon, e literalmente caçou o brasileiro. Com um swing (soco semi-circular de cima para baixo) que pegou com força, ele balançou Machida, e conseguiu clinchar, levando o brasileiro para o chão com uma bela queda. Aí, Jones estava em seu melhor elemento.
Com uma única cotovelada, o americano abriu um corte feio na testa do carateca, que mesmo ferido e sangrando muito, consegui se levantar. O árbitro interrompeu a luta para que o médico visse a gravidade do corte, e logo reiniciou o combate, partindo novamente do clinche.
Os dois se afastaram, e logo em seguida Jones entrou com um cruzado de esquerda, que pegou em cheio enquanto Lyoto entrava junto tentando o deai.
Machida caiu, e imediatamente Jones o pegou na guilhotina. Lyoto levantou-se de imediato, e tentou se livrar da pegada do adversário, em vão. Jon Jones estava firme no estrangulamento, e o guerreiro brasileiro não bateu, não desistiu.
Lyoto foi finalizado de pé, e quando o árbitro parou a luta (tarde demais), ele caiu desacordado no chão do octagon.
Para os fãs e amigos de Lyoto, fica a tristeza de vê-lo cair, ser derrotado de forma tão dura; por outro lado, fica o orgulho de tê-lo visto vencer o primeiro round, e ser guerreiro até o fim, não desistindo nem quando tudo já estava perdido.
Parabéns ao campeão Jon Jones, que com sua técnica completa e extrema calma dentro do octagon, dificilmente vai ser derrotado.
Parabéns também a Lyoto, por mais uma vez ter representado tão bem seu país, sua família e toda a comunidade do karate Tradicional / JKA.
OSS.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Jon Jones vs Lyoto Machida

Lyoto recebendo instruções de Paulo Afonso









Chinzô Machida comandando os treinos de seu irmão




* Todas as fotos tiradas por Sydney Oliveira


No próximo dia 10 (sábado), a partir da meia noite (horário de Brasília), será realizado o UFC 140, na cidade de Toronto, Canadá.
Na luta principal da noite, Jon "Bones" Jones colocará o cinturão dos meio-pesados em disputa contra o nosso carateca Lyoto Machida.
Esse será, sem dúvida, o maior desafio da carreira do brasileiro.
Jones é uma fenômeno, um atleta que teve ascensão meteórica em um esporte de altíssimo grau de dificuldade e competitividade. Além de ter uma trocação de primeira linha, e um domínio no chão invejável, o americano tem uma qualidade inerente aos grandes lutadores: a frieza.
A exemplo de Anderson Silva (que muitas pessoas gostam de comparar com "Bones"), Jon Jones é um lutador calmo, frio, que calcula todos os seus movimentos na luta, sem se deixar levar pelo nervosismo, ansiedade, medo ou raiva.

Digo por experiência própria que esses são os piores adversários a se enfrentar.
Quando luto em alguma competição, não temo o adversário que faz cara feia, rosna, bate nos outros. Não temo aquele que vem com tudo, que luta partindo para cima cheio de vontade. Tenho receio, isso sim, daqueles que entram sorrindo, sem um pingo de emoção aparente, e que na luta se comportam como se estivessem em qualquer lugar, menos em um koto de competição.
O fenômeno Cristian Salvemini (Argentina), é um exemplo de lutador calmo e tranquilo. Não à toa ele tem 10 títulos sulamericanos...
Voltando à luta que interessa: Jon Jones, com sua calma e sua extrema confiança, aliadas à técnica completa, é um cara quase imbatível.

Quase...

Se há alguém com totais chances de vencer o atual campeão dos meio-pesados, é Lyoto Machida.
Isso porque acredito que a maior vantagem de Jones, sua confiança, pode também ser sua maior fraqueza.
Caso ele entre muito relaxado - como faz normalmente - pode ser um prato cheio para o deai (golpe de encontro) de Machida. Basta ele dar uma daquelas entradas sem muito objetivo que de vez em quando solta nas lutas. Se Lyoto estiver com o gatilho do gyako tsuki armado, pode ser fatal...
Além disso, temos que ver que Lyoto é difícil de ser pego, seja em cima seja com quedas. Então fica a pergunta para o córner do americano: qual será a sua estratégia? Se partir para cima, vai ser difícil pegar Lyoto, e se ficar esperando, bem, Machida é bem mais rápido e seus ataques são muito perigosos.
Sem querer ficar em cima do muro, e tentando não ser parcial (o que é impossível), acho que vai dar Lyoto.
De qualquer forma, vale a pena assistir a essa que, sem dúvida - e com o resultado que der - será uma grande batalha.
OSS!




** No link, o conselho de Vitor Belfort para Lyoto:

http://sportv.globo.com/site/eventos/combate/noticia/2011/12/belfort-aconselha-lyoto-machida-para-derrotar-jon-jones-usa-o-karate.html

terça-feira, 29 de novembro de 2011

XVI Campeonato Panamericano de karate Tradicional

Pódio do kumite por equipes
Seleção perfilada
Vinícius Moreno (MT), Jayme Sandall (RJ), José Renato (RJ), Jefferson Aragão (BA) e Elias Carvalho (BA)
Lelia Pires (BA)
Vinícius Moreno e Vina (PR)



Aconteceu nos dias 26 e 27 de novembro o XVI Campeonato Panamericano de Karate Tradicional, na cidade de Santiago, Chile. A competição contou com a presença de dez países. Paralelamente, foi realizada a IV Copa Internacional Interclubes.
O treinamento foi todo realizado na capital chilena, e a Seleção ficou junta todo o tempo, fosse nos quatro treinos diários, comandados pelo técnico, sensei Tasuke Watanabe, fosse nas refeições ou mesmo no pouco tempo livre que nos sobrava. Isso criou um vínculo muito forte e uma sensação de unidade na Seleção, o que nos fortaleceu para a competição.
A delegação foi composta por nove homens e nove mulheres, onde todos disputaram ao menos uma categoria.
No enbu misto, a dupla baiana Martinna Rey e Arlen brilhou, levando o ouro de forma incontestável; No kata por equipes feminino, a equipe liderada pela capitã Adairce Catanhetti (MT) também levou o título, deixando a equipe dos Estados Unidos com a prata. As mato-grossenses Arlene Amarante e Wildlayne Amarante completaram o time campeão. No kata individual feminino, nossa supercampeã Adairce (20 vezes campeã brasileira, consecutivamente), trouxe para o Brasil, mais uma vez, o título panamericano.
Na final do fuku-go feminino a brasileira Lélia Pires (BA) travou uma batalha com a argentina Augustina. As duas se alternavam no desempate do ko-go (modalidade que em 2011 substituiu o shiai kumite feminino, onde as atletas se alternam em ataques de, no máximo, quatro golpes), até que a baiana fez um wazari limpo, e levou o título. Walkyria Fernandes (PR) ficou com o bronze.
No ko-go, a novata da Seleção, Jamilly (BA), mostrou a que veio, sagrando-se campeã na final contra a norte-americana Soolmaz. Manuela Spesatto (RS), completou o pódio.
Os baianos Jefferson Aragão e Elias Carvalho ficaram com o bronze no enbu masculino. Jefferson levou a prata no kata individual, cujo título ficou com o pentacampeão mundial Marcos Morón (Peru). O multicampeão peruano fez Gojushiho dai na final, contra Gojushiho sho do brasileiro. Particularmente achei o kata do baiano bem superior, com mais velocidade e kime, além de uma técnica refinada (característica dos atletas da Bahia).
O time brasileiro do kata por equipes bateu na trave, conquistando a prata com um Sochin fortíssimo. Na aplicação, Vladimir Zanca (MT) não poupou os paranaenses Vinícius Sant’Ana e Jean Laure, batendo firme em cada golpe. Zanca e Vinícius disputaram o terceiro lugar no fuku-go, com vitória do mato-grossense por um jogai. A final foi decidida entre os norte-americanos Sasa Panic, que sagrou-se campeão, e Taichiro Daijima.

