sexta-feira, 22 de julho de 2011

Está chegando o Mundial da JKA...



Em menos de um mês, acontecerá o XII Campeonato Mundial da JKA.


Dessa vez, a cidade de Pattaya, no litoral da Tailândia será o cenário das disputas.


Desde que o karate começou a se dividir, na década de oitenta, o enfraquecimento foi inevitável. Obviamente, com a divisão, ficou um clima de incerteza quanto a quem seria o campeão. Afinal, o que vale mais, o título dessa ou daquela federação? Impossível se dizer.


Mas, inegavelmente, a JKA é a organização que mantém as raízes do karate original, como foi criado lá atrás, e as regras de competição são basicamente as mesmas - com exceção das luvas, que passaram a ser obrigatórias.


Dois wazari ou um ipon para vencer uma luta. E ponto final. Mesmo que você saia do kotô até duas vezes (nesse caso toma um chui de advertência) ou que leve alguma penalidade por excesso de contato (keikoku ou chui), mesmo assim a luta está empatada. Para vencer, só marcando ponto mesmo. Ou por desclassificação do adversário (hansoku).


Nos mundiais da JKA que participei, praticamente não vi desclassificação por excesso de contato. Vi até alguns nocautes que foram considerados ipon. E isso dá prazer para quem gosta de lutar.


É comum ver lutadores de todas as partes do mundo e de diferentes organizações (Tradicional, WKF, etc...) lutando no Mundial. É uma competição dificílima, e de nível extremamente alto.


O Brasil, como sempre, conseguiu excelentes resultados nos Mundias da JKA. No individual, temos dois "Best Eight" (os oito melhores do mundo): João Camilo (Japã0, 2000) e Rafael Moreira (Austrália, 2006), além de um vice-campeão (Chinzô Machida, Austrália 2006). E por equipes, conquistamos o bronze com uma equipe liderada por Johannes Freiberg, e tendo João Camilo como integrante. No kata por equipes chegamos entre os oito melhores do mundo (Japão 2004) com Roberto Pestana, Jayme Sandall e Paulo Pestana.


Agora em 2011, a Seleção Brasileira buscará resultados ainda melhores para cimentar a posição de ser um dos melhores países do mundo no karate JKA.


OSS!

Um comentário:

陽富天得 disse...

Olá Jayme,

Parabéns pelo blog! Importante mesmo esse tipo de iniciativa, de resgate, por pouco que seja, da história do karatê brasileiro.

Com este intuito mesmo, gostaria de lembrar que, até onde sei, outros brasileiros, além destes que você cita, despontaram em mundiais da JKA:

Richard Monassa foi “best 8” (kumitê individual) na Filadélfia em 1994 e, se não me engano, também em Tóquio, em 2000. Importante lembrar ainda que em 1995, quando a JKA ainda estava dividida, o mesmo Richard se sagrou campeão mundial (de novo, no kumitê individual) em Lucerna, pela facção do Asai (que depois viraria JKS). Na mesma ocasião, Robson Maciel também subiu ao pódio, tendo conquistado o terceiro lugar.

Oss!

Raphael