quarta-feira, 28 de junho de 2017

Chinzô Machida perde no MMA


O carateca Chinzô Machida (PA), foi finalizado ainda no primeiro round pelo irlandês James Gallagher.
Gallagher treina com Connor McGregor, que também é proveniente do karate.

De cara o brasileiro tentou um mae geri com oizuki (chute frontal seguido de soco), mas o adversário esquivou do soco e agarrou as pernas, num double leg. No chão, Machida não teve muito o que fazer. Foi dominado, e após receber alguns golpes cedeu a montada. Logo deu as costas, e o irlandês finalizou a luta com um mata-leão.

Em excelente forma física e técnica, aos 40 anos, Chinzô vai receber uma chuva de críticas. "Está velho"; "Não sabe nada de luta de chão"; "Se apavorou"; "Tem que mudar seus treinos"
Essas mesmas críticas se trasformariam em elogios rasgados caso o oizuki tivesse pego em cheio, e ele tivesse nocauteado.

A verdade é que ele não merece crítica alguma. pelo contrário, está de parabéns pelo excelente trabalho de preparação e pela forma física invejável que apresenta. Tentou lutar de forma agressiva, partindo para cima, mas infelizmente não deu certo.
Poderia ter agido de forma diferente no chão? Talvez sim. Mas isso com certeza ele e sua equipe vão analizar e melhorar para as próximas lutas.

Agora é hora de erguer a cabeça e seguir em frente. Continuar com o trabalho e o foco, e não se deixar abater nem pela derrota, nem pelas críticas.
Continuamos torcendo para que ele volte a lutar logo e apague essa derrota da melhor forma possível: com outra vitória.

OSS!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

VI campeonato sul-sudeste de karate tradicional

Jayme Sandall (RJ) vs Nathan Filipe (RJ)
Natacha Marques (RJ) vs Manuela Spessatto (RS) 







Presidente da FERJKT, Ary Arsolino, e o sensei Jociglei Cadena (RJ)




Frank Manera (RS) - atleta destaque
Frank Manera e Hannah Aires (RS)

As campeãs de kata e kumite por equipes (RS)



Aconteceu, na bela cidade de Joinvile, o campeonato sul-sudeste de karate tradicional 2017.
O evento contou com a presença de figuras ilustres do karate brasileiro como o presidente da cbkt,  Gilberto Gaertner, o diretor técnico Alfredo Aires, e os mestres Ugo Arrigoni, Júlio Arai e Watanabe.

A organização ficou a cargo da federação do Estado de Santa Catarina de karate tradicional, que deu show. O local foi impecável, e o cronograma cumprido à risca. Parabéns ao sensei Robert pelo excelente trabalho.

Na categoria adulto feminino, a multicampeã Manuela Spessatto (RS) confirmou o favoritismo e levou os títulos de kata individual e por equipes (junto com Hannah Aires e Cristiane Babinski). Essa mesma equipe irá representar o Brasil no mundial JKA de agosto, na Irlanda.
No kata individual, ela segue fazendo história ao vencer um título após o outro, tanto na JKA quanto no Tradicional. É a favorita ao título brasileiro em Salvador, em setembro.
Essa mesma equipe, acrescida de Kauane Scarbi , conquistou o título de kumite por equipes vencendo as paranaenses na final.
No fukugo, Hannah Aires (RS) ficou com o título.
No kumite individual, a carioca Natacha Marques venceu a Manuela Spessatto em um duelo de tirar o fôlego. Na grande final, venceu outra gaúcha, Cristiane Babinski e sagrou-se campeã sul- sudeste.
Foi a primeira vez que uma atleta do Rio de Janeiro venceu um título individual nessa modalidade.