Kumite
No kumite individual, grande rivalidade entre os lutadores dos dez países participantes. No Panamericano, o contato no rosto foi muito tolerado, e não se viu nenhuma desclassificação. As lutas foram muito duras, e as pancadas firmes como devem ser no karate Tradicional.
Em minha estréia na Seleção Brasileira Tradicional, não tive moleza, e peguei o canadense Todd Parker, atual vice-campeão da Copa Mundial, evento que reúne os oito melhores lutadores do mundo. Depois de passar por essa pedreira, peguei Sasa Panic (EUA), que tinha acabado de sagrar-se campeão no fuku-go. Venci e segui adiante na chave. Do outro lado, Vinícius Moreno (MT), vinha vencendo suas lutas de forma convincente. O terceiro brasileiro na modalidade, Elias Carvalho(BA), perdeu para um canadense em uma decisão dividida dos árbitros, onde o central decidiu em favor do atleta do Canadá.
Esse mesmo canadense venceu um aluno do sensei Justo Gomes na semi-final, classificando-se para a grande final. Do outro lado, eu e Vinícius Moreno batalhamos pela outra vaga da finalíssima, com vitória do mato-grossense por um wazari.
Eu chutei mae geri, e ele defendeu e contra-atacou gyako tchudan no tempo exato. Depois disso corri atrás e chegei a encaixar um mae tobi geri que me rendeu um jogai, mas não consegui empatar. Mérito total de Vinícius, que na final não deu chances ao canadense e sagrou-se campeão panamericano, com todos os méritos. Na disputa do bronze venci o argentino e trouxe a medalha para o Brasil.

No kumite por equipes, passamos pelos fortes canadenses em uma semi-final, enquanto a Argentina vencia os Estados Unidos na outra. Mais rivalidade impossível na grande final...
Brasil VS Argentina.
O campeão individual Vinícius Moreno abriu a final, vencendo por um wazari. Vinícius Sant’Ana pegou o atleta que ficou em quarto lugar no individual, e segurou o resultado, empatando sua luta e entregando para mim com a vantagem de um wazari. Fechando a série, lutei com um argentino grandão, que tinha como maior arma o ashi barai. Mas consegui encaixar dois wazari e o título ficou com o Brasil.

Na Copa Interclubes, hegemonia brasileira, com os títulos de kumite individual masculino (Ruyter, PR), kata individual masculino (Roberto Mendes, RJ), kata feminino (Martinna Rey, BA) e Kogo feminino (Lélia Pires, BA).
Em breve, na página “Resultados Tradicional”, os resultados completos do Panamericano e da Copa Interclubes.
OSS!

sábado, 19 de novembro de 2011

Um novo desafio

Amanhã partirei para a última competição do ano: o Campeonato Panamericano de Karate Tradicional.
Mais um desafio em um ano movimentado, onde fiz 35 lutas em 4 competições (Brasileiro JKA, Sul-Sudeste Tradicional, Mundial JKA e Brasileiro Tradicional).
Será minha primeira vez participando do grupo da Seleção Brasileira de karate Tradicional, e estou ansioso para treinar com as maiores feras do karate Tradicional brasileiro. Lá será definido quem fará o que, e por isso ainda não sei exatamente em qual modalidade participarei, e isso aumenta ainda mais a ansiedade.
O Panamericano será realizado dia 26 de novembro, na cidade de Satiago, Chile.
Assim que eu voltar, escreverei no blog sobre todos os detalhes da maior competição de karate Tradicional das Américas.
OSS!!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Hansoku: derrota dupla

Hansoku: desclassificação do atleta. Vitória do outro, e fim de luta.
A desclassificação pode ocorrer por diferentes motivos, entre os quais excesso de contato, bater após o árbitro mandar parar a luta (yame), sair três vezes do kotô (nas regras JKA), desrespeito ao árbitro ou ao adversário.
Na minha visão, hansoku por excesso de contato é uma derrota dupla. Ninguém sai ganhando com essa desclassificação. Quem gostaria de vencer assim, apanhando? Ou perder assim, batendo?
O controle dentro das regras do karate Tradicional ou JKA é parte integrante da filosofia das competições, e deve ser respeitado. É claro que pode bater, dentro de um limite, e é claro que acidentes acontecem. Mas já vi muitas vezes atletas forçarem essa desclassificação. E isso dos dois lados da moeda.
Parece mentira, mas já vi atletas que literalmente dão a cara para bater, na tentativa de forçar uma desclassificação do outro. Ou ainda fingem que o golpe foi mais forte do que na verdade foi, para vencerem. Para mim, isso é confessar inferioridade, como se fosse um atestado de que se é mais fraco do que o outro. É deixar o medo falar mais alto, e tentar usar de subterfúgios para vencer a qualquer custo. É, na verdade, lutar sem um pingo de honra.
Do outro lado, já vi lutadores que batem de propósito, não com o intuito de fazerem pontos, tentar vencer a luta, mas simplesmente para machucarem o oponente, muitas vezes desejando uma desclassificação. Por exemplo, já vi atletas que levaram um wazari, e sentiram que não teriam condições de virar a luta, e simplesmente bateram “para não perder”. Ah, sim, porque para certos atletas, perder de hansoku, machucando o oponente, não é perder.
Que besteira...
Se um lutador quiser sair na porrada com outro, bater de verdade, para nocautear, que avise ao adversário. Convide-o para uma luta de jiu kumite dentro da academia, e se ele aceitar, ótimo, façam o que quiserem. Agora, inscrever-se em uma competição, fazer um juramento do atleta afirmando que promete competir respeitando as regras, etc, etc, e depois enfiar a mão no adversário, é covardia. É claro que não estou falando de golpes bem aplicados, que às vezes acontecem de serem muito fortes, e levarem até mesmo ao nocaute. Falo dos golpes sujos, de deixar bater em baixo para afundar a mão em cima, de bater depois do yame. Falo dos golpes mau-intencionados.
Ter coragem é entrar para vencer, nos pontos, fazendo wazari ou ipon.
OSS!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Mundial JKA 1977

Quase todo mundo soube do feito do Brasil no último Mundial da JKA, realizado em Pattaya, Tailândia, quando a equipe chegou à final contra o Japão, perdendo por 3x1.
O que muito pouca gente sabe, entretanto, é que no Mundial da JKA de 1977, realizado na Budokan em Tóquio, Japão, a equipe de kumite do Brasil fez uma “final antecipada” com a equipe japonesa. Escrevo “final” porque foi a luta mais difícil para o Japão, dentro de casa, com uma seleção dos sonhos.
Na época, o Brasil tinha um campeão mundial de kumite individual (Luiz Tasuke Watanabe, Paris 1972), e um vice de kata e kumite individual (Ugo Arrigoni, Cairo, 1976), além de outros grandes nomes, campeões panamericanos.
Infelizmente, por uma falta de sorte, o Brasil pegou logo de cara a equipe favoritíssima ao título: o Japão. Tenho certeza de que se estivessem em chaves separadas, só se enfrentariam na grande final, porque para vencer essa equipe do Brasil, naquele ano, só mesmo o Japão.
Talvez haja imagens desse encontro fantástico, mas não conheço ninguém que as tenha. Mesmo assim, há que se documentar a participação histórica dos nossos lutadores na época de ouro do karate, quando todos competiam juntos, sob a bandeira da JKA.
Os fatos aqui descritos me foram narrados pelo sensei Ugo Arrigoni, que fazia parte da equipe titular, e Ricardo Arrigoni, seu irmão, que estava presente junto com a delegação brasileira.
Os Brasil vinha com o que tinha de melhor: Ronaldo Carlos (RJ), Antônio Fernando Pinto (MG), Ugo Arrigoni (RJ), Dorival Caribé (BA) e Luís Tasuke Watanabe (RS). Victor Hugo Bittencourt era o preparador físico, e ninguém menos do que Tadashi Takeuchi era o técnico.
Pelo Japão, Tabata, Mori, Masahiko Tanaka, Yahara e mais um que eles não se lembravam o nome.
Antes do confronto, sensei Takeuchi chamou Tabata, que passava perto. Este mostrou imenso respeito pelo técnico do Brasil, e eles ficaram conversando por alguns minutos, sob o olhar de Ricardo Arrigoni. No final, os dois começaram a rir, e se despediram.
- O que foi que o Sr. conversou com ele, sensei?
Ainda rindo, Takeuchi disse:
- Perguntei de o mae geri dele ainda era ruim. Ah, e peguei a ordem dos lutadores japoneses, para que a gente possa armar nossa equipe, né?
Para constar, Tabata era conhecido como o melhor mae geri do planeta.
Sensei Takeuchi armou a equipe, que surpreendeu os japoneses, que venceram por apenas 2x1.
Ronaldo Carlos e Watanabe empataram, Antônio e Dorival perderam, e Ugo venceu Yahara, assombrando o mundo, que até então considerava os japoneses como praticamente invencíveis.
No duelo dos campeões mundiais, Watanabe empatou com Masahiko Tanaka.
No individual, Ugo Arrigoni ficou entre os oito melhores do mundo. Tanaka sagrou-se campeão.
Esse capítulo da História do karate brasileiro e mundial jamais deve ser esquecido, e os heróis que defenderam a nossa bandeira, e conquistaram o respeito mundial para o nosso karate devem ser sempre reverenciados.
OSS!
* no link abaixo, a final desse mundial, entre Japão e Alemanha Ocidental:
http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=2ASoPf6cAjk