No masculino, os gaúchos ficaram com o título do kata por equipes.
No kumite por equipes, final entre RJ e RS. Três lutas muito disputadas, e no final os cariocas levando o título pela terceira vez (2011, 2012 e 2017)
Jayme Sandall estava em dia inspirado, e venceu no kata individual, com Gojushiho-sho, por apenas um décimo. Em segundo lugar, o excelente atleta Joel (PR)
No fukugo, mais um título para Jayme, que após passar pela pedreira Frank Manera (RS), reeditando a luta final do campeonato brasileiro JKA desse ano, venceu no kitei contra um paranaense e fez a final contra o também gaúcho Douglas Albano.
No kumite individual, quis o destino que logo na primeira rodade se enfrentassem novamente os finalistas do brasileiro JKA. Jayme Sandall venceu novamente Frank Manera no detalhe. Passou em seguida pelo paranaense Joel, e fez a semi-final contra o também carioca Nathan Felipe, que integrará juntamente com Frank e Jayme a Seleção Brasileira JKA que viajará em agosto para o mundial JKA da Irlanda.
Na outra chave, Leonardo Riveiro (RJ), venceu um catarinense, e passou pelos cariocas companheiros de equipe Pedro Camacho e Igor Leite (semi-final).
Na grande final, a experiência de Sandall falou mais alto, e ele conseguiu vencer Leonardo Riveiro.

As finais de fukugo e kumite individual masculino contaram com a arbitragem central do sensei Watanabe, o que honrou muito os atletas.

Fica aqui registrado os parabéns à CBKT e à FKTSC pela balíssima competição.
Parabéns também aos atletas, que mostraram o verdadeiro espírito do karate Tradicional, onde os títulos são secundários, e a postura correta é sempre o mais importante.

Que venha o brasileiro Tradicional, em setembro, na linda cidade de Salvador.

OSS!

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Um título histórico

Ricardo Buzzi






Há 15 anos, o Brasil fazia história no karate Tradicional.
Em 2002, na cidade de Belgrado, antiga Iugoslávia, Ricardo Buzzi (PR), conquistou o título mundial de kumite individual.

Até hoje, o Brasil não teve nenhum outro atleta que tenha conseguido sequer medalhar nessa categoria em mundiais ITKF. Além do título, Buzzi conquistou ainda mais duas medalhas nessa categoria: bronze em 2004, no mundial da Suíça e bronze em 2012, no mundial da Polônia.


Naquela época, na ITKF, cada país tinha apenas uma vaga por modalidade (atualmente são duas). Portanto, o simples fato de ser escolhido para participar já era uma vitória imensa por si só.
Em 2002, a vaga seria do capitão da Seleção, o veterano e grande campeão Vladimir Zanca (MT). Quis o destino que Zanca não pudesse ir (falta de patrocínio, uma triste e persistente realidade em nosso país), e a vaga ficou com Buzzi, que já tinha sido vice-campeão panamericano de kumite individual em 1999.

Ciente da imensa responsabilidade que tinha caído em seu colo, Buzzi não se intimidou. Pelo contrário, recebeu a responsabilidade como um estímulo e lutou como nunca.

Em seu caminho até o título inédito, ele teve que passar pelo maior campeão da história da ITKF, o argentino Justo Gomez, considerado por muitos o maior lutador de karate Tradicional de todos os tempos. Venceu Gomez por um jogai depois de conseguir derrubá-lo. Lutas duras, com intensas trocas de golpes - como é característico do karate Tradicional de alto nível.
Na grande final, pegou outra lenda: Cornel Mousat (Romênia), que seria campeão mundial de kumite individual em 2012.

Os dois não estavam ali para fazerem pontos. Estavam para lutar de verdade, e a troca de golpes foi franca. Tomaram punições por excesso de contato, fizeram um ponto cada, e buscaram a vitória o tempo todo. No final, suspense: empate, e a decisão por hantei (decisão dos árbitros por bandeirada).
Sem acreditar, Buzzi viu as bandeiras se levantarem a seu favor, e finalmente acreditou: era campeão mundial de kumite individual!

Para quem não compete, fica quase impossível compreender a dimensão de um título desses.
Um título que começa lá atrás, quando se decide competir pela primeira vez. Passa pelos primeiros campeonatos regionais, chegando a um estadual. O atleta então conquista a vaga na seleção estadual, e parte para um campeonato brasileiro. Abre mão de tudo para treinar, viajar, competir.
Consegue conquistar a tão sonhada vaga na Seleção Brasileira, e mais uma vez abre mão de tudo para poder viajar (na maioria das vezes com dinheiro do próprio bolso). E então, chega no mundial e vai vencendo suas lutas, chegando cada vez mais longe. A dificuldade de um título desse pode ser traduzida pela quantidade de vezes que o Brasil o conseguiu...

Na JKA, ainda não temos nenhum campeão mundial de kumite individual. Na verdade, apenas um atleta conseguiu medalhar nessa modalidade (Chinzô Machida - Austrália 2006)
No Tradicional, como já citado, apenas Buzzi.
Antes da divisão do karate, o único a conseguir uma medalha foi o técnico da Seleção Brasileira, sensei Watanabe, campeão mundial em Paris, 1972

A comunidade do karate Tradicional-JKA do Brasil dá os parabéns pelo aniversário dessa conquista histórica que nos enche de orgulho.

OSS!

terça-feira, 13 de junho de 2017

Karate Shotokan no mma


No dia 24 de junho será realizado o Bellator 180, na cidade de Nova Yorque (EUA).
O ícone da JKA e do Tradicional, Chinzô Machida, lutará contra o invicto irlandês James Gallagher.

Aos 40 anos, o maior campeão brasileiro de kumite individual da história (5 títulos no Tradicional e 6 na JKA), e vice-campeão mundial de kumite individual na JKA (Austrália 2006), tenta sua terceira vitória seguida no Bellator - a segunda maior organização de MMA do planeta, atrás apenas do UFC.

A comunidade do karate brasileiro estará torcendo muito pelo atleta que representou a Seleção Brasileira JKA em 3 sulamericanos e 4 mundiais.

OSS!

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Karate JKA vence mais uma no MMA

Rafael "Coxinha" com César Cabral ao lado


Rafael "Coxinha"

Nesse último sábado (13 de maio de 2017), Rafael Barbosa Gamelo, conhecido como Coxinha, foi campeão do evento Ponta Fight Night.

Aluno do atleta da Seleção Brasileira JKA, Fábio Simões, Rafael teve em seu córner outro atleta da Seleção JKA: César Cabral.

Fica aqui registrado o parabéns de toda a comunidade do karate Shotokan JKA ao atleta, que representou a Seleção Brasileira JKA no sulamericano de 2016 (Chile), na categoria 19 e 20 anos, onde foi vice-campeão de kumite individual.

Que venham outras conquistas do Coxinha!

OSS!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Campeonato Brasileiro de karate-dô JKA 2017



Kata individual masculino

Kata equipe masculino - equipe SP


Kata equipes feminino


Equipe RS
Juliana Vitral (MG) e Jayme Sandall (RJ)

Kumite por equipes

Kata individual feminino


Kumite individual feminino
Kumite individual

Aconteceu, de 27 a 30 de abril de 2017, o XVIII Campeonato Brasileiro de Karate-dô JKA.
A belíssima cidade de Goiânia recebeu mais de 400 atletas de vários Estados do Brasil.

A organização da competição, a cargo da JKA-GO, foi impecável, resultando num dos melhores campeonatos brasileiros já realizados.

Estavam presentes grandes mestres como Yoshizo Machida, Ugo Arrigoni, Carlos Rocha, Kazuo Nagamine, Alfredo Aires, Ruy Koike, Gérson Almeida e Celso Kolesnikovas, entre outros.

O ponto alto da cerimônia de abertura foi a mensagem que o sensei Sasaki enviou, e que apareceu em um telão antes do início das disputas das categorias adultas. Mesmo lutando contra um câncer, a única preocupação do sensei Sasaki é a de que os atletas mantivessem vivo o budô do karate JKA, independente de competição. Emocionante...

Os melhores atletas do Brasil vieram a Goiás para lutarem pelos cobiçados títulos brasileiros em disputa.

Infelizmente, dois dos melhores atletas do Brasil, integrantes da Seleção Brasileira JKA, sofreram lesões graves. César Cabral (SP), teve uma luxação exposta do dedo do pé com ruptura total de tendão, durante o curso pré competição.
Diego Andrade (BA), torceu o joelho durante sua primeira luta por equipes.
Com certeza esses dois guerreiros vão se recuperar muito antes do esperado, e estarão de volta para defender as cores do Brasil.