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Kizami zuki





Quem já me viu lutando sabe que uma das minhas principais armas atualmente é o kizami tsuki (soco com a mão da frente).
Sempre acreditei que esse golpe poderia ser uma arma poderosa, caso aplicado com a técnica correta. Diferentemente de outras lutas, o kizami tsuki não é aplicado apenas com o braço, para fintar ou medir a distância; em vez disso, deve ser aplicado com o deslocamento de todo o corpo, e utilizado como um golpe que pode definir uma luta, não só por pontos, mas na vida real.
Mesmo treinando constantemente, ainda falta muito para chegar ao nível de maestria nesse golpe. Nos links abaixo, três kizamis que, a meu ver, são o exemplo exato do potencial desse golpe.
São três lutadores exímios, no ápice de suas formas físicas e técnicas:
1) Justo Gomes, argentino, maior campeão da história do karate Tradicional (ITKF)
http://www.youtube.com/watch?v=gPozg0HKevE&feature=related
2) Frank Brennan, inglês, considerado por muitos como o maior lutador britânico de todos os tempos, e um dos maiores atletas da JKA.
http://www.youtube.com/watch?v=UjDgg_npiQM&feature=related
3) Shane Dorfman, sul-africano, atleta de sucesso do Karate no Michi (organização com regras iguais às da JKA, criada pelo sensei Yahara)
http://www.youtube.com/watch?v=LRRUzWhTAHg

OSS.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Mudando de assunto...



O que essa foto de um cachorro abandonado tem a ver com o karate?

Muito mais do que parece...

Para quem não sabe, além de carateca, sou médico veterinário, formado há dez anos.

Recentemente conheci o trabalho do abrigo Ajude um Animal, formado por um grupo de pessoas, amantes dos animais - entre elas a renomada médica veterinária Eliane Jessula - que se reuniram em prol de um objetivo comum: ajudar os animais abandonados.

Milhares de cães e gatos vagam pelas ruas, doentes, famintos, sofrendo de maus tratos - sim, ainda existe gente imbecil a ponto de judiar de um animal - e terminam seus dias morrendo de doenças cujo tratamento pode ser até bem simples. E o pior, eles se reproduzem, fazendo com que haja um ciclo interminável de animais de rua.

O objetivo primordial do abrigo Ajude um Animal, é recolher, tratar, vacinar e doar o maior número possível de cães e gatos.

Se você por acaso tem vontade de ter um cão ou gato em casa, pense na possibilidade de adotar um animal, em vez de comprar. Entre no site, veja as fotos.

E se não puder ter um bicho em casa, há outras formas de ajudar.

Parabéns a todos que trabalham, se envolvem, doam tempo e dinheiro para que esse abrigo funcione.

OSS!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Budô vs esporte

O esporte traz grandes benefícios para as lutas de uma forma geral, e isso é inegável.
Aumenta o número de praticantes, estimula os lutadores a treinarem até o limite, difunde a arte marcial pelo mundo, permite que pessoas de diferentes partes do mundo se enfrentem, entre outras coisas.
Mas também traz alguns aspectos negativos, como a drástica diminuição na quantidade de golpes utilizados, consequentemente podando várias técnicas da luta (dificilmente se vê um atleta de karate utilizando joelhadas, cotoveladas, ou téncicas de torção, presentes nos nossos katas, por exemplo). As regras também acabam criando situações estranhas, como atletas que vencem, sagram-se campeões, apanhando.
As nuances da regra produzem aberrações, em todas as artes marciais que se utilizam do sistema de pontos, pois a marcação acaba sendo subjetiva. E, uma vez que advertências podem gerar pontos para os adversários, cria-se lutadores que se acostumam a vencer sem pontuar, ou seja, sem bater.
Entretanto, talvez a pior característica que um atleta de karate pode adquirir é a falta de respeito com seu adversário, ferindo frontalmente os princípios da arte marcial. Faz parte do Dojo Kun o lema “Respeito acima de tudo”. E isso, por muitas vezes, é completamente esquecido nos kotos de competição.
Na Tailândia, no último Mundial da JKA, a equipe brasileira pegou de cara a África do Sul, uma das maiores pedreiras do mundo. Muito nervosos, conseguimos vencer, mas nossa postura fora do kotô foi repreensível, pois gritamos, torcemos, comemoramos cada vitória. Ao final do combate, felizes, vimos que nosso técnico, sensei Machida, não estava com cara de quem tinha gostado.
“Venham aqui!”, ele chamou.
“Vocês não podem fazer isso! Ficar torcendo, gritando. Só o técnico pode falar, ninguém mais. E também não quero ver ninguém comemorando golpe, comemorando vitória dentro do koto. JKA não é esporte! JKA é Budô! É luta de samurai!”
Aquilo mexeu demais comigo, pois eu era um dos que estava comemorando, gritando, torcendo.
O que estava acontecendo com todos nós? Será que uma competição, por maior que seja, serve de desculpa para que simplesmente esqueçamos as regras de conduta que aprendemos lá atrás, ainda na faixa branca?
Há um motivo para se escolher o karate Tradicional, o karate JKA. E sensei Machida, em poucas palavras, definiu exatamente esse motivo.
Karate JKA não é esporte. É Budô.
Muito mais importante do que a medalha, foi o ensinamento do sensei Machida, que nos trouxe de volta à realidade, e nos mostrou o caminho correto.
Vencer a qualquer custo é premissa do esporte. Fazer firula, fingir, importando-se mais com a vitória do que com a honra. Desrespeitar o adversário, brincar com ele, fazer graça – como vemos tanto no MMA, boxe, futebol, basquete... Isso pode existir no esporte. Mas jamais na arte marcial. Jamais em uma luta onde se aplica o Budô.
Se a luta que escolhemos foi o karate, e dentro disso nos identificamos com o karate Tradicional / /JKA, então temos que agir de acordo, sem exceção.
O mesmo se aplica à torcida. Vaiar, xingar, caçoar, gritar no meio de uma execução de kata ou de uma luta, é errado. O exemplo deve começar pelos atletas, professores, dirigentes, e se estender ao público, aos amigos e familiares.
Afinal, “Karate JKA não é esporte! Karate JKA é Budô!”
OSS.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Carta do sensei Yasutaka Tanaka






Minha vontade de conhecer, contar e documentar a história do nosso karate é quase uma obsessão.
No último sábado, em uma reunião da FERJKT, recebi das mãos do mestre Yasutaka Tanaka uma preciosidade, algo de valor incalculável: um caderno com as atas, resultados e detalhes dos 14 primeiros campeonatos brasileiros de karate, compreendendo o período entre 1969 e 1983.
Além disso, uma carta escrita pelo próprio sensei Tanaka, onde ele conta de forma resumida a história do karate Tradicional.
Os resultados dos campeonatos, postarei em breve na página "Resultados".
Segue abaixo a carta na íntegra:

“Em 1962, quando cheguei ao Rio de Janeiro, o karate era desconhecido pela maioria do povo carioca. Pouquíssimas pessoas tinham conhecido e treinado essa arte marcial, entre essas, o professor de educação física Lirton Monassa. Conheci Lirton e o professor de judô Almerídio Brandão, mais conhecido como Marujo, no Ginásio Brasileiro de Cultura Física. Ambos conheciam a luta e sua filosofia. Foi com a ajuda deles que consegui divulgar e popularizar o karate. Nascia então, na praia de Botafogo, a academia Kobukan, hoje CLUBE DE ARTES MARCIAIS KOBUKAN. Logo depois, Lirton Monassa tornou-se o primeiro faixa-preta brasileiro.
Nas décadas de 70 e 80, já havia várias Federações Estaduais, subordinadas a uma Confederação Brasileira.
Houve então uma cisão no karate estilo Shotokan mundial, sendo criadas duas federações de âmbito internacional: a W.U.K.O. (World Union Karate Organization) e a I.T.K.F. (International Traditional Karate Federation). O COI (Comitê Olímpico Internacional) reconheceu as duas federações. No entanto, aqui no Brasil não se queria reconhecer duas federações para o que se considerava um mesmo esporte. Nesse momento entra em cena o professor Manoel Tubino, que já treinara comigo e era presidente do C. N. D. ( Conselho Nacional de Desportos), órgão máximo do desporto brasileiro. Graças a ele – deixo aqui o meu agradecimento – consegui que reconhecessem que o karate Tradicional diferia do praticado pela WUKO. Com isso, pude continuar ensinando e divulgando o karate que aprendi no Japão.”