FEMININO

Como sempre, as mulheres demonstraram técnica apurada e muita garra.
No kata por equipes, a hegemonia da equipe gaúcha parece não ter fim. Manuela Spessatto, Hannah Aires e Cristiane Babinski conquistaram o título pela quinta vez consecutiva - um recorde na JKA. O trabalho árduo que essas três atletas, que moram em cidades diferentes, fazem para poderem treinar juntas foi recompensado. Elas provam que quem realmente deseja algo não dá desculpas, mas sim passa por cima de qualquer dificuldade.

No kata individual, Manuela Spessatto (RS), também provou que fica cada vez mais difícil ser vencida nessa modalidade. Com seu Gojushiho sho imbatível, ela conquistou o título brasileiro pela sexta vez. Insuperável nessa modalidade no Brasil e na América do Sul nos últimos anos, e tendo sido a ocidental com melhor colocação no mundial de 2014, Manuela é a grande esperança brasileira para o mundial desse ano, na Irlanda, para ficar entre as oito melhores do mundo mais uma vez.
Manuela firma-se cada vez mais como a maior atleta da história da JKA do Brasil. Com os títulos de kata individual e por equipes desse ano, ela soma 19 títulos brasileiros. Um recorde entre homens e mulheres.

No kumite por equipes, a forte equipe de São Paulo conseguiu superar as gaúchas, campeãs de 2016, em uma disputa emocionante.

No kumite individual, a final de 2016 se repetiu: Manuela Spessatto (RS) de um lado, e Juliana Vitral (MG) do outro.
Para chegar à grande final, Manuela teve que passar pela experiente Martinna Rey (BA), integrante da Seleção Brasileira Tradicional há muitos anos, e atleta de excelente nível técnico tanto no kata quanto no kumite.
Na outra semi-final, Juliana Vitral enfrentou Cristiane Babinski (RS), uma das atletas que mais evoluiu nos últimos anos.
Esse ano, a mineira parecia disposta a não repetir a prata do ano passado. Mesmo tendo saído atrás no placar, ela mostrou muita garra e técnica, e empatou com seu infalível mae geri. Em seguida, saiu de uma sequência de Manuela, e contra-atacou de gyako zuki no tempo exato. A campeã sulamericana de kumite individual (2012) levou o título para o Estado de Minas Gerais.



MASCULINO

As chaves estavam lotadas, e a expectativa de grandes confrontos deixou o público de olhos vidrados nos koto.

No kata por equipes, São Paulo levou o título pela sétima vez seguida, um recorde histórico entre todas as categorias, masculinas e femininas. A técnica, vontade e amizade de Andrew Marques, Marcel Apolônio e Rodrigo Alves fazem com que sejam invencíveis. Fica a imensa esperança de que se classifiquem entre os oito melhores do mundo na Irlanda, e tragam uma medalha inédita nessa categoria.

No individual, um veterano com fôlego de garoto fez a festa da torcida local. Marcelo Kanashiro (GO), irmão do presidente da JKA-GO Mário Kanashiro, foi espetacular, e com um Unsu perfeito, levou o título.

No kumite por equipes, Goiás vinha impulsionada pela torcida. De um lado da chave, eliminou os gaúchos, atuais campeões, na semi. Do outro lado, São Paulo passava pela equipe do Rio de Janeiro.
Na grande final, cada luta era uma batalha. Não havia lutador mais fraco de nenhum lado. Eram cinco pedreiras, cinco grandes lutadores de cada lado. O título poderia ter ido para qualquer equipe, e a cada luta ficava a dúvida de quem venceria.
 Mas o ipon de André Azevedo (SP), ainda na primeira luta, fez a diferença. A estratégia de equipe de Sáo Paulo foi perfeita desde a primeira rodada, contra os fortes baianos, passando pela semi final contra o Rio de Janeiro, e na final. São Paulo grande campeã.