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Lyoto Machida luta pelo cinturão em dezembro

Pois é, para quem pensava que Dana White estava colocando Lyoto Machida na geladeira, está aí a prova de que antes de mais nada o americano tem visão, e jamais deixaria um lutador do calibre do brasileiro encostado, sem lutar.
Depois da desistência de Rashad Evans na luta pelo cinturão dos meio-pesados, Dana convocou Lyoto Machida para enfrentar Jon Jones.
Jones - considerado por muitos o "Anderson Silva" dos meio-pesados -, é uma pedreira. Talvez seja o maior desafio da carreira do carateca.
Lutador versátil e completo, o norte-americano tem uma trocação muito afiada, com golpes perigosos e inesperados, além de um wrestling perigosíssimo e um jiu-jitsu tão bom que fez com que ele fosse a primeira pessoa a finalizar Rampage Jackson no UFC.
E agora? Qual será a melhor estratégia para enfrentar esse casca-grossa?
Se Machida seguir a mesma linha em sua luta contra Randy Couture, os treinamentos serão focados no karate, e a estratégia será manter a luta em pé.
Para os fãs de Lyoto, resta fazer uma energia positiva nessa semanas que antecedem o grande combate, torcendo para que ele não se machuque e que consiga chegar 100% na luta pelo título. Até porque, para vencer Jon Jones, só estando 100%.
Para Jones, também, a parada será duríssima, pois ele terá que adaptar seu jogo ao estilo diferenciado do karate Shotokan de Lyoto.
Começamos a torcida pelo brasileiro...
OSS!
*** No link, a matéria original na Tatame
http://www.tatame.com.br/2011/10/06/UFC--Jon-Jones-x-Lyoto-Machida-no-UFC-140

sábado, 8 de outubro de 2011

Campeonato Open JKA em Santa Catarina


Será realizado dia 15 de outubro o I Campeonato Open JKA de Santa Catarina, na cidade de Brusque.
Organizado pelo representante da JKA do Brasil em SC, Celso Kolesnikovas, o evento será aberto a todos os praticantes de karate Shotokan do Estado.
Este é mais um evento cujo intuito é difundir o nosso karate pelo Brasil.
Sucesso à organização e a todos os atletas que participarem.
OSS!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Carta de um campeão

Segue abaixo, na íntegra, a carta que Rafael Moreira escreveu após o Mundial JKA da Tailândia (2011).
Rafael é bicampeão brasileiro JKA de kumite individual (2002 / 2008), ficou entre os oito melhores da América do Sul 4 vezes (2005/07/08/09) e entre os oito melhores do mundo em 2006 (Austrália). Por equipes, conquistou o bicampeonato sulamericano (2005/07) e recentemnte o vice mundial.
Abaixo, as palavras do campeão:


“Brasil faz história na Tailândia com a presença de 48 países e mais de 1000 atletas...

No dia 14 de agosto de 2011 embarquei com o objetivo representar o meu país no campeonato mundial de karate. Após 30hs de deslocamento, eu e os demais integrantes da seleção brasileira chegamos na cidade de Pattaya (Tailândia), local do evento.
Dia 18 de agosto fomos acompanhar os menores que competiram no mundial.
No momento que entrei no ginásio, um filme passou e não consegui segurar a emoção. No ano anterior estava me recuperando de uma cirurgia de ligamento cruzado (algo que não desejo a ninguém). Havia esperança de estar neste mundial tão incerto para mim, e antes de embarcar fiz uma festa com mais de 70 amigos. Foi o momento de absorver toda a energia possível! Pois sabiam o quê foi a minha recuperação.
Dia 20 de agosto acordei e fui assistir um DVD que um amigo havia me entregue a mais de dois meses. Por algum motivo deixei para assistir naquele dia. Realmente era um grande presente. Então decidi presentear a todos os adultos que iriam competir naquele momento. O resultado foi um grupo incendiado por uma vontade indescritível, onde a vitória seria a conseqüência.
Então entramos para honrar nosso país, nosso técnico nos incentivou ainda mais e nossos semblantes causavam medo em qualquer um. Os adversários não estavam preparados para tamanha energia. Desta forma passamos pela equipe da África do Sul, Nova Zelândia e Estados Unidos e nos qualificamos para as semi-finais que ocorreriam no dia seguinte.
Dia 21 de agosto, domingo. No tablado suspenso no centro do ginásio, todas as câmeras ficaram voltadas para Brasil x Canadá. Nossa equipe estava ainda mais obstinada, concentrada e muito unida. A equipe canadense não conseguia sustentar a troca de olhares, pois tamanha era a nossa energia. Nada nos distraía, desviava, fazia esquecer por um segundo que fosse do nosso objetivo ali: sermos campeões mundiais. E nós acreditávamos nisso, tanto que passamos pela forte equipe canadense e chegamos a tão sonhada final contra o hegemônico Japão.
Até a final mantivemos a ordem dos lutadores: 1º a lutar foi Jayme Sandall (RJ), 2º Diego Andrade (BA), 3º Alisson Batista (SP), 4º Take Machida (PA) e para fechar eu, Rafael Moreira (RS) – na reserva tínhamos Fernando Macedo (MG), o experiente Wagner Pereira (SP) e Chinzo Machida como técnico.
Montamos uma estratégia espetacular, colocamos como primeiro a lutar os menos experientes na equipe, retiramos dele toda e qualquer responsabilidade de ganhar. Sua obrigação era deixar claro aos japoneses, que não estávamos para brincadeira, e que iríamos lutar até o fim por nossa pátria.
Então subimos no tablado central para o último compromisso do evento e o mais aguardado. Lá estávamos nós, na grande final por equipe adulta. E não era apenas Brasil x Japão, era o mundo contra o Japão. Subimos naquele tablado com uma energia inexplicável, pois o a arquibancada inteira clamava por Brasil, Brasil, Brasil.
Como de praxe, cumprimentamos os árbitros e nossos adversários e partimos para batalha. 1º a lutar foi Diego Andrade (BA), que lutou como um verdadeiro guerreiro contra o apenas campeão mundial Iimura. Perdeu, mas foi sua melhor luta no mundial. 2º foi Alisson Batista (SP), que entrou com muita vontade contra o Inokoshi, também campeão japonês, Japão 2x0. Agora era o momento da virada, então entrou em 3º Take Machida (PA) - (irmão de Lyoto Machida, ex-campeão do UFC no peso meio pesados), Lutou contra o rápido Kumeta. Infelizmente Take teve que se expôr, e levou um wazari. Depois o japonês segurou a luta, mas foi pressionado até o final. E agora 3x0 Japão. O Brasil não tinha mais chance de ser campeão; pelo contrário, agora é que íamos mostrar para eles que não estávamos lutando por uma medalha, mas sim por honra. 4º foi Jayme Sandall (RJ) que entrou focado, desferiu um golpe (kizami zuki) no queixo do japonês, o qual nem sequer esboçou reação de defesa, resultando em ipon (um ponto perfeito), Japão 3x1. Agora era comigo, 5º a lutar, Rafael Moreira (RS-Canoas) contra o respeitado e experiente Nemoto. Nunca lutei com o espírito tão forte, pois como o primeiro da nossa equipe, o que eu não poderia perder seria nossa bravura. Acuei o Nemoto a luta inteira, fazendo um até wazari, que não foi marcado. Fomos aplaudidos por todos, pois mostramos o verdadeiro espírito de equipe. Fomos fortes e extremamente unidos, e cada um cumpriu seu papel no time.
Tenho muito orgulho desta equipe, tenho muito orgulho de ser brasileiro e fazer parte desta história. Nunca antes na história o Brasil havia chegado a uma final por equipe, e nunca o Japão perdeu nesta modalidade.
Nós mostramos que é possível ganhar deles, tanto individualmente, pois no ultimo mundial eu, Rafael Moreira e Chinzo Machida, ficamos entre o oito melhores do mundo, e agora por equipe vice-campeões mundiais. Estamos muito próximos de outras marcas.
A base desta equipe já tem 10 anos. Na maioria das vezes, abdicamos de férias, de bens e de valores que não possuímos para representar a nossa pátria. Isto é algo que os japoneses nunca irão entender, pois eles são profissionais e recebem para treinar e competir, treinam mais de 6 horas diariamente.
Enquanto nós treinamos o tempo que nos sobra, até 6hs por semana. Desta forma temos muito a conquistar. Possuímos armas que não se adquire com treinamento, nossa garra, união e espírito são forjados com o tempo e sofrimento.
Nós sim podemos dizer que somo campeões, eu, posso dizer com muita propriedade que sou um campeão, enquanto eles terão que dormir ao som de uma melodia:

“Verás que um filho teu não foge à luta
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó pátria amada!

Dos filhos deste solo
És mãe gentil,
Pátria amada,

BRASIL!”

Devemos muito, em todos estes anos aos mestres, Yochizo Machida e Yasuyuki Sasaki dirigentes e técnicos da seleção brasileira e Alfredo Aires, diretor técnico da Federação Sul Rio-grandense de Karate-Do Tradicional (meu técnico e professor).

Particularmente, agradeço o apoio da prefeitura de Canoas, a Federação Sul Rio-grandense de Karate-do Tradicional, academia Medley e a todos os amigos que fizeram para deste momento histórico.

Agora é focar no Mundial de 2014, na França, em busca do tão sonhado e merecido título mundial.

OSS!!!”

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

200 lutas



Na minha segunda luta, de um total de nove, no campeonato brasileiro de karate-dô Tradicional, realizado em Joinvile, completei 200 lutas em competições oficiais.
Para mim, um obcecado por números, estatísticas e resultados exatos, atingir essa marca foi um grande orgulho.
Orgulho por ter conseguido alcançar um objetivo há muito traçado e sonhado por mim.
Lembro de quando ainda começava na seleção carioca, e tinha menos de vinte lutas nas costas; Completei 50 com uma derrota para Vladimir Zanca, no Brasileirão Tradicional de 2002; Na Seleção Brasileira JKA, no sulamericano do Chile, eu estava na casa das sessenta e poucas; A marca de 100 não foi tão celebrada, porque veio com outra derrota, dessa vez para Marcus Vinícius no final de 2004; 150 lutas, vencendo o primeiro confronto na categoria equipes, contra o Paraguai, no sulamericano da Argentina; E agora 200 lutas, com uma vitória por ipon.
Sempre que converso com amigos lutadores por todo o Brasil, eles ficam impressionados de como conto minhas lutas, e eu, do meu lado, espantado de como eles NÃO contam as deles.
"pensem bem", digo sempre, "imaginem um lutador de MMA ou boxe que simplesmente não tem idéia do seu cartel, e depois que se aposenta não sabe quantas lutas fez..."
Ultrapassei em muito meus maiores objetivos, e agora busco novos desafios para me manter motivado, me manter lutando até quando eu conseguir.
Quem sabe 250 lutas? Tomara...
OSS.

domingo, 18 de setembro de 2011

II Copa Open de Karate JKA





Será realizado no dia 9 de outubro de 2011 o II Open Leopoldinense de Karate JKA, na Penha, Rio de Janeiro. Esse evento, organizado pelo professro Kadena, tem por objetivo promover o karate Shotokan no Rio de Janeiro, e conta com o apoio da JKA do Brasil e da FERJKT.



Segue abaixo trecho da carta-convite;

"O departamento de artes marciais e cultura holística da AKK-DOJÔ vem
comunicar aos mesmos o projeto para o IIº Open Leopoldinense de Karatê-Dô Infantil,
Infanto Juvenil e Máster 2011, com o objetivo de proporcionar à sociedade karateka,
através dos líderes, professores e mestres, o intercâmbio técnico de nossa região. E nesta
data comemorativa ao dia das crianças, vamos prestar uma homenagem o grande mestre de
karate Ugo Arigoni, o fenômeno do Karatê do Brasil. E o atleta Jayme Sandall Vice-Campeão Mundial de Karatê da JKA."

Fica aqui registrado um profundo agradecimento da minha parte ao professor Jociglei Kadena, pela homenagem que me faz. Comparecerei com muito prazer, tentando de alguma forma ajudar na divulgação do karate JKA no nosso Estado.
Mais uma vez muito obrigado....OSS!!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Luta final do campeonato brasileiro Tradicional 2011

No link, a luta final do XXIII Brasileiro Tradicional 2011 entre Jayme Sandall e Alison Batista:

http://www.youtube.com/watch?v=nZ1jqip1N1s
OSS!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sensei Sportv: Karate

Na madrugada de sábado para domingo, na Sportv, foi ao ar o programa "Sensei Sportv". Apresentado por Mário Filho, o programa teve como espinha dorsal a entrevista feita com o sensei Vinício Antony, onde ele fala sobre as origens do karate Shotokan, sobre MMA, os diferentes estilos de karate, e, ainda explica a diferença do nosso kizami zuki para outros golpes com a mão da frente (como o jab, por exemplo).
Segue o link: http://video.globo.com/Videos/Player/0,,GIM1626687-7759-CONHECA+AS+PRINCIPAIS+TECNICAS+DO+KARATE+PRIMITIVO,00.html

OSS!!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

XXIII Campeonato Brasileiro de Karate-dô Tradicional

Kata por equipes feminino



Kumite individual absoluto



Kumite individual Especial




Nos dias 9 e 10 de setembro de 2011, na cidade de Joinvile, SC, foi realizado o XXIII Campeonato Brasileiro de Karate-dô Tradicional. O evento estava lotado, tanto nas categorias infanto-juvenis quanto no adulto, e as disputas foram acirradas no ginásio da Univille.


No kumite por equipes feminino, o nível estava muito alto, e as lutas foram emocionantes. A equipe do Rio de Janeiro surpreendeu, vencendo as fortíssimas gaúchas que contavam com Hannah Aires e Manuela Spessatto. Mas Bruna Lee (RJ) fez a diferença, e o Rio venceu. Na semi-final contra a Bahia, mais um show de Bruna, que venceu por 2x0. Mas a Bahia tinha Lelia, uma das maiores lutadoras que o Brasil já produziu. E, com um mae geri indefensável, ela deu a vitória para a Bahia, pela diferença de apenas um wazari.


Nas categorias individuais do absoluto feminino, domínio total da atleta da Seleção Brasileira JKA Daniela Baldini (BA). Depois de levar o ouro no kata individual, deixando Rayssa (RN) em segundo e Celina (SP) em terceiro, e no fuko-go (Celina em segundo e Mayana - MT - em terceiro), a baiana ainda teve fôlego para sagrar-se campeã no kumite, vencendo Carolina Zampa (MG) na grande final.


No masculino, Vitória dos Paranaenses sobre Alagoas, de Ronaldier Rodrigues. Ronaldier, inspiradíssimo, venceu todas as lutas por 2x0, e na semi-final contra o Mato Grosso, além de vencer sua luta por 2x0, ainda venceu o desempate contra o perigoso Thiago Lima.


Mas na final, o trio do Paraná (Jean Laure, Vinícius Sant'Anna e Ricardo Buzzi), fez bonito, vencendo as três lutas, com direito à atuação de gala de Vinícius, que ganhou com um ipon logo no começo.


No kumite individual Especial, 15 atletas lutaram pelo título. Quem levou a melhor foi o vencedor do fuko-go Absoluto de 2009, o baiano Elias, que ganhou de Ronaldier por 2x1.


No kumite individual Absoluto, 69 lutadores se enfrentaram em disputas muito duras. Depois de perder nas eliminatórias do kata individual para o campeão José Renato (RJ), e de ver Marcel Apolônio (SP) me vencer no Gankaku do Fuko-go, parti para o mumite individual. Peguei uma chave complicada, e depois de passar por Edmílson (RJ), peguei o paulista Cléber, que tinha sido medalha de bronze em 2010. Na terceira rodada, venci um atleta de Goiás que tinha aplicado um ipon de ura mawashi na luta anterior, e vinha embalado. Na final do koto, lutei contra meu grande amigo e companheiro da Seleção Brasileira JKA Rafael Moreira (RS). Consegui vencer, e me classifiquei para as semi-finais.