No kumite individual, cerca de 60 atletas disputavam o título.
De um lado da chave, o atual campeão, Jayme Sandall (RJ), não teve vida fácil em suas quatro lutas para chegar até a semi final contra seu grande amigo e companheiro de Seleção Brasileira Fábio Smões (SP). Foi a oitava vez que esses dois veteranos se enfrentaram. Jayme conseguiu impor melhor a sua estratégia e venceu Fabinho por 2x0
Do outro lado, o jovem Frank Manera (RS), chegou à semi contra seu conterrâneo Rafael Moreira, um dos líderes da Seleção Brasileira. Mostrando grande personalidade, vontade, velocidade e técnica, Frank surpreendeu a todos e venceu o favorito Rafael por 1x0

Na grande final, uma batalha de gerações, com o veterano Jayme, integrante da Seleção Brasileira desde 2002, e o jovem Frank, em sua primeira final de brasileiro.

A experiência falou mais alto, e apesar de uma luta dura e muito disputada, Sandall conseguiu encaixar melhor o seu jogo e venceu por 4x1 (luta final JKA, regra shobu sanbon)

Com essa vitória, Jayme fez história ao conquistar o título pela sexta vez, quinta vez consecutiva. Com esses cinco títulos seguidos (2013 a 2017), ele superou a lenda Chinzô Machida (PA) tanto em títulos consecutivos (Chinzô também tem 6 títulos, mas consecutivos conseguiu 4, entre 2004 e 2007), quanto em número de lutas invicto em brasileiros JKA (Chinzô ficou 28 lutas invicto. Jayme está há 37 lutas sem perder)

APOSENTADORIA
O multicampeão Fábio Simões anunciou que esse foi o último campeonato brasileiro que disputou na categoria individual.
"Equipe talvez eu ainda lute, se precisarem de mim", disse um dos maiores nomes do karate brasileiro de todos os tempos, em sua emocionante despedida.
Quis o destino que sua última luta no individual fosse contra o grande amigo e companheiro de Seleção Jayme Sandall (RJ). O mesmo Jayme contra quem Fabinho fez a final em 2003, quando conquistou o primeiro de seus três títulos brasileiros de kumite individual. Dessa forma os dois encerraram uma das mais bonitas e importantes rivalidades do karate brasileiro, com 8 lutas e 3 finais de campeonatos brasileiros JKA (2003, 2011 e 2013)
Com a aposentadoria de Fabinho, uma era termina. Um dos maiores campeões de todos os tempos, o paulista é o terceiro maior vencedor da JKA na categoria kumite individual, com 3 títulos (2003, 2009 e 2011), e maior medalhista dessa categoria, juntamente com Jayme Sandall (cada um tem 11 medalhas de kumite individual em brasileiros JKA)

O campeonato mundial da Irlanda, em agosto desse ano, será a última competição de Fabinho pela Seleção Brasileira. Que venha o título!

A grande certeza após as competições infantis e adultas, foi que a Seleção Brasileira saiu muito reforçada. A qualidade do karate JKA brasileiro melhora a cada ano, e isso vai se traduzir no mundial.

Até agosto, na Irlanda!

OSS!



RESULTADOS

FEMININO

- Kata por equipes: 1) RS / 2) BA / 3) SP

- Kata individual: 1) Manuela Spessatto (RS) / 2) Juliana Vitral (MG) / 3) Letícia Aragão (BA) / 4) Martinna Rey (BA)

- Kumite por equipes: 1) SP / 2) RS / 3) BA

- Kumite individual: 1) Juliana Vitral (MG) / 2) Manuela Spessatto (RS) / 3) Martinna Rey (BA) - 3) Cristiane Babinski (RS)


MASCULINO

Kata por equipes: 1) SP / 2) PA / 3) BA

Kata individual: 1) Marcelo Kanashiro (GO) / 2) Leão Mazur (BA)  / 3) Marcel Raimo (SP) / 4) Fernando Macedo (MG)

Kumite por equipes: 1) SP / 2) GO / 3) RJ - 3) RS

Kumite individual: 1) Jayme Sandall (RJ) / 2) Frank Manera (RS) / 3) Rafael Moreira (RS) - 3) Fábio Simões (SP)

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Curso com sensei Watanabe

Acontecerá, no dia 13 de maio de 2017, das 9 às 13 h, curso técnico com sensei Tasuke Watanabe, no Rio de Janeiro
Sensei Watanabe, o primeiro campeão mundial de kumite da história do karate (Paris, 1972), integrante da Geração de Ouro do karate brasileiro, e técnico da Seleção Brasileira Tradicional desde 1991, dividirá um pouco de seu vasto conhecimento através desse imperdível curso técnico.