Lutei contra meu conterrâneo Roberto Mendes, que impressionou àqueles que ainda não o conheciam, com um kumitê limpo e uma técnica refinada. Depois de passar por essa pedreira, fiz a grande final contra outro amigo e companheiro da Seleção JKA, que também fez parte do grupo que foi vice-campeão Mundial na Tailândia: Alison Batista (SP)


Quando vi sensei Watanabe (que também foi árbitro central da semi-final) dando o segundo wazari para mim, senti meu coração disparar.


Depois de tantos anos tentando, lutando, viajando pelo Brasil em busca desse título, finalmente ele se tornava uma realidade.


Impossível evitar que naquele momento passassem pela minha cabeça imagens de tantas lutas, tantas tentativas, vitórias e derrotas. Tantas vezes voltando para casa sem o sonhado título, apenas para treinar ainda mais, me esforçar ainda mais, pensando que o dia ainda chegaria. Fui campeão brasileiro de kumite individual, e senti um nó na garganta.


A equipe vice-campeã mundial JKA estava toda lá, com exceção do baiano Diego Andrade e do mineiro Fernando Macêdo. Wagner Pereira (SP) não competiu, tendo ido como técnico da equipe paulista. Rafael Moreira chegou à final do koto, Alison Batista foi vice-campeão, e Take Machida acabou desclassificado por excesso de contato, tendo acertado um soco muito forte no rosto de seu oponente. Essa é a prova de que Tradicional e JKA caminham lado a lado, de que não há diferenças entre os lutadores. Cada vez mais, os atletas da Tradicional estão indo competir na JKA, e vice-versa.


Em breve postarei vídeos, fotos e os resultados completos do Brasileirão Tradicional 2011. OSS!!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

10 anos de Seleção Brasileira

Em 2011, no Mundial JKA de Pattaya, Tailândia, completei 10 anos na Seleção Brasileira JKA.
10 anos consecutivos tendo a honra de fazer parte de um grupo de lutadores que defende as cores do Brasil em competições internacionais da JKA.
Tudo começou lá em 2002, no campeonato brasileiro JKA, quando fiquei em terceiro lugar no kumite individual, conquistando pela primeira vez uma vaga na Seleção para o Sulamericano do Chile. De lá para cá, foram mais 5 sulamericanos, 3 mundiais e um amistoso com a seleção da Kokushikan, lá no Japão, totalizando 42 lutas.
Fazer parte da Seleção, mais do que tudo, me deu a oportunidade de lutar contra os melhores do mundo, pessoas que, de outra forma, provavelmente eu jamais teria a oportunidade de enfrentar.
Vivi todo tipo de emoção nesses dez anos, desde a euforia de um título internacional até o desânimo de perder bem antes do que esperava. Lutei em 7 países, 3 continentes, contra lutadores de todos os estilos e diferentes características. A grande dificuldade era exatamente saber me adaptar a cada situação. E a responsabilidade de representar o Brasil é um peso agradável de se carregar.
Nesses dez anos, fiz muitos amigos, e tive a chance de treinar com grandes mestres.
É o convívio com essas pessoas que me motiva a continuar treinando duro para tentar, ano a ano, continuar na Seleção.
Cada vez que pego meu agasalho azul e branco dentro do armário e o coloco na mochila, me preparando para viajar, o coração dá uma acelerada, respiro fundo, e me lembro de tudo o que passei até aqui. E a cada vez a emoção é maior. Em vez de me acostumar com esse sentimento, parece que cada vez é ainda mais forte do que a anterior.
Que eu tenha ainda muito tempo pela frente, representando o Brasil, lutando ao lado de meus grandes amigos, vestindo meu agasalho e fazendo parte da Seleção Brasileira JKA.
OSS!

domingo, 28 de agosto de 2011

A final

Tive que ir ao inferno para depois me recuperar.
Depois de lutar nas eliminatórias da equipe, onde conseguimos classificar o Brasil para a semi-final, era hora do individual. Eu estava me sentindo bem, solto, calmo na medida certa.
Comecei fazendo uma luta muito difícil contra um dinamarquês leve e rápido. Venci por 2x1.
À minha espera, estava o mesmo belga que tinha me vencido na equipe em 2006, quando perdemos para a Bélgica (2x2 em número de vitórias, mas perdemos pela diferença de um wazari).
Ele é o atual campeão europeu, está no auge, mas eu também me sentia muito bem. Seria uma batalha.
Não foi...
Logo no início da luta, ele encaixou um lindo mawashi geri jodan, que estalou no meu olho direito. Ipon. Meu olho inchou, e o ego murchou.
Mas no dia seguinte seriam as finais, e eu tinha que deixar o desânimo pela derrota para trás.
O belga acabou ficando entre os oito melhores do mundo no individual.
Foi graças ao meu grande amigo e companheiro de Seleção há trezentos anos, Wagner Pereira (SP), que consegui colocar a cabeça no lugar. Conversamos muito, e ele me ajudou a digerir a derrota, passar uma borracha em cima, e erguer a cabeça para o desafio do dia seguinte.
No domingo, dia das finais sobre o tablado suspenso do koto único, eu me sentia 100%.

Só de ver o tablado das finais, o coração deu uma acelerada, e o estômago apertou.
Acostumado desde cedo a ver as lutas finais da JKA, o tablado suspenso, os árbitros mais qualificados do mundo e as lutas filmadas pelas câmeras profissionais, eu mal podia acreditar que naquele momento, naquele dia, quem estaria lutando ali seria eu.
A equipe brasileira continuava fechada, focada, concentrada na missão que tinha pela frente. Nada nos distraía, desviava, fazia esquecer por um segundo que fosse do nosso objetivo ali: sermos campeões mundiais. E nós acreditávamos nisso.

Mas antes de sequer pensar no Japão, observar os lutadores nipônicos ou traçar qualquer estratégia, tínhamos que passar pelos canadenses, que vinham de vitórias consistentes contra Inglaterra e Rússia - a Rússia tinha classificado dois lutadores entre os "Best Eight" do individual. Por aí dá para ter uma idéia da força do Canadá.
Durante as finais de kata por equipes, eu só olhava para os canadenses. Imaginava como lutaria com cada um daqueles adversários, como traçaria minha estratégia.
Abri a equipe (Senpô), e, com a guarda alta (digeri a derrota, mas não esqueci do mawashi. Até porque não planejo levar outro) parti para a luta com minha estratégia definida. Consegui vencer por 2x0, e saí tranquilo, pois confiava em meus companheiros de equipe.
Vencemos por 3x1, e mais tarde vimos os canadenses vencerem os fortes noruegueses na disputa do bronze, por 4x1.
Estávamos na grande final, contra o Japão.
Parecia sonho, daqueles que a gente tem quando está treinando na nossa academia, ainda bem longe da competição. "Já pensou, Brasil e Japão na final..."
Pois era verdade.
Nosso técnico, Chinzô Machida, vinha observando os japoneses, tanto dentro quanto fora do kotô, e por isso percebeu que eles estávam nos estudando, traçando a estratégia para nos vencer.
"Eles estão preocupados, e cada um deles já imagina como vai lutar contra cada um de nós. Vamos atrapalhar os planos deles. Vamos misturar a equipe", disse ele.

Desde a primeira rodada, contra a África do Sul, a formação do time era a mesma: eu abrindo, Diego (BA) de segundo, Alison (SP) de terceiro, Take (PA) de quarto e Rafael (RS) fechando. Na final, Chinzô misturou tudo, em uma estratégia magistral que por pouco não dá certo.
Diego abriu, e mesmo perdendo, deixou os japoneses bem preocupados, pois foi para cima o tempo todo, e quase marcou um mawashi. Se os nipônicos por algum momento acharam que íamos entrar intimidados, Diego mostrou que não.
Alison perdeu por pouco, e entregou para Take - o melhor da equipe nas eliminatórias - a responsabilidade de não poder perder.
Na estratégia de Chinzô, Take lutaria contra Shimizu, e o paraense já tinha traçado como lutaria contra o famoso japonês. Mas o técnico do Japão também não é bobo, e tirou Shimizu, que não estava em seus melhores dias. Ele colocou os melhores na final. Take lutou contra o perigoso Kumeta, e correu atrás o tempo todo. Teve que se expôr, e levou um ponto. Depois o japonês segurou a luta até o final, inseguro de levar um wazari de Take.

Entrei com a mesma determinação, independente de não termos mais chance. Sensei Machida tinha dito no dia anterior: "isso não é esporte, é budô. Tem que lutar como samurai, não importa o que aconteça."
Entrei focado, e consegui encaixar um kizami zuki que pegou meu adversário em kyo completo. Acertei na ponta do queixo, e ele balançou. Sensei Masahiko Tanaka, o árbitro central, levantou o braço em minha direção: ipon.
Rafael Moreira entrou com amesma determinação, e foi bonito de ver o excelente Nemoto fugindo dele pelo koto. Rafa ainda encaixou um deai de gyako no peito, que achei que poderia ter sido ponto. No final, empate, e Japão vencendo por 3x1.

Foi por pouco...
Agora é focar no Mundial de 2014, na França, em busca do tão sonhado e merecido título mundial.
OSS!

Link para o vídeo no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=ECq4zBSdhJA

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Mais fotos do Mundial



A equipe

Rafael Moreira
Rafael Moreira, Jayme Sandall, Take Machida, Diego Andrade, Wagner Pereira e Alison Batista
Take Machida
De mãos dadas

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Brasil é vice-campeão mundial JKA!

O palco das finais



A Seleção treinando na praia de Pattaya

A equipe de kata


As eliminatórias. Eram 48 países e quase 1000 atletas.

Parece notícia antiga, falando da conquista histórica de Chinzô Machida no Mundial JKA da Austrália, em 2006, quando ele ficou com a prata no kumite individual. Mas é notícia nova mesmo, saindo do forno, direto da Tailândia, de onde cheguei agora há pouco.

Dessa vez o Brasil conquistou a prata no kumite por equipes, confirmando ao mundo a capacidade de seus lutadores.

Se eu tivesse que escolher apenas uma palavra para definir essa conquista, ela seria UNIÃO.
Para mim, isso começou a ser comprovado no exato instante em que me vi sem minha bagagem, extraviada na África do Sul. Meus quimonos, minha faixa, luvas, protetor de boca, além de todas as minha roupas, tudo desaparecido. E imediatamente a delegação inteira do Brasil se prontificou a nos ajudar (Chinzô estava na mesma situação), emprestando quimono, faixa, luvas, e até oferecendo roupas e dinheiro. Não que eu pudesse esperar qualquer coisa diferente desse grupo, mas mesmo assim emociona.

Enfim, dois dias depois nossas malas chegaram, problema resolvido.

Desde o início, a equipe de kumite estava fechada, unida, com a cabeça no objetivo comum de sermos campeões. Ninguém pensava em si próprio, e todos se puseram à disposição dos técnicos para lutar em qualquer posição, ou ficar na reserva. Aliás, nessa equipe não existiu reserva. Todos foram titulares, desde o começo.

Nas eliminatórias, disputas acirradas contra a forte África do Sul (4x0), Nova Zelândia (4x1) e principalmente Estados Unidos, onde a atuação fantástica de Take Machida foi determinante (empatamos em 2x2 e o Brasil venceu pela vantagem de um wazari). Estávamos na semi-final, que só seria realizada no dia seguinte.

O kata por equipes, com Chinzô Machida, Rousimar Neves e Fernando Macêdo, também se classificou para a grande final, com um en-pi que só ficou abaixo do Japão. Isso por si só já seria um feito digno de todos os méritos. Mais ainda porque Chinzô teve que entrar às pressas na equipe, substituindo Bernardo Marinho. O trio teve menos de uma semana para treinar, e se classificou entre os finalistas!

No kata individual, tanto homens quanto mulheres pararam nas eliminatórias, com destaque para Manuela Spessato e Rousimar Neves, que pararam apenas na última rodada antes dos "Best Eight". Manuela ainda chegaria perto do Best Eight no kumite, mas uma japonesa barrou seu caminho.

No kumite individual masculino, atuações à altura de um Brasil que classificou dois atletas entre os oito melhores em 2006 (Rafael Moreira e Chinzô). Infelizmente, dessa vez nenhum conseguiu chegar aos Best Eight, mas TODOS os 4 perderam para atletas que chegaram entre os oito melhores do mundo.

Restava às equipes de kata e kumite masculino se prepararem para o dia seguinte.
Sobre o tablado suspenso, o kotô único, iluminado dentro do ginásio escuro, os brasileiros tentariam escrever o nome do nosso país na história.

No kata, infelizmente o Sochin que estava tão bom nos brevíssimos treinos, não saiu como o desejado na hora "H", e devido a alguns desencontros, a medalha escapou por pouco. Sétimo lugar, para uma equipe que teve muito pouco ou quase nada de tempo para treinar.

Era a hora do kumite por equipes, a modalidade final.

Se nas eliminatórias a confiança dos membros da equipe era total, a união agora era visível de fora. Todos os adversários podiam sentir a energia que emanava do grupo, e o grito de "Brasil!" antes de entrarmos, arrepiava.

Primeira semi-final: Brasil vs Canadá. Vencemos por 3x1, e a tão sonhada final estava diante de nós. Na outra semi, Japão cravou 5x0 contra a Noruega, que mais tarde, na disputa do bronze, perdeu por 4x1 dos canadenses.

Brasil vs Japão, na grande final. Parecia roteiro de filme. Só faltava o final feliz.

E foi.

Foi um final feliz para ninguém botar defeito.

Perdemos? Sim, perdemos, mas isso é detalhe. TODOS os lutadores partiram para dentro, tentaram vencer, não se intimidando nem um momento pelos poderosos japoneses. Foi lindo ver Nemoto correndo do Rafael na luta final e o Diego abrindo a série mergulhando para cima do japonês que tinha acabado de sagrar-se campeão individual.
O baiano Diego Andrade, inclusive, foi elogiado pelo britânico Richard Heselton após a final. "Great fight", disse o Monstro, após a cerimônia de premiação.


Quanto orgulho fazer parte dessa equipe, essa família que fez bonito e conseguiu impôr respeito para cima dos japoneses.
A prata teve gostinho de ouro...

A equipe vice-campeã mundial:

Sasaki, Machida, Alfredo Aires, Gérson Almeida, Celso Kolesnikovas, Chinzô Machida, Rousimar Neves, Fernando Macêdo, Hannah Aires, Manuela Spessatto, Wagner Pereira, Jayme Sandall, Takehiko Machida, Alison Batista, Diego Andrade, Leonardo Kolesnikovas, Bruno Assis (medalha de bronze no kumite individual 15 anos),Victor Domingues e Ian Machado.

Todos, além da torcida, empurraram os cinco que estava lá em cima, lutando. Todos, juntos, foram responsáveis pela prata.

Em breve colocarei mais fotos do evento, além dos resultados completos. Muitas outras fotos também entrarão na página "Seleção Brasileira".
OSS!!

sábado, 13 de agosto de 2011

Partindo amanhã para o Mundial JKA

Amanhã de manhã estarei partindo para a Tailândia, rumo ao Mundial JKA.
Em Bangkok, pegarei um transporte que me levará até Pattaya, para que eu me junte ao restante da delegação brasileira.
Como sempre, antes de uma grande competição, bate a ansiedade às vésperas do embarque. Mesmo que se tente, é quase impossível parar de pensar nas lutas que virão, imaginar os adversários, os golpes que serão aplicados, as situações que podem acontecer. Fica difícil de dormir, difícil desligar o cérebro.
Na noite anterior então, é quase impossível.
Essa ansiedade, no meu caso, desaparece quando piso no koto para a primeira luta. Aí o coração desacelera, bate uma calma estranha, uma espécie de conforto.
No Mundial da JKA, as pancadas são bem fortes e os adversários duríssimos. A cada rodada, um lutador com estilo diferente, golpes novos, movimentação particular. O grande desafio é se adaptar a cada lutador tentando encaixar o melhor jogo para vencer.
Na principal categoria - o kumite por equipes -, o Brasil terá o imenso desafio de enfrentar seleções como Argentina, Bélgica, África do Sul, Dinamarca, Inglaterra além, é claro, do Japão, para conquistar o sonhado título. Essas fortíssimas seleções, além de várias outras de todas as partes do mundo, se baterão em busca do ouro.
Do nosso lado, posso afirmar que faremos o máximo, e enfrentaremos de igual para igual qualquer um que se ponha no nosso caminho.
Assim que possível mandarei notícias da Tailândia.
OSS!

sábado, 6 de agosto de 2011

Vitor Belfort vence Yoshihiro Akiyama


Vitória!
O Fenômeno está de volta, definitivamente.
Para quem ainda tinha alguma dúvida sobre o psicológico de Belfort depois da derrota para Anderson Silva, o nocaute sobre Akiyama provou que ele está na ponta dos cascos, melhor do que nunca.
Belfort mostrou uma excelente movimentação de pernas, com entradas muito rápidas, sem se expor. Foi uma estratégia perfeita contra um lutador que gosta do infight, e que estava esperando para trocar com o brasileiro.
Vitor, depois de uma boa canelada na orelha (fruto de seus treinos com a fera do Muay Thay, Ray Sefo), entrou com ashi barai com a perna da frente, conectando com um gyako tsuki. Isso ele treinou exaustivamente, tanto com Vinicio Antony quanto comigo. Esse alcance era nossa prioridade, sempre, em nossos treinos com extensores.
Depois do gyako, o japonês ficou grogue, e o brasileiro finalizou com uma "metralhadora" de socos que deixaram o judoca desacordado.
Belfort treinou karate durante dois anos, sem parar (de fevereiro de 2009 até fevereiro de 2011), e isso deixou marcas em seu estilo de luta.
Alguém ainda tem alguma dúvida se Vitor tem condições de uma revanche contra Anderson?
Se havia, esse nocaute dissipou qualquer incerteza. Talvez após mais uma bela vitória, já seja hora da revanche. Quem sabe?
OSS!