Tendo treinado Lyoto Machida na vitória por nocaute contra Ryan Bader, Sensei Watanabe enxerga no karate Shotokan uma arte marcial poderosa, onde os golpes devem ser definitivos, tanto nos treinamentos, quanto nas competições de karate, quanto nas lutas profissionais (MMA)

Estarão presentes integrantes da Geração de Ouro, como Ugo Arrigoni, Flávio Costa e Juarez Alves (Jacaré), além do mestre Yasutaka Tanaka e de atletas de destaque da atualidade.
Haverá homenagens aos integrantes da Geração de Ouro do karate brasileiro, que foram os responsáveis pela difusão e o desenvolvimento do nosso karate.

Inscrições e informações através do email: ferjkt@yahoo.com.br

OSS!

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Melhor com a idade

Resultado de imagem para Fábio simões karate

Ao vencer o campeonato paulista JKA 2017 na categoria kumite individual, Fábio Simões provou que a idade não atrapalha em nada seu desempenho como atleta.
Aos 45 anos, Fabinho venceu e alcançou a incrível marca de 19 títulos de kumite individual em campeonatos paulistas (JKA e Tradicional)
Participando das duas organizações (JKA e Tradicional), Fabinho luta em dois campeonatos paulistas por ano.

Não vejo, em um futuro ptóximo, outro atleta capaz de alcançar essa marca inacreditável.
Mais do que os 19 títulos, o que impressiona a todos é que ele venceu um dos mais disputados campeonatos estaduais do Brasil aos 45 anos, provando que está cada vez melhor com a idade.

Serve como estímulo a todos os atletas.

OSS!

Mulheres na luta

Manuela Spessatto (RS) - maior campeã da JKA do Brasil

A vida de lutador não é fácil. Em especial nas lutas amadoras, onde o dinheiro não compensa os riscos, treinamentos exaustivos, desgastes físicos e emocionais.

Para as mulheres, a vida de lutadora é ainda mais difícil. 
Normalmente um ambiente machista, a luta é vista com desconfiança por muitas pessoas. Quando uma mulher diz que é lutadora, com certeza recebe olhares atravessados e muitas críticas.

"lugar de mulher é no balé"

Ouvem isso sempre. E, além de encararem as mesmas dificuldades que os homens, além de apanharem na cara, quebrarem mãos e pés, se arriscarem a quebrar o nariz ou perder um dente, ainda têm que ouvir esse tipo de coisa...

Para mim, lugar de mulher é na luta sim. Quatas vezes não assisti a competições onde a categoria feminina estava bem melhor do que a masculina...

No karate, as pioneiras tiveram que dar a cara à tapa (literalmente), para abrir o caminho para as gerações seguinte. Tiveram que insistir muito e conquistar seu espaço na marra. Hoje são uma realidade.
No mma não foi diferente, e após mais de vinte anos, finalmente entraram no UFC, onde têm mostrado lutas empolgantes e muita raça.

Parabéns às mulheres do karate!

terça-feira, 21 de março de 2017

Calendário 2017

Segue o calendário 2017 Tradicional / jka

- 27 a 30 de abril: Campeonato brasileiro JKA (Goiânia, GO)

- 24 de junho: Campeonato sul-sudeste Tradicional (Joinvile,  SC)

- 26 e 27 de agosto: Campeonato mundial JKA (Irlanda)

- 08 a 10 de setembro: Campeonato brasileiro Tradicional (Salvador, BA)

- Outubro: Campeonato mundial Tradicional (Itália)

segunda-feira, 6 de março de 2017

Turnê mundial de lançamento do livro: Jutsu the Hidden Art in Karate




Turnê mundial de lançamento do livro: Jutsu the Hidden Art in Karate.

22 e 23 de abril - Londres (inglaterra)
29 e 30 de abril - Seia (Portugal)
06 de maio - Milão (Itália)

No segundo semestre acontecerã a turnê norte-americana.