** No link abaixo, Vitor fala sobre a Vitória, explicando como o karate ajudou em seus movimentos:
http://portaldovaletudo.uol.com.br/br/noticias/item/553-pronto-para-passar-por-cima-de-qualquer-um-belfort-quer-anderson-ou-okami

UFC 133 hoje

É hoje!
Vitor Belfort retorna ao octagon mais famoso do mundo no UFC 133. Dessa vez, ele enfrentará o nipo-coreano Yoshihiro Akiyama.
Vindo da derrota por nocaute contra Anderson Silva, Belfort precisa desesperadamente da vitória para se recuperar no UFC. A Akiyama, da mesma forma, só a vitória interessa, pois ele vem de duas derrotas (Cris Leben e Michael Bispin) e enfrenta a ameaça de demissão caso não vença.
Dessa vez, infelizmente, não pude ir treiná-lo, mas falei com Vitor ao telefone e, segundo ele, os treinamentos foram perfeitos, e ele estava se sentindo melhor do que nunca.
Conversei com ele, pedindo que dessa vez não ficasse parado na frente do adversário - o que, na minha opinião, foi o motivo da derrota passada. Até porque é exatamente esse o jogo de Akiyama: ele gosta do infight, é muito forte, e um excelente trocador.
Apesar de ser especialista em luta de chão (sua luta original é o Judo, onde chegou a ser campeão asiático), o Japonês naturalizado coreano também pratica boxe e karate, e tem as mãos muito pesadas, além de um ushiro geri (chute giratório na área da cintura) perigosíssimo.
Sem esquecer que ele tem 18 lutas de mma, com 15 vitórias.
Belfort tem todas as chances de vencer, caso utilize a movimentação como principal arma, jamais parando na frente do oponente, e sem partir para a trocação franca.
A melhor estratégia para Vitor será entrar e sair, bater sem se expor, até o momento do nocaute - o que, no caso dele, não é difícil, já que ele tem uma "marreta" nas mãos.
Ficamos na torcida para que Belfort vença e convença, e possa seguir trilhando o caminho até o título, e a tão aguardada revanche contra Spider Silva.
OSS!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Norte-Nordeste de Karate Tradicional 2011






Foi realizado, nos dias 16 e 17 de julho de 2011, o XX Campeonato Norte-Nordeste de karate Tradicional, na cidade de Fortaleza, Ceará.
Seguem abaixo os resultados da competição, que contou com a volta de Chinzô Machida, que estava afastado das competições de karate desde o Brasileiro JKA de 2008. Nesse meio tempo, Chinzô estava treinando forte para o MMA. Infelizmente ele fez apenas uma luta, e acabou derrotado nos pontos. Nessa luta, inclusive, ele quebrou a mão logo no primeiro round, e teve que se submeter a duas cirurgias. Agora Chinzô está totalmente recuperado, o que é uma excelente notícia para a Seleção Brasileira, já que ele fará parte da equipe que disputará o Mundial JKA, em agosto, na Tailândia.

- Kata por equipes feminino: 1) BA / 2) RN / 3) CE
- Kata individual feminino: 1) Martinna Rey (BA) / 2) Lelia Batista (BA) / 3) Rayssa Soares (RN)
- Fuko-go feminino: 1) Lelia Batista (BA) / 2) Maria das Graças (BA) / 3) Patrícia Santana (BA)
- Kumite por equipes feminino: 1) BA / 2) RN / 3) CE
- Kumite individual feminino: 1) Lelia Batista (BA) / 2) Martinna Rey (BA) / 3) Maria das Graças (BA)

- Kata por equipes masculino: 1) AL / 2) BA / 3) PA
- Kata individual masculino: 1) Ronaldier Nascimento (AL) / 2) Chinzô Machida (PA) / 3) Jeferson Aragão (BA)
- Fuko-go masculino: 1) Ronaldier Nascimento (AL) / 2) Jeferson Aragão (BA) / 3) Alfredo Gamas (BA)
- Kumite por equipes masculino: 1) AL / 2) BA / 3) RN
- Kumite individual masculino: 1) Take Machida (PA) / 2) Edson Leonardo Lima (PA) / 3) Alfredo Gamas (BA) / 3) Ronaldier Nascimento (AL)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Está chegando o Mundial da JKA...



Em menos de um mês, acontecerá o XII Campeonato Mundial da JKA.


Dessa vez, a cidade de Pattaya, no litoral da Tailândia será o cenário das disputas.


Desde que o karate começou a se dividir, na década de oitenta, o enfraquecimento foi inevitável. Obviamente, com a divisão, ficou um clima de incerteza quanto a quem seria o campeão. Afinal, o que vale mais, o título dessa ou daquela federação? Impossível se dizer.


Mas, inegavelmente, a JKA é a organização que mantém as raízes do karate original, como foi criado lá atrás, e as regras de competição são basicamente as mesmas - com exceção das luvas, que passaram a ser obrigatórias.


Dois wazari ou um ipon para vencer uma luta. E ponto final. Mesmo que você saia do kotô até duas vezes (nesse caso toma um chui de advertência) ou que leve alguma penalidade por excesso de contato (keikoku ou chui), mesmo assim a luta está empatada. Para vencer, só marcando ponto mesmo. Ou por desclassificação do adversário (hansoku).


Nos mundiais da JKA que participei, praticamente não vi desclassificação por excesso de contato. Vi até alguns nocautes que foram considerados ipon. E isso dá prazer para quem gosta de lutar.


É comum ver lutadores de todas as partes do mundo e de diferentes organizações (Tradicional, WKF, etc...) lutando no Mundial. É uma competição dificílima, e de nível extremamente alto.


O Brasil, como sempre, conseguiu excelentes resultados nos Mundias da JKA. No individual, temos dois "Best Eight" (os oito melhores do mundo): João Camilo (Japã0, 2000) e Rafael Moreira (Austrália, 2006), além de um vice-campeão (Chinzô Machida, Austrália 2006). E por equipes, conquistamos o bronze com uma equipe liderada por Johannes Freiberg, e tendo João Camilo como integrante. No kata por equipes chegamos entre os oito melhores do mundo (Japão 2004) com Roberto Pestana, Jayme Sandall e Paulo Pestana.


Agora em 2011, a Seleção Brasileira buscará resultados ainda melhores para cimentar a posição de ser um dos melhores países do mundo no karate JKA.


OSS!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Kobukan: História do karate brasileiro.










A Kobukan é o berço de grandes nomes do karate brasileiro. Fundada pelos sensei Tanaka, teve nomes como Lirton Monassa, Inoki e Takeushi como mestres, e formou grandes ícones, como Ugo Arrigoni, Flávio Costa, Ronaldo Carlos, Victor Hugo e muitos outros.



Na matéria acima - da época do auge da Kobukan - um pedaço importante da história do karate brasileiro.



OSS!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Campeonato Brasileiro de Karate 1975










A matéria acima fala por si só. Era a época em que quando alguém era campeão brasileiro de karate, era CAMPEÃO BRASILEIRO, ou seja, era um campeão só, um karate só. Infelizmente, depois de um crescimento vertiginoso, nossa arte marcial se fragmentou em incontáveis federações e associações onde temos, todos os anos, inúmeros campeões.

Agradecimentos ao Leco (leco109@gmail.com) pela matéria.
OSS!