OSS!

sexta-feira, 3 de março de 2017

Entrevista com sensei Juarez Alves


Sensei Juarez Alves, conhecido como Jacaré, é um integrante da Geração de Ouro do karate brasileiro.
Tricampeão norte-nordeste, campeão brasileiro (kumite individual) e campeão sulamericano (kumite por equipes)

Gentilmente ele me concedeu essa entrevista e compartilhou um pouco de sua história e de sua visão sobre a nossa arte marcial.

"Comecei o karate em 1966. Mas a finalidade naquela época era diferente de hoje em dia. O objetivo do treino era o karate como arma de combate. Na época os fuzileiros estavam viajando no exterior, então o karate foi adotado como arma de combate.
Depois de algum tempo é que passei a me interessar pelas competições.
Foi um pouco decepcionante na época, porque foi muita pancadaria! Dente arrancado, olho furado... foi uma verdadeira carnificina! Levei alguns amigos para me assistirem, e saí da competição todo arrebentado...!"

"Vi grandes lutadores em ação, mas não dá para citar o melhor de todos... Houve o Mori, o Tabata... depois Tanaka, Yamamoto, Yahara...

" Hoje em dia tem muita gente boa. Creio que mais ainda do que antigamente, quando eram menos"

"No Brasil, teve um lutador que não foi campeão, mas pela luta que fiz com ele no campeonato brasileiro, posso dizer que foi um dos melhores de todos os tempos: Dorival Caribé (BA). Era muito difícil mesmo lutar com ele! Havia vários outros grandes lutadores, como Ugo Arrigoni (RJ), Ronaldo Carlos (RJ), Ennio Vezzuli (SP), o ... lutei com todos eles. Mas o que tive mais dificuldade foi realmente o Dorival Caribé"

"Outros excelentes eram o Sohaku (RJ), com quem treinei, o William (RJ), o Djalma Caribé (BA), Carlos Rocha (SP), Ricardo D'Elia (SP), Almir Aleluia (BA)

"Hoje em dia o karate está muito fragmentado. Naquela época era um só"

"Comecei a competir um pouco mais velho. Entrei na Seleção aos 28 anos, e naquela época já era considerado veterano. Quem me chamou para a Seleção foi o Lirton Monassa. Era muito difícil, porque treinávamos quase o dia inteiro. Muita luta. Era duro..."

"Resolvi parar porque já havia muita politicagem no karate, mesmo sendo um só. E era difícil para mim participar de treinamentos da Seleção porque eu morava longe dos centros, em Natal. Os treinamentos eram sempre no Rio de Janeiro, e isso dificultou para mim..."

"Atualmente, vejo o karate da seguinte forma: hoje está bem melhor para se treinar. O reino de karate evoluiu. Creio que os treinos de kata e kumite são diferentes... a maneira de treinar kata e fundamento, é diferente de lutar. O golpe do kata é mais plantado, usando muito a compressão e a ideia de "apertar um parafuso". Mas na luta é diferente. Você deve se projetar à frente, usando o chão para se lançar. Se tentar fazer o golpe sem deslocamento, com pressão no solo, não vai funcionar bem na luta, onde você precisa de distância. Lutar é diferente de treinar kata. As pessoas têm que entender isso. Há muitas pessoas que fazem um kata lindo. Tem um karateca italiano, aluno do Shirai, que faz um kata lindo, mas não luta nada. É preciso ter discernimento e aplicar os golpes na luta"

"Sobre o karate nas Olimpíadas... é uma questão complicada. É bom por um lado, dá boa visibilidade para a arte marcial. Mas as regras não estimulam o treino correto do golpe de karate, o golpe definitivo... Mas tenho sentido, principalmente por parte dos dirigentes , uma vontade de treinar e aperfeiçoar o karate"

" O karate do Brasil tem dificuldade por causa da politicagem... a política dividiu demais o nosso karate"

"Lembro que estava convocado para o Panamericano de 1978. Mas infelizmente, uma semana antes de viajar, o sensei Inoki , que era o técnico, nos levou à Petrópolis para um treinamento. Daí o treinamento virou pancadaria, e eu acabei me machucando. Eu tinha passagem, hospedagem, tudo para viajar, mas como náo poderia lutar, decidi não ir, porque não poderia ajudar o Brasil"

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Nota de falecimento: sensei Hiroyasu Inoki



O karate mundial está de luto. Faleceu ontem, dia 06 de fevereiro de 2017, aos 76 anos de idade, o grande mestre Hiroyasu Inoki, dentro de sua academia, a Shotokan.


Nascido em 18 de  setembro de 1940 na cidade de Yokohama, Sensei Inoki chegou ao Brasil em 1956. Iniciou seus treinamentos ainda no Japão em 1952 tendo treinado com os mestres Sakagami, Nakayama, Nishiyama e Asai.
Sensei Inoki, desde o começo, foi um grande incentivador do karate no Estado do Rio de Janeiro, e no Brasil, tendo sido técnico por muitos anos. Formou atletas como Paulo Góes, José Carlos Gonçalves e outros tantos, e, a exemplo do sensei Tanaka, também acreditou no karate Tradicional desde o início, tendo optado por essa organização na época da grande divisão do karate, na década de oitenta.


Para incontáveis praticantes de karate, fica um imenso vazio, deixado pela partida precoce de um grande mestre que ainda teria muito a ensinar a todos nós.


Sensei Inoki morreu como um verdadeiro samurai, dentro de seu dojô, preparando-se para dar mais uma aula.
 O ano de 2017 começa de luto...

OSS!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Relato: sensei Ricardo D'Elia

Sensei Ricardo D'Elia

Sensei Ricardo D'Elia em ação contra sensei Sasaki

Sensei Ronaldo Carlos

Sensei Ugo Arrigoni

Membro da Geração de Ouro do karate brasileiro, o sensei Ricardo D'Elia (integrante das seleções paulista e brasileira nas décadas de setenta e oitenta), fez um relato emocionante sobre dois de seus colegas da Geração de Ouro: os mestres Ugo Arrigoni e Ronaldo Carlos (in memorian)

Antes de mais nada agradeço imensamente a oportunidade de postar aqui esse relato histórico.
Segue abaixo na íntegra:

"Os dois melhores lutadores brasileiros: Ugo Arrigoni e Ronaldo Carlos!
Lembro de duas lutas históricas deles:
 o Ugo sobrando contra o Yahara, no Mundial de 77 em Tóquio, e o vencendo de forma brilhante com um kizami deai, em seguida o Yahara o caçou e ele saiu liso de todos os ataques;
o Ronaldo contra um gigante canadense, perto de 2 ms de altura, Polícia Montada no Canadá, no Panamericano de 74 em Lima,  que nas lutas anteriores apavorou seus adversários, o Ronaldo com dois gyakos, no peito e na testa, acabou com o grandão.
Vi centenas de lutadores ao longo de 50 anos, e outro tanto de lutas, mas nenhum deles em nenhuma delas,  foram tão marcantes e impressionantes como dos meus dois ídolos e queridos amigos Ronaldo e Ugo.
Fatos ocorridos há 40 anos, porém inesquecíveis, quase uma relíquia. Conto isso, para que não se perca momentos tão importantes para o Karate brasileiro, porque o Ugo sempre foi muito comedido para reportar seus feitos e o Ronaldo que DEUS o tenha.
OSS!"


domingo, 22 de janeiro de 2017

Chinzô Machida vence mais uma no MMA


O ano começou bem para o karate JKA.
Chinzô Machida (Seleção Brasileira JKA de 1998 a 2012) venceu mais uma luta de mma, na noite de ontem, no evento Belator 170, disputado na cidade de Los Angeles, Califórnia.

O carateca usou um potente gyako tsuki de direita para levar seu adversário, o norte-americano Javier Ocampo, ao nocaute.

Com essa, Chinzô agora acumula quatro vitórias seguidas, três por nocaute e uma por decisão.

O maior campeão brasileiro de kumite individual da história do karate Tradicional e JKA (pentacampeão no tradicional e heptacampeão na JKA) segue trilhando um caminho de sucesso no mma. Esperamos em breve vê-lo fazendo a luta principal do Belator.

OSS!